De 19 a 24 de agosto, o Museu do Estado de Pernambuco abriu suas portas para a exposição “O riso, o baque e o galope”, assinada pelo Paleta Coletiva — grupo de jovens artistas formados pela Giral. São 17 obras que mergulham na cultura popular da Zona da Mata Norte, celebrando mestres e brincantes do mamulengo, do maracatu rural e do cavalo marinho.
Nos quadros, a força dos folguedos e de seus brincantes ganha cor e movimento. Entre as homenagens, estão figuras como os mestres Zé Lopes, Zé de Vina e Zé de Bibi, além dos grupos Carneiro Manso, Estrela da Tarde e Teatro do Riso, reafirmando a força da memória e cultura do nosso povo e o papel da arte como resistência.
Para o educador e curador da mostra, Wemisson Araújo, o momento evidencia como o trabalho da Giral vem ganhando respeito e se consolidando no meio das artes. “Foi a culminância de um trabalho construído ao longo do tempo pelos artistas. Devolver esse resultado à sociedade em um espaço como o Museu do Estado é extremamente significativo. Representa a cultura agrária, de pessoas simples, que partem da periferia do interior do Estado e conquistam um lugar de destaque no coração da capital pernambucana”, refletiu.
“Não imaginava que seria tão enriquecedor”, aponta Diná Ketula, uma das jovens artistas do grupo. “A experiência foi transformadora! Desde conhecer a cultura e a vida de quem faz parte dela até a hora de pintar nosso entendimento daquela realidade”. Ela destaca que cada obra carrega uma história única e relata o sentimento de gratidão após a abertura da exposição. “Gratidão ao Museu do Estado, ao Giral, ao professor Wemisson que acreditou e nos guiou, e claro, ao Paleta Coletiva.”
O Paleta Coletiva nasceu do projeto Educação e Vivências Inclusivas, da Giral, como espaço para que adolescentes explorem a arte como forma de expressão, pesquisa e registro do cotidiano da Zona da Mata Norte. Em seus pincéis, telas e paletas, os jovens carregam o compromisso de salvaguardar memórias, valorizar tradições e afirmar identidades.
Realizada pela Giral, a exposição “O riso, o baque e o galope” conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander, e reafirma o poder da arte de criar pontes entre passado e presente, território e mundo, aproximando outras gerações da nossa tão rica cultura popular.










