Seminário sobre participação cultural marca início das atividades dos projetos Vida Feliz e Sonhos Não Envelhecem

A sede da Giral, em Glória do Goitá, ficou pequena na tarde dessa quarta-feira(26). O Seminário Participação Cultural: Fortalecendo os pilares do envelhecimento marcou o início das atividades dos projetos Vida Feliz e Sonhos Não Envelhecem em 2026. No auditório, reencontros, expectativas e histórias de quem segue decidido a aproveitar o melhor da vida. Entre falas institucionais e canções que atravessam gerações, a programação incluiu a apresentação das atividades dos projetos, suas equipes, palestra da produtora cultural Hérika Araújo e uma calorosa apresentação do Projeto Seresteiros da Vitória. Fundador da Giral, Everaldo Costa conduziu a principal reflexão do encontro. “Todo dia a gente ganha um presente do nosso Pai: acordar! São 24 horas que nós ganhamos para gastar com a gente.” Para ele, o envelhecimento é processo, não ponto final. “Ninguém nunca está pronto.” E reforçou a importância da gratidão e do orgulho por nossas próprias trajetórias. O Projeto Vida Feliz inicia mais um ciclo promovendo envelhecimento saudável e ativo para 120 idosos. As ações incluem oficinas de artes, musicoterapia, práticas esportivas e produção de brinquedos, além de rodas de diálogo, ações de desenvolvimento socioemocional e atividades intergeracionais. O projeto também investe em campanhas educativas e na formação de cuidadores, fortalecendo o cuidado humanizado e digno com esse público. Já o Sonhos Não Envelhecem amplia o olhar para cidadania, autonomia e inclusão social. Com cursos de música, dança, tecnologia, letramento e educação financeira, além de rodas terapêuticas e intercâmbios culturais, a meta é atender 200 idosos, fortalecendo a autoestima e abrindo novas perspectivas. A coordenadora dos projetos, Robervania Costa, destacou que a expectativa para 2026 é avançar, mesmo diante dos desafios. “A proposta esse ano continua sendo a realização das atividades culturais e psicossociais na promoção da saúde e qualidade de vida da pessoa idosa. Além disso, promover momentos sobre educação financeira e a geração de renda nessa fase da vida.” Segundo ela, o foco está em fortalecer a autonomia e reforçar a importância do cuidado e da garantia de direitos da pessoa idosa. A secretária de Políticas Sociais de Glória do Goitá, Nazaré Martins, reforçou essa dimensão coletiva. “Quando a gente cuida e desenvolve políticas públicas para trabalhar com a pessoa idosa, a gente cuida da nossa história, nossa cultura e também das nossas crianças e jovens. Vocês são muito importantes pra nós.” A presidenta do Conselho de Direitos da Pessoa Idosa, Elisângela Luz, reconheceu o aprendizado mútuo que se constrói nesses espaços. “Todos os dias nós aprendemos com vocês, a Giral também aprende e vocês aprendem com a gente também. Que bom que vocês estão aqui!” A cultura teve papel central no seminário. O Seresteiros da Vitória levou ao público um repertório que passeou por sambas, bregas, clássicos românticos e músicas de Carnaval e São João, transformando o auditório em um grande coro. Embalando todos os presentes em uma só emoção. O momento mais marcante do evento, no entanto, veio das próprias participantes. Maria José, de Glória do Goitá, falou com emoção sobre sua trajetória no projeto. “Olha, eu me sinto muito feliz por estar aqui na Giral.” Ela contou que fez dois cursos no ano passado e segue participando das atividades. Já para Maria Barbosa, de Pombos, o espaço é acolhimento. “Eu deixo minha família em casa, e aqui eu sou acolhida pela família Giral.” E concluiu com gratidão: “Eu agradeço muito a Deus todos os dias. Eu me sinto muito feliz por estar aqui.” Mais do que abrir o calendário de atividades, o seminário reafirmou o compromisso da Giral de cuidar de quem envelhece, valorizando trajetórias e construindo novos futuros. O tempo passa, mas o direito de viver com dignidade, afeto e participação permanece como prioridade. Os projetos Vida Feliz e Sonhos Não Envelhecem são iniciativas da Giral. Vida Feliz conta com o patrocínio da BB Seguros, Electrolux, Copergás e apoio do Programa Parceiro do Idoso – Santander. E Sonhos Não Envelhecem conta com o patrocínio da Caixa Vida e Previdência, Caixa Residencial, Cielo, Instituto Ultra e SulAmérica.
Seminário “A arte e a leitura como linguagem de aprendizagem e transformação social” abre novo ciclo do Projeto Educação e Vivências Inclusivas

