A sede da Giral recebeu na manhã do dia 07 de novembro de 2025 o II Seminário: Organização Social com Educação Transformadora – Experiências Possíveis e Inspiradoras, focado no tema “Educação Popular, Arte e Cultura no Terceiro Setor”. O evento reuniu educadores, organizações sociais e a comunidade em geral em um espaço intenso de diálogo, reflexão e troca de experiências sobre práticas educativas e culturais que fortalecem a cidadania e a transformação social.
Um dos pilares do seminário foi a importância da sistematização e da produção de conhecimento sobre o trabalho da Giral. Renata Uchoa, organizadora do evento e Coordenadora de Projetos, destacou essa necessidade: “A produção de conhecimento perpassa a sistematização,” afirmou. Ela reforçou que o objetivo é “promover acesso à democratização de conhecimento, a partir das nossas práticas educativas,” permitindo que outras pessoas conheçam e se inspirem nas metodologias da Giral.
A palestra central foi conduzida por Everaldo Costa, fundador da Giral, que instigou a plateia sobre a relevância do trabalho social. “Se a educação não transforma ela serve pra quê?”, questionou. Everaldo sublinhou o papel da Giral para além da intervenção, definindo que “o processo de educação popular é um processo de resistência,” e fazendo um paralelo: “A própria Giral é um território educacional,” um espaço de disputa e luta no campo da educação.
A fala do fundador também enfatizou a responsabilidade que acompanha a ação: “O ato da produção produz transformação. E essa produção exige reflexão e ação, e esse fazer faz parte da educação transformadora proposta pela Giral.” Ele chamou a atenção para que a produção acadêmica e a sistematização de experiências não apenas qualifiquem o trabalho da própria organização, mas também inspirem outras iniciativas de transformação social.
O grande destaque do Seminário foi o intercâmbio entre os projetos da Giral, uma colaboração que amplia nossas ações e potencializa resultados. Ao todo, foram apresentados 11 trabalhos que abordaram temáticas transversais, como empoderamento feminino, valorização da cultura, empreendedorismo social, incentivo à leitura, educação musical e socioambiental, todas convergindo para a proposta de educação para a transformação. A iniciativa reforça a importância da construção contínua e da reflexão sobre os processos da Giral, validando suas práticas como experiências possíveis e inspiradoras para o desenvolvimento e a transformação social.










