Houve um tempo em que a única forma de buscar melhores condições de vida era deixar para trás a comunidade, a família e a terra. Hoje, porém, muitos jovens encontram na propriedade familiar a esperança de construir um futuro melhor. É nesse encontro com quem escolhe permanecer no campo que o projeto Empreender e Inovar pra Transformar atua, oferecendo assistência técnica e orientação a jovens empreendedores rurais.
“Eles vêm fazer a visita técnica e conversam sobre o que a gente tem vivido e sobre o que pode ter dúvidas”, conta Leonne Mendes, participante do projeto. A fala revela uma das principais características desse acompanhamento: a assistência não chega com respostas prontas. Ela parte das necessidades encontradas no cotidiano de cada jovem e de sua família.
Dentro do projeto, a assistência técnica e a extensão rural fortalecem os empreendimentos e ampliam as possibilidades de permanência dos jovens no campo. Para Rayana Damasceno, educadora e extensionista rural, esse trabalho começa antes mesmo da orientação técnica. É preciso conhecer o território, a família e as condições em que cada jovem está inserido para, então, construir estratégias que façam sentido para aquela realidade.
“É parte de você conhecer a realidade do jovem, de entender qual o meio em que ele está inserido, qual sua comunidade, quais são as perspectivas que ele tem, o que pode ser agregado para ajudá-lo”, explica Rayana. Nesse processo, a extensão rural busca fortalecer a autonomia dos participantes sem substituir seus conhecimentos ou impor caminhos.
A proposta parte do reconhecimento de que o campo já carrega uma história de saberes construídos dentro das próprias famílias e comunidades. Técnicas aprendidas com pais, mães, avós e outros familiares fazem parte da formação dos jovens e continuam importantes para o desenvolvimento de seus empreendimentos.
Ao mesmo tempo, novos conhecimentos podem dialogar com essa experiência. “Eu não estudei, não tive oportunidade de estudar na época, porque as coisas eram mais difíceis. E com ele eu estou aprendendo muita coisa”, relata seu Luis Vieira, avô de Leonne. O aprendizado do jovem passa, assim, a circular dentro de casa, aproximando saberes e novas técnicas.
É também nesse contexto que o Fundo Semente ganha significado. O recurso financeiro chega acompanhado de orientação, permitindo que o jovem pense não apenas em receber um investimento, mas em decidir como utilizá-lo para fortalecer seu empreendimento e construir possibilidades para o futuro.
“Eu tenho oportunidade de saber o que fazer com o dinheiro. Em vez de pegar aquele dinheiro e simplesmente gastar”, afirma Leonne. Na propriedade, o investimento começa a ser percebido de maneira concreta pela família. “Esse bezerro que o projeto deu para ele já foi um lucro, mais um avanço. Daqui a pouco ele pode vender e comprar dois, já vai aumentando”, relata o avô, orgulhoso.
Mais do que oferecer uma orientação pontual, a assistência técnica busca criar condições para que cada jovem desenvolva sua própria capacidade de decisão. “Então, parte do nosso trabalho é fazer o jovem ter essa autonomia, não chegar impondo algo para fazer, mas fazê-los ser protagonistas dessas decisões”, explica Rayana.
É uma construção que passa pelo conhecimento, mas também pelo pertencimento. Para o projeto, permanecer no campo não significa apenas continuar no território. Significa reconhecer possibilidades onde antes muitas vezes eram enxergadas apenas dificuldades, fortalecendo a relação com a terra, com a família e com o próprio futuro.
Através do projeto Empreender e Inovar para Transformar, a Giral se coloca não apenas como suporte aos empreendimentos desses jovens, mas principalmente como espaço de aprendizagem e fortalecimento da autonomia de quem vive no campo. A iniciativa é da Giral e conta com patrocínio do Google Brasil, Siemens Energy, IAF e apoio da Siemens Fundação.
Siemens Energy é uma marca licenciada pela Siemens AG.