Com o auditório lotado por famílias, educadores e representantes do poder público, o Projeto Educação e Vivências Inclusivas iniciou um novo ciclo de atividades com seminário sobre transformação social. A mensagem central foi direta: educar é um compromisso coletivo. A mesa de abertura reuniu lideranças institucionais e políticas do município. O presidente da Giral, Leonildo Moura, destacou o impacto do projeto no desenvolvimento das crianças e ressaltou o papel das famílias no processo educativo. Ele também reconheceu a contribuição do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) para o fortalecimento das ações da instituição. O presidente da Câmara de Vereadores, Wellington Andrade, afirmou que a organização tem ampliado o alcance da educação no município. “A Giral vem somando na educação de Glória. Ela chega a muitos locais onde o poder público não alcança”, declarou. O prefeito Jaime Lima também ressaltou a importância da iniciativa para a infância de Glória do Goitá e o cuidado da Giral oferecido às crianças atendidas. Entre os anúncios, o 7º Prêmio Literário Graça Beltrão foi destacado como uma das principais ações do ano. A iniciativa homenageia a professora Maria Beltrão e incentiva a leitura e a escrita entre estudantes do ensino fundamental. Na edição anterior, com o tema “Crises Climáticas e Mudanças nas Infâncias”, os participantes refletiram sobre os impactos das transformações ambientais em suas realidades. Também foram anunciadas novas exposições do grupo Paleta Coletiva e intercâmbios culturais previstos para este ano. A arte teve papel central na programação. O educador Wemisson Araújo apresentou o processo de criação das ilustrações da publicação “Pequenos Grandes Saberes – Um glossário climático pelo olhar de crianças e adolescentes”, desenvolvida em parceria com a ActionAid. As obras foram produzidas por crianças da oficina como resultado de reflexões sobre temas relacionados ao meio ambiente e questões como racismo ambiental. “Fico muito feliz por, de certa forma, ter fomentado esse processo”, afirmou Wemisson. Para o coordenador Duh Karamazoff, o projeto vai além do ensino técnico. “A gente trabalha para além da arte. Não é só sobre o aprendizado do teatro, do desenho. A gente está formando cidadãos”, destacou. Segundo ele, a proposta está alinhada à missão da Giral de promover uma educação que além de formar, transforma. A programação foi encerrada com a palestra “A arte e a leitura como linguagem de aprendizagem e transformação social”, ministrada por Fábio André, do Galpão das Artes. “Arte e leitura são formas de interpretação do mundo”, disse, ao defender a formação de cidadãos críticos, capazes de intervir na sociedade. Nova etapa Para 2026, o Projeto Educação e Vivências Inclusivas pretende ampliar seu impacto no município. A meta é atender 200 crianças e adolescentes, com oficinas de reforço escolar, artes, teatro, dança, educação ambiental e cidadania, aliando atividades lúdicas a uma proposta de educação integral. O objetivo é promover vivências educativas, culturais e artísticas inclusivas, contribuindo para o desenvolvimento integral dos participantes e na redução da desigualdade educacional. A iniciativa busca ampliar perspectivas de vida, fortalecer vínculos comunitários e garantir o acesso a direitos por meio da inclusão social. Com uma proposta que integra educação, cultura e cidadania, o Projeto Educação e Vivências Inclusivas reafirma, em 2026, seu compromisso com a formação integral de crianças e adolescentes de Glória do Goitá. A iniciativa realizada pela Giral conta com o apoio do Programa Amigo de Valor – Santander.
Giral realiza seletivas dos projetos Meninas e Meninos da Alegria em Movimento e Educação e Vivências Inclusivas

Nos últimos dias, a Giral promoveu as seletivas dos projetos Meninas e Meninos da Alegria em Movimento e Educação e Vivências Inclusivas — este último voltado à oficina de artes. O momento foi dedicado ao acolhimento, à escuta ativa e ao diálogo com as crianças e familiares. As seletivas marcam o início das atividades e funcionam como um espaço de aproximação, no qual a equipe conhece um pouco dos interesses, habilidades e expectativas de cada participante. Além de dar boas vindas as famílias, que são parte importantíssima em todo o processo de aprendizado. No projeto Educação e Vivências Inclusivas, o encontro foi essencial para compreender as especificidades individuais, respeitando tempos, formas de expressão e potencialidades. Assim, as atividades podem ser planejadas de maneira sensível, inclusiva e alinhada às necessidades do grupo. No Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, a proposta também foi criar um ambiente de confiança, para que os participantes se sentissem à vontade para compartilhar motivações e expectativas. Esse diálogo inicial fortalece o vínculo entre equipe e público, base para o desenvolvimento das ações ao longo do projeto. Para a Giral, esse momento reforça um compromisso: mais do que oferecer atividades formativas, é construir experiências significativas. Ao acolher e ouvir cada participante desde o começo, a instituição fortalece sua missão de promover desenvolvimento, inclusão e oportunidades reais de crescimento. As seletivas, portanto, marcam mais um ciclo de aprendizados, trocas e vivências transformadoras. Com patrocínio da BB Seguros, o projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento é uma realização da Giral. O Projeto Educação e Vivências Inclusivas é uma iniciativa da Giral e conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Integrante da Orquestra Meninas e Meninos da Alegria é aprovado em escola técnica de música no Recife

A aprovação de Thiago Vinicius na ETE Criatividade Musical, antigo CPCMR, marca um novo capítulo na trajetória do jovem da Orquestra Meninas e Meninos da Alegria. A conquista é resultado de um percurso construído a partir do projeto Meninos e Meninas da Alegria em Movimento, onde a música deixou de ser apenas um hobby e passou a orientar seus planos de futuro. Ao ingressar na oficina de música, Thiago ainda descobria seus interesses. “Não imaginava que conseguiria chegar até lá, pois ainda estava entendendo do que gostava. Quando comecei a fazer a oficina, fui me interessando cada vez mais.” O contato com a música aconteceu no projeto da Giral, que oferece oficinas de música e balé para crianças e adolescentes, promovendo formação artística e cidadã. A orquestra é um espaço de aprendizagem coletiva e convivência, onde o estudo do instrumento caminha lado a lado com valores como respeito, cooperação e compromisso. Os impactos ultrapassaram a teoria musical. “O projeto ajudou muito na minha comunicação, pois eu sempre fui tímido. Estar com os colegas da orquestra e viajar para outras cidades me ajudou a me comunicar mais.” Ensaios, apresentações e experiências em grupo fortaleceram sua confiança e ampliaram seus horizontes. A tentativa de ingresso na escola técnica nasceu de um incentivo do próprio projeto. “Meu maestro me enviou uma publicação no Instagram informando que as inscrições estavam abertas. Ele me incentivou a me inscrever e pensei: não custa tentar.” Para Thiago, a aprovação simboliza continuidade. “É uma nova oportunidade de seguir no caminho da música. Vai ser muito importante para mim e para o meu futuro. Estou muito feliz por ter conseguido. Receber mensagens de parabéns tem sido surreal, um momento único.” Para o maestro e coordenador Jonatas Araújo, a conquista reafirma o papel transformador da música. “A vivência musical contribui para a construção dos projetos de vida ao oferecer referências positivas e ampliar horizontes. A música funciona como um ‘superpoder’, pois desenvolve disciplina, autoestima, pertencimento e propósito, fundamentais para planejar o futuro.” Ele destaca que o resultado ultrapassa o âmbito individual. “A aprovação de Thiago cria uma referência real para os demais jovens. Ele passa a inspirar ao mostrar que é possível acreditar, se dedicar e conquistar espaços.” Segundo Jonatas, o feito também evidencia a força da educação popular. “Estamos vendo que ela gera resultados e transforma vidas. A conquista de Thiago, em tão pouco tempo, confirma que o projeto cumpre sua missão e amplia seus impactos.” A trajetória de Thiago soma-se à de outros jovens que, a partir da orquestra, avançam nos estudos e constroem novos caminhos. Cada aprovação reforça que a música, aliada ao cuidado e à educação, pode ser ponto de partida para projetos de vida mais promissores. No palco, nos ensaios e agora na escola técnica, Thiago segue tocando o próprio futuro. O projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento é uma realização da Giral, com patrocínio da BB Seguros.
Workshop de Técnicas de Venda fortalece empreendedores e pessoas idosas em Glória do Goitá

