Culminância do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento celebra o poder transformador da arte

A manhã de sábado(13) na Giral foi de celebração, emoção e muita música. A culminância do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento reuniu as crianças e adolescentes participantes das oficinas ao lado de suas famílias para compartilhar tudo o que foi construído ao longo de 2025. Entre apresentações, depoimentos e acolhimento, o evento mostrou que a arte e a educação caminham juntas na formação de cidadãos mais conscientes, sensíveis e engajados com suas comunidades.

“Se tem uma coisa que é mais importante, que nós pais podemos deixar para nossos filhos, e nós enquanto instituição, é a educação. E quando a gente fala de educação, não é a educação só escolar, é a educação pra vida”, afirmou Everaldo Costa, fundador da Giral. Para ele, o ensino de artes não visa formar necessariamente artistas profissionais, mas pessoas melhores do ponto de vista humano. “São pessoas com sensibilidade, com criatividade, utilizando o poder da arte para a nossa vida”, completou. Everaldo compartilhou sua própria trajetória para reforçar que a educação é o caminho para superar qualquer adversidade e alertou sobre a “pobreza cultural” — quando não se acredita no poder transformador da educação.

O projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento oferece oficinas de instrumentos clássicos e balé. “O projeto visa, antes de formar o músico, formar o cidadão”, explica Jonatas Araújo, coordenador do projeto. Segundo Leonardo Oliveira, também coordenador, a proposta tem a missão de fazer as crianças voltarem a sonhar. “Chegam aqui caladinhos, tímidos, muitas vezes sem muita perspectiva. E aí eles veem outras pessoas, veem referências, veem que aquilo pode ser para eles também. A Giral abre essas portas”, afirma. Atualmente, o projeto atende 155 pessoas entre crianças, adolescentes e jovens, incluindo ações no distrito de Apoti.

Entre as famílias presentes, estava Márcia Lima, mãe de Davi, uma criança neurodivergente que encontrou na Giral um espaço de acolhimento. “Eu digo sempre que a Giral é a extensão da minha casa. Porque a gente não manda os nossos filhos pra casa de uma pessoa que a gente não conhece, que a gente não confia”, declarou emocionada. Ela destacou a importância de um ambiente que aceita e apoia crianças com suas particularidades, oferecendo possibilidades para que avancem. “É crucial na vida dessa criança e, consequentemente, na minha vida, na vida da minha família”, completou.

Um dos destaques de 2025 foi a Turnê Tocando o Nordeste, que levou a orquestra a diversas cidades tocando música clássica com repertório nordestino. Além da turnê, o ano foi marcado por intercâmbios com parceiros, ONGs e escolas de música. Mas o resultado mais simbólico foi a formação de cinco monitores — jovens formados pelo próprio projeto que agora ajudam os educadores na formação de novos músicos. “Ver eles subirem aqui, liderarem um grupo, é um orgulho pra gente. A gente se vê muito neles também”, celebra Leonardo. Todos os participantes da orquestra recebem bolsa de incentivo à educação, e os monitores estão sendo preparados para serem os futuros educadores da Giral.

Sérgio Ricardo, poeta e repentista responsável pelo texto do espetáculo Tocando o Nordeste, esteve presente e refletiu sobre o papel da cultura. “É muito importante a educação, é a base mais sólida que se pode ter. E a cultura é o trabalho da cigarra, que vai colaborar com a formiga para que a sociedade cresça de uma maneira harmônica”, afirmou. Para ele, a Giral oferece cultura e educação caminhando lado a lado no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária.

A culminância encerrou um ano em que arte, música e educação provaram ser ferramentas poderosas de transformação. Como defendeu Everaldo Costa, é preciso garantir às crianças o direito de sonhar. “Quando a criança tem sonho, ela vai batalhando por aquilo. A gente tem que fortalecer elas nesse sentido, no corpo, na mente e no coração”, concluiu. A manhã de sábado na sede da Giral deixou claro que quando uma comunidade acredita no potencial de suas crianças e jovens, os sonhos deixam de ser apenas possibilidades e se tornam realidade.

A iniciativa realizada pela Giral conta com o patrocínio da BB Seguros.

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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O Giral realiza processos que corroboram com os objetivos de desenvolvimento sustentável. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram adotados em 2015, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para unir forças em prol de uma Agenda Mundial de Desenvolvimento Sustentável, que deve ser cumprida até o ano de 2030. Entre eles, destacam nas ações da instituição, os compromissos com os objetivos: