Um novo ciclo de formação começou na última terça-feira (05), com o seminário de abertura da segunda edição da Escola de Comunicação da Giral. O encontro reuniu jovens que passam a integrar o projeto e que, pelos próximos seis meses, participarão de uma formação voltada para comunicação, tecnologia e cidadania.
A Escola de Comunicação 2.0 também dialoga com a própria história da organização. No início de sua atuação, a Giral já trabalhava temas ligados à democratização da comunicação e ao uso social das tecnologias. A proposta sempre esteve ligada à valorização de narrativas locais, à cultura e às histórias do território. De certa forma, o projeto retoma esse caminho.
Fundador da Giral, Everaldo Costa lembrou desse percurso ao conversar com os participantes. “Nós somos militantes de uma comunicação pública, democrática”, disse. Para ele, um dos grandes diferenciais da formação é que ela vai além das técnicas. “Vocês estarão discutindo, aprendendo e produzindo conhecimento. Uma chance de criar oportunidades para suas vidas.”
Ele também reforçou a importância de olhar para o próprio lugar onde se vive. “Através desse projeto, conheçam também a si mesmos. Conheçam seus direitos e o lugar onde vocês vivem. E, que a partir disso, vocês possam transformar sua realidade.”
O primeiro momento do encontro apresentou o percurso que será vivido ao longo da formação, além de parte da equipe do projeto. Em seguida, os participantes acompanharam um painel com o tema “O futuro do trabalho e as novas tecnologias”, conduzido pelo coordenador do projeto, Alexandre Constantino, e pelo jornalista e educador Agamenon Porfirio. A conversa girou em torno das mudanças que já estão em curso no mercado de trabalho.
Inteligência artificial, algoritmos e automação apareceram como parte de um cenário que transforma profissões e cria novas demandas. Ao mesmo tempo, os dois chamaram atenção para algo que continua sendo decisivo: competências humanas como empatia, escuta e inteligência emocional. Em um contexto de rápidas transformações tecnológicas, essas habilidades aparecem como diferenciais que nenhuma ferramenta substitui.
“O que você fala, como você se porta, tudo é comunicação”, afirmou Alexandre Constantino durante o encontro. Para ele, o início da nova turma também representa uma oportunidade disputada. “Hoje começa a jornada 2.0. Tem muita gente que queria estar aqui no lugar de vocês e não conseguiu.”
Entre os participantes, a expectativa é grande. Thaís Marques, de 27 anos, conta que chegou com o desejo de ampliar seus conhecimentos e enfrentar a timidez. “Minha expectativa é extrair o máximo de conhecimento possível e perder a timidez. Abrir o leque de possibilidades que uma boa comunicação proporciona, tanto no mercado de trabalho quanto na vida pessoal”, afirma. Para ela, mesmo em um momento de avanço tecnológico, a comunicação continua sendo central. “Boa comunicação e conhecimento são essenciais para que a tecnologia seja apenas ferramenta.”
Mirella Vasconcelos, de 18 anos, também vê na formação uma oportunidade de aprofundar um interesse que já vem cultivando. “Entrei no projeto com uma expectativa muito grande de aprender, principalmente na prática. Eu gosto muito dessa área de comunicação”, conta. O primeiro encontro já deixou uma impressão clara. “Eu saí daqui com a sensação de que estou no lugar certo, fazendo algo que realmente me interessa.”
A Escola de Comunicação 2.0 tem foco na formação cidadã e na inclusão digital. Ao longo dos próximos meses, os jovens terão contato com áreas como fotografia, copywriting, design, produção de vídeo e desenvolvimento de aplicativos, além de temas ligados à cidadania e à educação financeira.
Iniciativa da Giral com apoio do Instituto Cooperforte, o projeto busca ampliar possibilidades para juventudes do território, conectando comunicação, tecnologia e protagonismo. Em sua primeira edição, realizada em 2025, 24 participantes concluíram a formação. Agora, uma nova turma começa a escrever o próximo capítulo dessa história.