Nos dias 10 e 11 de fevereiro, a Giral promoveu o Workshop Técnicas de Venda, ministrado pelo educador Alexandre Constantino. A formação reuniu empreendedores e pessoas idosas de diferentes regiões, incentivando a troca de experiências e o fortalecimento das redes locais. Participaram empreendedores de Glória do Goitá, Apoti, Bonança e Recife, além de egressos do projeto Adolescentes e Jovens Empreendedores da Giral, que retornaram em busca de novos aprendizados. Com abordagem prática e alinhada à realidade do comércio local, o workshop trabalhou estratégias para atrair clientes, qualificar o atendimento e fortalecer vínculos que estimulem a fidelização. Para Alexandre Constantino, o resultado foi expressivo. “Recebemos empreendedores de diversas regiões e tivemos uma interação muito calorosa. O conteúdo foi pertinente às necessidades deles.” Um dos temas que mais chamou atenção foi o tráfego pago. Segundo o educador, cerca de 70% dos participantes ainda não conheciam a prática dos anúncios patrocinados. “Levar esse conhecimento foi um despertar para que eles possam adotar essa estratégia como técnica de vendas”, afirmou. Ele também destacou que aproximadamente 80% dos presentes já possuem negócios ativos, com ponto fixo ou atendimento a domicílio. Para Alexandre, isso evidencia o impacto da iniciativa no comércio local. “Quando levamos conhecimento, fortalecemos os empreendedores. E, quando eles crescem, o mercado também cresce.” Entre os participantes estava Alberes Rhuan, proprietário da Livraria Luma e ex-aluno do projeto Jovens Empreendedores. “Foi um dia fantástico, de produtividade e crescimento. Aprendi coisas que não sabia e isso contribui para o meu desenvolvimento como empreendedor e como pessoa”, avaliou. Para ele, a formação é contínua: “A vida é uma constante evolução. Não podemos ficar parados.” A cabeleireira Solange Maria, que também vende produtos home care e cursa Estética, destacou o aprendizado sobre posicionamento profissional. “Aprendi sobre valor: o valor do cliente e o valor do meu serviço. Sei o quanto estudei e o que posso entregar.” Ela afirma que busca evoluir sem se comparar a outros profissionais, reconhecendo a qualidade do que oferece. Ao reunir empreendedores ativos, egressos e pessoas idosas em um mesmo espaço formativo, a Giral reafirma seu compromisso com o desenvolvimento humano e econômico do território. Quando o conhecimento circula, os negócios se fortalecem e a comunidade cresce junto. A workshop integra as ações do projeto Empreender e Inovar para Transformar, que visa capacitar 300 jovens em administração, liderança e educação financeira para promover a inclusão econômica e a geração de renda. Uma realização da Giral com patrocínio da Google e Siemens.
Da orquestra à universidade: a música como caminho de transformação no projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento

A aprovação de Vitor Luís no curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal de Pernambuco marca uma conquista pessoal e coletiva. Integrante da Orquestra Meninas e Meninos da Alegria, ele construiu esse caminho a partir da vivência no projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, onde a música deixou de ser apenas uma atividade artística e passou a orientar escolhas, sonhos e responsabilidades. Quando chegou ao projeto, Vitor ainda não imaginava até onde a música poderia levá-lo. “Ao longo desses anos no projeto, fui me aperfeiçoando na música e, com a UFPE, vi a oportunidade de ampliar meus conhecimentos e experiências”, relata. A convivência contínua com a orquestra ampliou suas perspectivas e mostrou que a universidade também podia fazer parte de seu futuro. Realizado pela Giral, o projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento oferece oficinas de música e balé, promovendo a formação artística e cidadã de crianças e adolescentes. A orquestra funciona como uma vitrine da dedicação e do esforço dos jovens músicos, além de ser um espaço de aprendizado coletivo e construção de vínculos, onde a prática musical caminha lado a lado com valores como respeito, cooperação e compromisso. Com o tempo, ensaios, estudos e apresentações passaram a organizar a rotina de Vitor. Para ele, os aprendizados vão além da técnica musical. “A música me ensina que cada pessoa tem um objetivo e que todos precisam se ajudar para alcançá-lo, com empatia do início ao fim.” Até para os educadores, a mudança de comportamento e a sociabilidade do jovem são notáveis. O amadurecimento levou Vitor a assumir um novo papel dentro do projeto: hoje, ele atua como monitor, colaborando na formação musical de outras crianças e adolescentes. “Foi uma experiência muito proveitosa, em que pude compartilhar o que aprendi com os alunos.” Esse movimento reforça o caráter formativo do projeto, no qual quem aprende também retorna como referência para o território. A transformação foi acompanhada de perto pela família. Para o pai, Robson Luis, os resultados são evidentes. “O projeto de música proporcionou uma grande evolução na formação educacional dele.” Segundo o pai, apesar da insegurança inicial, o apoio dos educadores foi fundamental para o desenvolvimento do filho. “Vitor tornou-se mais comunicativo e mais responsável com horários, compromissos e atividades.” O envolvimento com a música impactou positivamente o desempenho escolar e a postura de respeito e educação no convívio social. A aprovação na UFPE representa um marco para toda a família. “O empenho dele com a música surpreendeu a todos nós. Sempre diziam que era difícil entrar em uma universidade federal, mas ele provou que era possível.” Para o pai, essa nova etapa também evidencia a importância do projeto. “Ver que, por meio da Giral, ele está superando medos e obstáculos é motivo de muita alegria.” Robson faz questão de reconhecer o papel da equipe. “Esse mérito também é dos educadores Leonardo, Jonatan, Isac, Ester e Thiago, da direção da Giral e de toda a equipe, pelo carinho e respeito dedicados a ele.” Para o coordenador do projeto, Leonardo Oliveira, a música tem papel central na formação dos participantes. “Ela contribui para a formação humana e educacional ao fortalecer a autoestima, a confiança e a inspiração para ganhar o mundo.” Segundo ele, os aprendizados vão além do palco, envolvendo disciplina, convivência, trabalho em grupo e ampliação das perspectivas de futuro. A conquista de Vitor se soma a outras aprovações recentes de jovens que passaram pelo projeto, confirmando os caminhos trilhados. “Esses resultados evidenciam o poder transformador da música na formação de pessoas e no fortalecimento da sociedade”, afirma Leonardo. Além de Vitor, também foram aprovados no vestibular Gabriel Antônio, no curso de Pedagogia da UFPE, e Allan Rafael, em Nutrição, também na UFPE. Histórias distintas, unidas por uma mesma experiência de cuidado, formação e oportunidade. A trajetória de Vitor mostra que a música pode ser muito mais do que um hobby ou uma possibilidade artística. Ela trabalha a disciplina, fortalece vínculos, amplia horizontes e ajuda jovens a acreditarem que seus sonhos são, sim, possíveis. O projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento é uma realização da Giral, com patrocínio da BB Seguros.
III Seminário Nossos Sonhos Movem o Mundo: Giral projeta 2026 conectando propósitos e estratégia

