Na última quarta-feira, dia 18, o grupo Paleta Coletiva realizou a abertura da exposição “O riso, o baque e o galope”, no Centro Cultural Mestre Zé Lopes, em Glória do Goitá. O evento reuniu a comunidade, familiares dos artistas, representantes do poder público, além de educadores e integrantes da Giral.
Durante a abertura, o fundador da Giral, Everaldo Costa, destacou o papel da arte no fortalecimento da identidade cultural. “A Giral tem incentivado a arte, a educação e a cultura, e isso se reflete em grupos como o Paleta Coletiva.” Ele ressaltou ainda a importância de reconhecer as próprias origens: “Não é arte pela arte, mas uma arte que valoriza nossa ancestralidade, nossa história, nossos olhares e quem somos.” Everaldo também ressaltou a parceria com o poder público e a relevância do Centro Cultural como espaço de valorização da cultura local.
O secretário adjunto de Cultura, Turismo e Esporte, Gilvanildo Ferreira, destacou o crescimento do grupo. “A exposição anterior foi um sucesso e teve sua permanência prorrogada. Agora, nesta segunda mostra, é possível perceber a evolução desses jovens artistas.” Ele também reforçou a diversidade e a riqueza cultural de Glória do Goitá.
Para o curador Wemisson Araújo, a exposição nasce da relação direta com o território. “Essa exposição nasce de um desejo nosso de investigar o nosso território.” Segundo ele, as obras vão além da estética e constroem uma narrativa visual com mensagens próprias. O processo criativo envolveu vivências, intercâmbios e imersões junto a movimentos culturais da região, resultando em produções que valorizam essas expressões e questionam estigmas.
A mostra dialoga com a exposição anterior do grupo, “Olhares Rurais”, que retratava o cotidiano do campo. Agora, o foco se amplia para as manifestações culturais do território, aprofundando reflexões sobre identidade e pertencimento.
Realizada pela Giral, por meio do projeto Educação e Vivências Inclusivas, a iniciativa conta com apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander, e parceria da Prefeitura de Glória do Goitá e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Ao celebrar os 86 anos de Mestre Zé de Vina, a exposição reforça a importância de preservar tradições e reconhecer a arte como instrumento de formação, memória e transformação social.
“O riso, o baque e o galope”
A exposição segue aberta até o dia 17 de julho, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Ao todo, são 18 telas produzidas por 12 adolescentes do projeto Educação e Vivências Inclusivas, que participam da oficina de artes.
Com curadoria do educador Wemisson Araújo, a mostra propõe um diálogo entre memória, identidade e cultura popular. Inspiradas nas vivências dos jovens artistas com manifestações culturais da Bacia do Goitá, as obras trazem referências ao maracatu, ao mamulengo e a mestres da cultura local, como Zé de Vina, Cida Lopes e Zé de Bibi.
O homenageado da exposição, Mestre Zé de Vina, é reconhecido como um dos grandes nomes do mamulengo pernambucano. Fundador do grupo Riso do Povo, em 1957, dedicou mais de 60 anos à arte, sendo um dos últimos representantes da primeira geração de mestres de Glória do Goitá.










