Parceria entre Giral e programa Na Real promove ação de combate ao uso de álcool na adolescência

Na última quinta-feira (19), a Giral sediou uma ação do programa Na Real voltada à prevenção do consumo de álcool entre adolescentes. Realizado em sua sede, em Glória do Goitá, o encontro reuniu cerca de 200 estudantes das escolas municipais Djalma Paes, Professora Maria Elzanira Bezerra da Rocha e Paroquial de Menores. A atividade utilizou a arte como ferramenta educativa, promovendo um espaço de diálogo e reflexão sobre os impactos do consumo precoce de bebidas alcoólicas. A proposta aproximou o tema da realidade dos jovens e incentivou escolhas mais conscientes por meio da escuta e da participação. Para o coordenador do programa, Jocemar Filho, a parceria com a Giral foi decisiva. “Hoje foi fantástico. Quando contamos com um parceiro que oferece estrutura e mobilização, o resultado é muito positivo.” Ele também destacou a importância da continuidade: “Acreditamos que a mensagem foi plantada e que os resultados virão com o acompanhamento nas escolas.” Entre os estudantes, o impacto foi imediato. Adonis Ferreira, de 14 anos, aluno do 9º ano, destacou o aprendizado: “Foi uma formação bem interessante e dá pra entender o quanto o álcool pode ser perigoso. É uma informação pra vida toda.” A equipe psicossocial da Giral também ressaltou a relevância da ação. “A mensagem foi mais do que transmitida. Queremos que os adolescentes compreendam que o álcool e as drogas não resolvem problemas nem preenchem vazios”, afirmou a psicopedagoga Nayara Tamires. O programa Na Real é uma iniciativa do Instituto Aliança, implementada no Brasil desde 2019, e integra o projeto global Smashed, da organização britânica Collingwood Learning. Presente em 38 países, já alcançou milhões de adolescentes com ações de prevenção ao consumo precoce de álcool. No Brasil, mais de 1,4 milhão de jovens já foram impactados. A metodologia reúne teatro, conteúdos audiovisuais, debates e formação de educadores, ampliando o alcance das ações nas escolas e fortalecendo estratégias de educação e saúde alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Ao sediar a atividade, a Giral reafirma seu compromisso com a formação integral de adolescentes, promovendo espaços de cuidado, informação e diálogo. A iniciativa contribui para uma educação mais conectada às realidades dos jovens e para a construção de escolhas mais conscientes.
Exposição do Paleta Coletiva abre no Centro Cultural Mestre Zé Lopes celebrando memória e cultura popular

Na última quarta-feira, dia 18, o grupo Paleta Coletiva realizou a abertura da exposição “O riso, o baque e o galope”, no Centro Cultural Mestre Zé Lopes, em Glória do Goitá. O evento reuniu a comunidade, familiares dos artistas, representantes do poder público, além de educadores e integrantes da Giral. Durante a abertura, o fundador da Giral, Everaldo Costa, destacou o papel da arte no fortalecimento da identidade cultural. “A Giral tem incentivado a arte, a educação e a cultura, e isso se reflete em grupos como o Paleta Coletiva.” Ele ressaltou ainda a importância de reconhecer as próprias origens: “Não é arte pela arte, mas uma arte que valoriza nossa ancestralidade, nossa história, nossos olhares e quem somos.” Everaldo também ressaltou a parceria com o poder público e a relevância do Centro Cultural como espaço de valorização da cultura local. O secretário adjunto de Cultura, Turismo e Esporte, Gilvanildo Ferreira, destacou o crescimento do grupo. “A exposição anterior foi um sucesso e teve sua permanência prorrogada. Agora, nesta segunda mostra, é possível perceber a evolução desses jovens artistas.” Ele também reforçou a diversidade e a riqueza cultural de Glória do Goitá. Para o curador Wemisson Araújo, a exposição nasce da relação direta com o território. “Essa exposição nasce de um desejo nosso de investigar o nosso território.” Segundo ele, as obras vão além da estética e constroem uma narrativa visual com mensagens próprias. O processo criativo envolveu vivências, intercâmbios e imersões junto a movimentos culturais da região, resultando em produções que valorizam essas expressões e questionam estigmas. A mostra dialoga com a exposição anterior do grupo, “Olhares Rurais”, que retratava o cotidiano do campo. Agora, o foco se amplia para as manifestações culturais do território, aprofundando reflexões sobre identidade e pertencimento. Realizada pela Giral, por meio do projeto Educação e Vivências Inclusivas, a iniciativa conta com apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander, e parceria da Prefeitura de Glória do Goitá e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ao celebrar os 86 anos de Mestre Zé de Vina, a exposição reforça a importância de preservar tradições e reconhecer a arte como instrumento de formação, memória e transformação social. “O riso, o baque e o galope”A exposição segue aberta até o dia 17 de julho, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Ao todo, são 18 telas produzidas por 12 adolescentes do projeto Educação e Vivências Inclusivas, que participam da oficina de artes. Com curadoria do educador Wemisson Araújo, a mostra propõe um diálogo entre memória, identidade e cultura popular. Inspiradas nas vivências dos jovens artistas com manifestações culturais da Bacia do Goitá, as obras trazem referências ao maracatu, ao mamulengo e a mestres da cultura local, como Zé de Vina, Cida Lopes e Zé de Bibi. O homenageado da exposição, Mestre Zé de Vina, é reconhecido como um dos grandes nomes do mamulengo pernambucano. Fundador do grupo Riso do Povo, em 1957, dedicou mais de 60 anos à arte, sendo um dos últimos representantes da primeira geração de mestres de Glória do Goitá.