Como alinhar propósitos e sonhos individuais de uma organização? Essa foi uma das perguntas que guiou o III Seminário Nossos Sonhos Movem o Mundo, realizado pela Giral entre os dias 21 e 23 de janeiro, em Moreno-PE. Em um percurso participativo, a equipe conectou trajetórias pessoais à missão da Giral de promover educação de qualidade para o desenvolvimento humano e local. O Seminário teve início com um momento de integração, onde cada colaborador refletiu sobre como seus valores, sonhos e trajetórias se somam à identidade da Giral. A partilha reafirmou como a organização é feita de pessoas e histórias de quem acredita na educação e no amor como prática pedagógica. Estratégia e Visão de FuturoUm importante momento do evento foi a apresentação do Planejamento Estratégico formulado em 2025. A equipe reconheceu e assumiu o compromisso com as metas que guiarão a instituição nos próximos anos, assegurando que cada ação está alinhada à visão de transformar realidades através da educação. Durante o encontro, foram detalhados os projetos que atuarão nos territórios em 2026, definindo equipes e objetivos específicos. O planejamento garantiu que a gestão democrática e a inclusão das diversidades — valores inegociáveis da Giral — estejam presentes em cada atividade. Já o segundo dia de evento, focou no desenvolvimento da equipe. O setor psicossocial conduziu um momento de acolhimento sob o tema “Cuidar também é perceber”, enquanto o jornalista Agamenon Porfírio ministrou uma formação sobre Comunicação Assertiva, visando um diálogo mais transparente, empático e eficaz entre a equipe e nossos beneficiários. O seminário serviu para reafirmar a identidade da Giral. Ao revisitar missão, visão e valores, nossa equipe compreendeu como cada projeto se integra e se conecta a uma visão de mundo voltada à justiça social e à valorização do meio ambiente, das artes e das culturas. Ao final, o sentimento geral foi o de corresponsabilidade. O planejamento para 2026 desenhado como um mapa vivo, alimentado por quem faz a Giral acontecer diariamente. Assim, a Giral segue reafirmando a importância do trabalho coletivo e sua missão de transformar realidades através da força da educação.
Culminância dos projetos Sonhos Não Envelhecem e Vida Feliz celebra dignidade, afeto e a alegria de recomeçar

A sede da Giral se encheu de alegria na última quinta-feira, 12 de dezembro, com a culminância dos projetos Sonhos Não Envelhecem e Vida Feliz. Reunindo participantes para celebrar tudo o que foi construído ao longo de 2025, o evento teve uma abertura emocionante do grupo Cantos e Memórias e contou com a presença de turmas de Apoti e Pombos, além da formatura do curso de Cuidador de Idosos. Foi uma manhã de histórias compartilhadas, talentos descobertos e a certeza de que nunca é tarde para recomeçar. “Que esse palco seja sempre a liberdade de ser quem nós somos. E isso nos dá alegria, reconhecimento”, declarou Everaldo Costa, fundador da Giral. Em sua fala, o fundador incentivou as participantes a terem orgulho de suas histórias e a construírem seus caminhos com alegria. “Porque ainda há tempo!”, enfatizou. Everaldo também conectou o trabalho da organização a um propósito maior: “O que a gente faz a gente faz com muito amor”, disse, reafirmando a missão da Giral de promover cuidado e dignidade em todas as fases da vida. Os projetos Sonhos Não Envelhecem e Vida Feliz atendem pessoas idosas a partir dos 60 anos, tanto da área rural quanto urbana, que buscam acesso à cultura, educação e convivência. “Os projetos atendem 120 pessoas idosas, homens e mulheres, que veem no projeto uma oportunidade”, explica Robervânia Costa, coordenadora. Ela destaca que as iniciativas entendem o envelhecimento como um processo dinâmico e oferecem oficinas de letramento digital, ludicidade, artesanato, corte e costura, prática esportiva, orientações à saúde, rodas terapêuticas, musicalização e dança cultural. “São pessoas que estão enxergando nos projetos a oportunidade de reviver e de acordar seus sonhos”, afirma. As histórias de transformação são muitas e profundas. Dona Terezinha Gomes, de Apoti, começou como beneficiária do projeto e se tornou professora da turma, dando oficinas de fuxico. “Antes do fuxico, eu tomava medicação pra dormir. Depois da ‘fuxicada’ eu durmo tranquila”, revela. Seu caso exemplifica como o projeto desperta talentos e abre possibilidades de novas profissões na terceira idade. Ana Maria de Souza, participante da oficina de artesanato, conta sua evolução: “Eu não tinha coordenação motora, fazia tudo torto, mas fui melhorando. Quase no fim eu comecei a ajudar minhas colegas”. Para ela, o ano foi marcado por amizades e novos encontros que trouxeram leveza ao cotidiano. Tereza Cristina, da oficina de dança, resume o impacto do projeto em uma frase: “A Giral na minha vida foi um reinício da minha história”. Ela vivia com dores, deprimida, dentro de casa e sem perspectiva, lidando com depressão e ansiedade. “Agradeço pelo amor e carinho, porque na Giral eu encontrei amigos que me deram atenção, me acolheram e cuidaram de mim”, declarou emocionada. Histórias como a de Dona Tereza mostram que o projeto vai além das oficinas, criando redes e laços fundamentais para o envelhecimento ativo e saudável. Robervânia destaca que muitas participantes eram agricultoras ou exerciam outros ofícios e descobriram no projeto uma nova profissão, conseguindo gerar renda. “Além de gerar renda, elas se sentem úteis, sentem que o seu trabalho é reconhecido e valorizado”, afirma. A coordenadora enfatiza que o saber popular é muito valorizado no projeto e que a fase da velhice precisa ser enxergada com afeto, amor e respeito. A parceria com o Conselho do Idoso tem sido fundamental para viabilizar o acesso a essas oportunidades, fortalecendo a rede de proteção e cuidado com a pessoa idosa no território. O evento encerrou com todas as participantes cantando juntas “É preciso saber viver”, em um momento de emoção e celebração coletiva. A culminância dos projetos Sonhos Não Envelhecem e Vida Feliz deixou claro que envelhecer pode ser uma experiência de redescoberta, aprendizado e alegria quando há espaços que acolhem, respeitam e valorizam cada história. Como reforçou Everaldo Costa, ainda há tempo para construir novos caminhos: com dignidade, afeto e a liberdade de ser quem se é. As iniciativas realizadas pela Giral contam com o patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, SulAmérica, Instituto Ultra, Alura, Perfect Automotive, Grupo Sabará, Cia Muller e apoio do Programa Parceiro do Idoso – Santander.
Culminância do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento celebra o poder transformador da arte

