Com o auditório lotado por famílias, educadores e representantes do poder público, o Projeto Educação e Vivências Inclusivas iniciou um novo ciclo de atividades com seminário sobre transformação social. A mensagem central foi direta: educar é um compromisso coletivo.
A mesa de abertura reuniu lideranças institucionais e políticas do município. O presidente da Giral, Leonildo Moura, destacou o impacto do projeto no desenvolvimento das crianças e ressaltou o papel das famílias no processo educativo. Ele também reconheceu a contribuição do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) para o fortalecimento das ações da instituição.
O presidente da Câmara de Vereadores, Wellington Andrade, afirmou que a organização tem ampliado o alcance da educação no município. “A Giral vem somando na educação de Glória. Ela chega a muitos locais onde o poder público não alcança”, declarou. O prefeito Jaime Lima também ressaltou a importância da iniciativa para a infância de Glória do Goitá e o cuidado da Giral oferecido às crianças atendidas.
Entre os anúncios, o 7º Prêmio Literário Graça Beltrão foi destacado como uma das principais ações do ano. A iniciativa homenageia a professora Maria Beltrão e incentiva a leitura e a escrita entre estudantes do ensino fundamental. Na edição anterior, com o tema “Crises Climáticas e Mudanças nas Infâncias”, os participantes refletiram sobre os impactos das transformações ambientais em suas realidades. Também foram anunciadas novas exposições do grupo Paleta Coletiva e intercâmbios culturais previstos para este ano.
A arte teve papel central na programação. O educador Wemisson Araújo apresentou o processo de criação das ilustrações da publicação “Pequenos Grandes Saberes – Um glossário climático pelo olhar de crianças e adolescentes”, desenvolvida em parceria com a ActionAid. As obras foram produzidas por crianças da oficina como resultado de reflexões sobre temas relacionados ao meio ambiente e questões como racismo ambiental. “Fico muito feliz por, de certa forma, ter fomentado esse processo”, afirmou Wemisson.
Para o coordenador Duh Karamazoff, o projeto vai além do ensino técnico. “A gente trabalha para além da arte. Não é só sobre o aprendizado do teatro, do desenho. A gente está formando cidadãos”, destacou. Segundo ele, a proposta está alinhada à missão da Giral de promover uma educação que além de formar, transforma.
A programação foi encerrada com a palestra “A arte e a leitura como linguagem de aprendizagem e transformação social”, ministrada por Fábio André, do Galpão das Artes. “Arte e leitura são formas de interpretação do mundo”, disse, ao defender a formação de cidadãos críticos, capazes de intervir na sociedade.
Nova etapa
Para 2026, o Projeto Educação e Vivências Inclusivas pretende ampliar seu impacto no município. A meta é atender 200 crianças e adolescentes, com oficinas de reforço escolar, artes, teatro, dança, educação ambiental e cidadania, aliando atividades lúdicas a uma proposta de educação integral.
O objetivo é promover vivências educativas, culturais e artísticas inclusivas, contribuindo para o desenvolvimento integral dos participantes e na redução da desigualdade educacional. A iniciativa busca ampliar perspectivas de vida, fortalecer vínculos comunitários e garantir o acesso a direitos por meio da inclusão social.
Com uma proposta que integra educação, cultura e cidadania, o Projeto Educação e Vivências Inclusivas reafirma, em 2026, seu compromisso com a formação integral de crianças e adolescentes de Glória do Goitá. A iniciativa realizada pela Giral conta com o apoio do Programa Amigo de Valor – Santander.










