No pátio da escola, mãos pequenas preparam a terra, regando milho, alface e coentro plantados coletivamente. Ao mesmo tempo em que se divertem, o cuidado com a horta se faz aprendizado: sobre alimentação, cooperação e respeito ao meio ambiente. Essa cena se repete nas escolas onde o projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, se utiliza da horta como espaço de inclusão, cidadania e proteção à infância.
A iniciativa é resultado da atuação da Giral em 12 escolas de sete municípios da Zona da Mata Norte e Agreste de Pernambuco. O projeto une sustentabilidade e educação ao promover hábitos saudáveis, justiça ambiental e mobilização comunitária.
As ações são abrangentes: além da implantação de hortas pedagógicas, há oficinas sobre racismo ambiental, segurança alimentar e proteção contra o abuso sexual. A rotina inclui aulas práticas de culinária com os alimentos colhidos, oficinas de defensivos naturais e atividades criativas. As festas da colheita, por sua vez, celebram a união entre escola, estudantes, famílias e professores.
De acordo com Luiz Santos, coordenador do projeto, a maior lição é ver a sustentabilidade acontecer de forma concreta no cotidiano escolar. “Os alunos transformaram espaços antes ociosos em hortas educativas. Essas verdadeiras salas verdes mostram que a sustentabilidade ganha sentido quando é vivenciada. Além disso, as crianças passaram a se relacionar melhor com a alimentação, aceitando frutas e verduras e fortalecendo a segurança alimentar”, avalia. Ele destaca o impacto: “Consolidamos 12 hortas escolares, beneficiando mais de 1.200 alunos, promovendo educação ambiental, cidadania e qualidade de vida.”
Pedagogicamente, a interdisciplinaridade é um dos efeitos do projeto nas escolas. Edjane Bezerra de Arruda, diretora da Escola Municipal Madre Tarcísio, em Vitória de Santo Antão, afirma que conteúdos de ciências, matemática e português encontram na horta “um espaço vivo de experimentação”. A Diretora ressalta que a horta fortalece a autoestima, a autonomia e o vínculo com a comunidade.
Na Escola Francisco Coelho da Silveira, em Feira Nova, a diretora Maria de Jesus de Aragão confirma o alcance do projeto. “A horta se tornou um recurso pedagógico: estimulando a autonomia e o senso de coletividade. A parceria com a Giral tem sido fundamental para alinhar teoria e prática no dia a dia da escola.”
As hortas pedagógicas se consolidam como laboratórios vivos, onde o aprendizado se mistura ao cotidiano. No encontro entre educação, sustentabilidade e proteção da infância, a Giral reafirma que plantar hoje é semear futuros mais justos e solidários. O projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, conta com o patrocínio da Deloitte Brasil, SulAmérica, Grupo Carrefour Brasil, Odontoprev e apoio institucional da Agir ESG.