A manhã de sábado(13) na Giral foi de celebração, emoção e muita música. A culminância do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento reuniu as crianças e adolescentes participantes das oficinas ao lado de suas famílias para compartilhar tudo o que foi construído ao longo de 2025. Entre apresentações, depoimentos e acolhimento, o evento mostrou que a arte e a educação caminham juntas na formação de cidadãos mais conscientes, sensíveis e engajados com suas comunidades. “Se tem uma coisa que é mais importante, que nós pais podemos deixar para nossos filhos, e nós enquanto instituição, é a educação. E quando a gente fala de educação, não é a educação só escolar, é a educação pra vida”, afirmou Everaldo Costa, fundador da Giral. Para ele, o ensino de artes não visa formar necessariamente artistas profissionais, mas pessoas melhores do ponto de vista humano. “São pessoas com sensibilidade, com criatividade, utilizando o poder da arte para a nossa vida”, completou. Everaldo compartilhou sua própria trajetória para reforçar que a educação é o caminho para superar qualquer adversidade e alertou sobre a “pobreza cultural” — quando não se acredita no poder transformador da educação. O projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento oferece oficinas de instrumentos clássicos e balé. “O projeto visa, antes de formar o músico, formar o cidadão”, explica Jonatas Araújo, coordenador do projeto. Segundo Leonardo Oliveira, também coordenador, a proposta tem a missão de fazer as crianças voltarem a sonhar. “Chegam aqui caladinhos, tímidos, muitas vezes sem muita perspectiva. E aí eles veem outras pessoas, veem referências, veem que aquilo pode ser para eles também. A Giral abre essas portas”, afirma. Atualmente, o projeto atende 155 pessoas entre crianças, adolescentes e jovens, incluindo ações no distrito de Apoti. Entre as famílias presentes, estava Márcia Lima, mãe de Davi, uma criança neurodivergente que encontrou na Giral um espaço de acolhimento. “Eu digo sempre que a Giral é a extensão da minha casa. Porque a gente não manda os nossos filhos pra casa de uma pessoa que a gente não conhece, que a gente não confia”, declarou emocionada. Ela destacou a importância de um ambiente que aceita e apoia crianças com suas particularidades, oferecendo possibilidades para que avancem. “É crucial na vida dessa criança e, consequentemente, na minha vida, na vida da minha família”, completou. Um dos destaques de 2025 foi a Turnê Tocando o Nordeste, que levou a orquestra a diversas cidades tocando música clássica com repertório nordestino. Além da turnê, o ano foi marcado por intercâmbios com parceiros, ONGs e escolas de música. Mas o resultado mais simbólico foi a formação de cinco monitores — jovens formados pelo próprio projeto que agora ajudam os educadores na formação de novos músicos. “Ver eles subirem aqui, liderarem um grupo, é um orgulho pra gente. A gente se vê muito neles também”, celebra Leonardo. Todos os participantes da orquestra recebem bolsa de incentivo à educação, e os monitores estão sendo preparados para serem os futuros educadores da Giral. Sérgio Ricardo, poeta e repentista responsável pelo texto do espetáculo Tocando o Nordeste, esteve presente e refletiu sobre o papel da cultura. “É muito importante a educação, é a base mais sólida que se pode ter. E a cultura é o trabalho da cigarra, que vai colaborar com a formiga para que a sociedade cresça de uma maneira harmônica”, afirmou. Para ele, a Giral oferece cultura e educação caminhando lado a lado no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária. A culminância encerrou um ano em que arte, música e educação provaram ser ferramentas poderosas de transformação. Como defendeu Everaldo Costa, é preciso garantir às crianças o direito de sonhar. “Quando a criança tem sonho, ela vai batalhando por aquilo. A gente tem que fortalecer elas nesse sentido, no corpo, na mente e no coração”, concluiu. A manhã de sábado na sede da Giral deixou claro que quando uma comunidade acredita no potencial de suas crianças e jovens, os sonhos deixam de ser apenas possibilidades e se tornam realidade. A iniciativa realizada pela Giral conta com o patrocínio da BB Seguros.
Culminância: Programa Jovens Empreendedores celebra liderança e a transformação de sonhos em negócios reais

