Paleta Coletiva encerra processo de pesquisa para nova exposição sobre a cultura popular de Pernambuco

Depois de meses de visitas, escutas e vivências em campo, o grupo Paleta Coletiva, formado por adolescentes do Projeto Educação e Vivências Inclusivas, concluiu a etapa de pesquisa para a produção de sua nova exposição artística. A mostra, que será lançada em agosto durante a Semana do Patrimônio no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), terá como tema central três grandes manifestações culturais de Pernambuco: o Mamulengo, o Maracatu de Baque Solto e o Cavalo Marinho.

O processo de construção envolveu uma imersão no território dos saberes e culturas populares. Os jovens artistas visitaram o museu do Mestre Zé de Bibi, patrimônio vivo de Pernambuco e referência do Cavalo Marinho no Brasil; dialogaram com o Maracatu Carneiro Manso, uma das mais tradicionais agremiações de Glória do Goitá; e mergulharam na história do Teatro de Mamulengo na Casa da Cultura Popular – CASACUPO, com Cida Lopes, filha de um dos maiores mamulengueiros do estado, o Mestre Zé Lopes.

Os encontros se deram a partir de um processo de escuta, afeto e reconhecimento de identidade. “Conversar com Cida trouxe um novo olhar. A gente só via o mamulengo de forma superficial. Agora tenho mais interesse em conhecer ainda mais o mamulengo, o cavalo marinho e o maracatu. Descobri que não é só uma brincadeira”, contou a jovem Diná Ketula após a visita à CASACUPO, a última das visitas da pesquisa feita pelo grupo.

No Carneiro Manso, os relatos de resistência, transformação e ancestralidade também tocaram os artistas. “Toda essa vivência fortaleceu o entendimento das narrativas que eles estão criando agora nas telas. São discursos que partem de dentro do território, que falam da gente”, explicou Wemison Araújo, educador e curador da exposição.

Já no Sítio Malícia, com Mestre Zé de Bibi e sua filha Michele, os adolescentes entenderam o quanto a oralidade, o improviso e o pertencimento são fundamentais para a continuidade do Cavalo Marinho. “A partir das histórias a gente pôde aprender muito. Gostaria de continuar participando dessas vivências”, comentou Lohana Farias, também integrante do paleta.

A nova exposição, intitulada “O Riso, o Baque e o Galope”, trará 18 telas criadas a partir dessas experiências. As obras refletem os diálogos entre tradição e juventude, memória e criação, território e futuro.

A expectativa é que a mostra ajude a desmistificar preconceitos, valorizar os saberes populares e fortalecer o sentimento de pertencimento das novas gerações com a cultura de Glória do Goitá. Como reforça Wemison: “Não queremos apenas colorir paredes. Queremos que cada obra carregue o peso, a beleza e a verdade desses encontros.”

A iniciativa, realizada pela Giral, conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.

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