Na última segunda-feira (24), a Giral reuniu sua equipe de educadores para a formação “Escuta, empatia e Ação – Caminhos para práticas antirracistas”. A roda de conversa, realizada na sede da instituição, teve como objetivo primordial promover reflexões sobre as questões raciais e como elas atravessam nossas práticas e ações.
O encontro foi conduzido por Cristiano de França, Doutor em Sociologia, educador popular e professor universitário. “Eu tenho certeza que essa roda significou um momento de ressignificação do trabalho da organização, porque se permitir questionar sobre práticas racistas pode, e causa, uma mudança em como se dão os trabalhos e eu acho que isso é grandioso,” afirmou o professor. Cristiano vê a iniciativa como uma semente plantada para a desconstrução de práticas racistas na sociedade.
Ele destacou a escuta sensível dos educadores como o principal aprendizado do momento. “Eu senti aqui uma escuta de fato aberta para aprender o que ainda não se sabe e desaprender aquilo que nós aprendemos de forma errada. Isso para mim é uma escuta transformadora, que implica que algo vai ser afetado.”
Nayara Tamires, psicopedagoga e coordenadora do setor psicossocial, reforçou a importância da formação. “Debater escuta, empatia e ação como caminhos para a prática antirracista é fundamental para fortalecer o compromisso ético e social da nossa instituição.” Para Nayara, a formação abre espaço para reconhecer desigualdades raciais presentes no cotidiano, aprimorar a qualidade das relações e construir ambientes verdadeiramente seguros para crianças, adolescentes e famílias.
Segundo a coordenadora, a mediação do professor Cristiano possibilitou refletir sobre posturas, responsabilidades e escolhas que tornam o trabalho mais consciente e respeitoso. “Investir nessa temática é reafirmar que a educação popular tem papel ativo na promoção da equidade, e que cada profissional é agente essencial na construção de práticas que acolham, protejam e valorizem a diversidade.” Essa atividade faz parte do programa de formação continuada promovida pelo setor psicossocial, visando qualificar e aprofundar o debate entre os educadores, e reitera o compromisso da Giral em ser um vetor de transformação social na promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.