“Já falei para várias pessoas sobre meus sonhos, mas foi na Giral que tive meu sonho cuidado e apoiado.” A declaração de Stéphane Maria, empreendedora no ramo de maquiagem em Pombos, foi um dos muitos depoimentos que ecoaram na sede da Giral no último dia 10 de dezembro, durante a culminância do Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores. O evento, construído sob a escuta e o protagonismo dos jovens formandos dos quatro municípios onde a ação acontece, celebrou a conclusão do programa com a alegria e energia que a juventude merece. O Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores tem como proposta capacitar e incentivar a criação de empreendimentos jovens nos municípios de Pombos, Glória do Goitá, Lagoa de Itaenga e Feira Nova. Este ano, o programa atendeu cerca de 80 jovens, desenvolvendo habilidades de liderança, comunicação e, sobretudo, estimulando a criação de projetos com impacto social e geração de renda. Em um momento de retrospectiva e emoção, o fundador da Giral, Everaldo Costa, parabenizou os jovens, enfatizando a importância da perseverança: “Vocês precisam sonhar grande porque vocês merecem conquistar grandes coisas.” E motivou-os a compartilhar seus planos: “Eu conquistei muitas coisas quando comecei a compartilhar meus sonhos com outras pessoas.” As palavras de Everaldo reforçam o papel do projeto e da Giral, oportunizando sonhos e na transformação de vidas. Um dos diferenciais do programa é o Fundo Semente, um recurso próprio da Giral destinado à doação para iniciar e fortalecer negócios. “A gente ganha tanto conhecimento e ainda recebe dinheiro para investir da forma certa no nosso negócio, não é qualquer projeto que faz isso”, afirmou Bianca Maria, cabeleireira de Feira Nova. A dimensão do investimento é significativa. Segundo a coordenadora do projeto, Isabela Carvalho, a Giral destinou quase R$ 170 mil reais este ano na criação de empreendimentos diversos (moda, beleza, culinária, agricultura). Isabela destacou a importância de acreditar no protagonismo: “Quem oportuniza é a Giral, mas quem é o protagonista de cada sonho é cada jovem que passou por aqui. O mérito é do jovem que realiza o sonho.” O Fundo Semente não só gera renda, mas cria uma rede de solidariedade. Aurora Carolina, empreendedora no ramo de suplementos de Lagoa de Itaenga, reconheceu a importância desse apoio financeiro: “Quando alguém ajuda a gente, dá a mão, isso faz com que a gente tenha vontade de ajudar outras pessoas também.” Essa filosofia faz parte da proposta do programa: cada jovem que recebe o Fundo Semente é incentivado a doar 10% do recurso para outros jovens empreendedores em sua comunidade. Receber o recurso, no entanto, traz o peso da responsabilidade e da realização. Ana Clara, que tem uma sorveteria e açaiteria em Feira Nova, compartilhou sua experiência: “Depois que o dinheiro caiu, eu fiquei com medo de começar porque a partir dali eu sabia que era comigo. Que dependia de mim. Se não fosse a Giral e minha família, eu sei que não ia conseguir.” Sua fala ilustra o amadurecimento e a autonomia construídos no programa. Isabela finalizou a solenidade com um lembrete aos formandos: “A partir de agora, onde vocês forem, vocês são jovens da Giral. O que vocês vão vivenciar daqui para frente é o que determina se vocês são jovens empreendedores ou não.” A coordenadora expressou sua realização em ver vidas transformadas: “Eu vejo pessoas que saíram de condição de pobreza terem oportunidade de vida. Isso é muito significativo!” Em seguida, o presidente da Giral, Leonildo Moura, agradeceu e parabenizou os jovens: “É muito gratificante ver essas trajetórias de vida e a Giral fica muito feliz de fazer parte dessas histórias. Bem-vindos à família Giral!” A culminância foi a prova de que a dedicação e o empenho da equipe e dos jovens geram frutos que impactam não só a vida dos empreendedores, mas de suas famílias e comunidades. O Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores é uma iniciativa da Giral com patrocínio da IAF, BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará
Programa de Vínculos Solidários: Giral e ActionAid celebram compromisso com a educação e a justiça social

A Giral realizou no dia 10 de dezembro a culminância do Programa de Vínculos Solidários, reunindo líderes comunitárias, famílias e representantes das escolas em sua sede, em Glória do Goitá. O evento celebrou os trabalhos e resultados de um ano de atuação, marcado pelo fortalecimento das parcerias e ações nas 19 comunidades rurais onde o projeto acontece. O Programa de Vínculos Solidários, desenvolvido em parceria com a ActionAid, atua prioritariamente na zona rural de Glória do Goitá, promovendo atividades formativas e culturais com foco na justiça econômica, climática e racial. É uma ação que conecta identidade, cidadania e direitos humanos, beneficiando mais de 500 crianças e adolescentes, além de seus familiares. O fundador da Giral, Everaldo Costa, abriu o evento destacando a importância da colaboração: “A Giral sozinha não conseguiria fazer nada disso.” Ele destacou a importância do trabalho que a organização realiza: “A educação é uma forma de quebrar ciclos de pobreza. É através dela que a Giral vem lutando por mais justiça social.” O fundador também também fez um apelo à valorização da infância: “Deixem as pessoas sonharem e deixem as crianças serem crianças!” Os coordenadores Leandro Moura e Cristina detalharam o alcance e a profundidade das ações. “O programa vem atuando em 19 comunidades, onde debatemos mudanças climáticas, alimentação saudável, segurança alimentar, racismo ambiental, empoderamento feminino e empreendedorismo para as mulheres,” explicou Leandro. Ele reforçou o comprometimento da Giral com os beneficiários: “É com esse compromisso e responsabilidade que a Giral vem trabalhando forte nas comunidades, juntamente com seu parceiro, a ActionAid, trazendo resultados e fortalecendo vínculos entre famílias e comunidades.” Cristina destacou a metodologia que transforma o conhecimento em ação prática e representativa. Entre as atividades, ela ressaltou a construção do glossário sobre racismo ambiental, desenvolvido pelas crianças da Giral. “As crianças puderam desenvolver aquilo que elas compreendem sobre o tema, através de palavras e de desenhos,” detalhou a coordenadora. A atividade foi tão significativa que elas foram convidadas a produzir a capa do glossário, que será apresentado em todo o Brasil. O trabalho da Giral é validado pela comunidade. Lívia Sandreli, professora da Escola Municipal Aurino Correia de Lima, na comunidade rural de Taboquinhas, expressou a gratidão pela transformação local. “Queria agradecer a Giral pela oportunidade de fortalecer a nossa comunidade e esperamos que venham muitos outros projetos para nossas mães e famílias.” A culminância exaltou ainda a parceria do trabalho em conjunto com outros projetos da casa e a importância de estreitar laços entre ActionAid, Giral, famílias e comunidades. O evento reafirmou que o compromisso com a educação e os direitos humanos é a chave para construir um futuro mais justo e equitativo para a população da zona rural de Glória do Goitá. O Programa de Vínculos Solidários é uma iniciativa da Giral com apoio da ActionAid Brasil.
Giral nas Escolas: Culminância do Projeto Vivências Inclusivas celebra incentivo a leitura e cidadania

A Giral realizou no dia 04 de dezembro a culminância do Projeto Vivências Inclusivas: Leitura, Arte e Sustentabilidade, reunindo escolas e representantes dos 7 municípios onde o projeto aconteceu. O evento celebrou o encerramento das atividades do ano, marcado pela entrega dos prêmios aos vencedores do Prêmio Literário Professora Graça Beltrão e pela certificação das escolas parceiras, destacando a promoção de uma formação integral, trabalhando temáticas transversais como cidadania, sustentabilidade e garantia de direitos. O projeto, que é resultado da ampliação da antiga Biblioteca Itinerante e atua em parceria com o Programa Criança Esperança, tem como ação primordial o incentivo à leitura e à inclusão sociocultural. O coordenador do projeto, Duh Karamazoff, detalhou o alcance da iniciativa: “Atualmente o projeto está em sete municípios, e o público atendido diretamente é de 1.318 crianças e adolescentes.” Duh ressaltou o impacto imediato da leitura: “Recebemos feedback de que tem a procura nas bibliotecas de obras que trabalhamos em nossas contações de história.” Durante o evento, o fundador da Giral, Everaldo Costa, ministrou a palestra “Educação Popular: Leitura e Sustentabilidade no Terceiro Setor”, reforçando os pilares da atuação da organização. “A educação Popular nasce do povo. Ela é diferente, vem de um processo contra hegemônico, na contramão de uma educação formal, desenvolvimentista” afirmou o fundador. Ele destacou que a força da educação popular está na valorização das histórias, culturas e potencialidades dos territórios, e finalizou citando Paulo Freire: “a educação é sobretudo um ato de amor.” A atuação do projeto nas escolas foi celebrada pelas gestoras. Ilka Leão, da Escola Santa Tereza de Camaragibe, expressou a importância da parceria: “É uma oportunidade maravilhosa para a escola ter vocês junto com a gente. São parceiros muito especiais e eu espero que estejamos juntos no próximo ano.” O mesmo sentimento foi compartilhado por Vanusa Soares, da Escola Manoel Antônio de Aguiar de Feira Nova: “Foi muito maravilhoso, enriqueceu muito a nossa escola cada vez que vocês estiveram lá. Só tenho a agradecer.” Um dos pontos altos da culminância foi a entrega do Prêmio Literário Professora Graça Beltrão. A premiação homenageia a memória de uma professora de Glória do Goitá apaixonada pela literatura e tem como propósito valorizar a produção literária das crianças. A edição de 2025 teve como tema “Crises Climáticas e Mudanças nas Infâncias”. Wilson da Silva, aluno da Escola Monsenhor Jonas e ganhador do primeiro lugar, agradeceu e expressou a relevância do tema. “Eu agradeço a minha professora que estava me apoiando, me incentivando e fez com que eu fosse construindo esse texto. Foram muitas pesquisas, mas valeu muito a pena. Esse tema faz muito sentido para o contexto da infância da gente.” Ao unir arte, leitura e formação cidadã, o Projeto Vivências Inclusivas reafirma o compromisso da Giral em transformar a educação em um caminho de inclusão social e realização de sonhos. O projeto conta com o apoio do Programa Criança Esperança, da Rede Globo.
Giral nas Escolas: Projeto Educação Sustentável colhe frutos de transformação, impacto e inclusão

A Giral realizou no dia 04 de dezembro a culminância do Projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, reunindo representantes das 12 escolas e dos sete municípios onde suas ações acontecem: Camaragibe, Recife, Vitória de Santo Antão, Pombos, Glória do Goitá, Feira Nova e Lagoa de Itaenga). O evento celebrou a colheita dos frutos de um ano de muito trabalho e aprendizado, destacando a transformação social promovida por meio de uma educação popular e conextualizada. O projeto estimula práticas sustentáveis, ambientais e alimentares através da implementação de hortas escolares, unindo teoria e prática no fortalecimento da consciência ambiental e do vínculo das crianças com seus territórios. Segundo o coordenador Luiz Fernando, o projeto atende diretamente 1.420 crianças e indiretamente mais de 1.900, totalizando 3.366 beneficiários em escolas urbanas e rurais. “O que colhemos são resultados diretos do empenho e participação das escolas e dos alunos, sem essa parceria não seria possível,” ressaltou o coordenador, destacando a importância de aproximar as crianças de temáticas ligadas à sustentabilidade e à própria natureza. A base da atuação da Giral foi reforçada na palestra “Educação Popular: Leitura e Sustentabilidade no Terceiro Setor”, ministrada pelo fundador Everaldo Costa. “Todo mundo merece viver num mundo digno e a educação é o único caminho pra isso,” afirmou na abertura. Em sua fala, o fundador trouxe o conceito da Educação Popular como um processo de resistência: “Ela é diferente, vem de um processo contra hegemônico, na contramão de uma educação formal, desenvolvimentista.” O fundador destacou ainda que a força dessa proposta está justamente na valorização das histórias, culturas e potencialidades dos territórios, e citou Paulo Freire, lembrando que “a educação é sobretudo um ato de amor.” Os resultados dessa educação popular e contextualizada foram visíveis nos depoimentos e nas ações práticas. Ana Catarina, diretora da Escola Presidente Arthur da Costa e Silva de Recife, expressou a gratidão institucional: “Nossa comunidade, nossas crianças, precisam de muito apoio, precisam de muito amor, muita orientação, e recebemos isso da Giral. Foi uma alegria muito grande receber vocês esse ano!” No plano da inclusão, o relato de Luciene Santana, Auxiliar de Serviços Gerais da Escola Tereza de Jesus de Lagoa de Itaenga, emocionou ao descrever a horta como um espaço de desenvolvimento e integração. “Eu via aquelas crianças atípicas, às vezes não querendo estar na sala de aula e eu resolvi levá-los pra plantar. Eles trabalham com tanto amor! Todo mundo tem seu lado bom, todo mundo tem um lado a ser explorado. E o espaço da horta possibilitou isso.” Outro dos grandes destaques do ano foi a exposição de trabalhos das crianças do projeto que foram levados para a COP30, em Belém do Pará, através da iniciativa MINICOP. Essa ação levou a voz das comunidades rurais para o cenário internacional, ressaltando a importância do protagonismo infantojuvenil na defesa do planeta. O evento de culminância foi encerrado com a entrega de certificados às escolas parceiras e uma apreciação culinária: a degustação de bolos feitos pela Escola 19 de Abril de Camaragibe, utilizando produtos beneficiados das hortas implementadas. “Seguimos juntos, cultivando oportunidades e construindo um futuro mais sustentável para nossas crianças e jovens,” concluiu Luiz Fernando. O projeto, realizado pela Giral, demonstra que a educação é a chave para a construção de um mundo mais digno e menos desigual, contando com o patrocínio da Deloitte Brasil, Grupo Carrefour, SulAmérica, Odontoprev, Cia Muller e apoio institucional da AgirESG.
Arte, educação e cidadania: Culminância do Projeto Vivências Inclusivas celebra impactos e resultados

A Giral realizou no dia 03 de dezembro a culminância do Projeto Educação e Vivências Inclusivas. O evento reuniu apresentações de teatro e dança, encenações que representam uma pequena parte de tudo que foi aprendido e vivenciado ao longo do ano. O projeto, que oferta atividades educativas, culturais e artísticas no contraturno escolar, atende crianças e adolescentes com o objetivo de promover educação e inclusão social. Para além das oficinas de arte, as crianças e adolescentes recebem uma formação integral, trabalhando temáticas transversais como sustentabilidade, cidadania e garantia de direitos. “O projeto atendeu em 2025, 185 crianças e adolescentes da zona rural e urbana de Glória do Goitá”, diz a coordenadora do projeto, Renata Uchoa. O projeto oferece oficinas de teatro e dança, artes e oficina do saber, que incentiva a leitura e a escrita, além de promover acompanhamento multiprofissional com as beneficiárias e suas famílias (psicologia, psicopedagogia e serviço social). Renata destaca que as ações vão além da sala de aula: “O projeto traz vivências para as crianças e para os adolescentes nos museus, nos intercâmbios, nas apresentações, nos festivais, nas exposições de artes realizadas nos museus”. Essa formação política, cultural e social visa o desenvolvimento integral, ampliando o acesso a direitos e enfrentando desigualdades educacionais. O fundador da Giral, Everaldo Costa, reforçou a importância da arte na educação na abertura do evento: “Eu acredito muito no poder da educação e não existe educação sem arte! E se vocês estão aqui hoje, com seus filhos, é porque vocês acreditam nisso.” Ele chamou a atenção dos pais para a necessidade de valorizar o lúdico: “Precisamos tirar as crianças do celular, através da brincadeira, da arte e da educação, para que essas crianças usem a sua criatividade.” Essa sensibilidade é a chave para o desenvolvimento dos participantes. O impacto dessas ações é atestado pelos depoimentos das famílias. Luciene Moura, mãe de Luiz Vitor, celebrou a mudança de comportamento do menino: “Ele é muito tímido e conseguiu se soltar muito. Além disso, ele era bem preguiçoso pra estudar, mas através das atividades do projeto, mudou o seu jeito de lidar com os estudos.” Já Dona Tereza Cristina, avó de Lucas Cauã, uma criança autista, destacou outros ganhos: “Ele era muito desorganizado, não prestava atenção nas atividades. Mas aqui ele se desenvolveu, não só na arte, mas aprendeu a socializar e interagir melhor. Só temos a agradecer por darem essa oportunidade pra ele realizar esse sonho através da arte.” O arte-educador das oficinas de teatro e dança, Marcelo Henrique, reforçou que o objetivo final transcende o palco: “Além de tudo, a gente não forma só atores aqui, mas cidadãos.” Marcelo destacou que, mesmo que os jovens não sigam na carreira artística, as habilidades e vivências do projeto podem gerar “médicos, professores e os mais diversos profissionais humanizados.” Thayna Rayane, aluna de Marcelo nas oficinas de teatro e dança, descreveu a emoção de se apresentar: “A gente conseguiu dar o nosso melhor na apresentação e eu fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Por ter conseguido me apresentar de um jeito que nem eu imaginei que ia conseguir.” Thayna relata que o projeto a aproxima cada vez mais da realização do seu sonho de ser atriz. “Esse projeto, além de atender crianças e adolescentes, também produz capacitação para as famílias, tratando do sistema de garantia de direitos e do cuidado com as crianças e adolescentes para que eles se desenvolvam felizes e saudáveis”, finaliza Renata. A culminância do projeo, ao celebrar seus resultados, reafirma o compromisso da Giral no uso da educação e da cultura como pontes para a inclusão social e a realização de sonhos. O Projeto Vivências Inclusivas é uma iniciativa da Giral e conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Programa de Vínculos: Giral transforma rotina de mães em escola rural através do empreendedorismo

Na Escola Municipal Aurino Correia de Lima, na comunidade rural de Taboquinhas, as manhãs tinham uma rotina comum: devido à distância, muitas mães esperavam os filhos terminarem as aulas para levá-los para casa. No entanto, através do Programa de Vínculos Solidários, essa espera foi transformada em motor de mudança, por meio de formações voltadas ao empreendedorismo. O projeto, que acontece em parceria com a ActionAid, promove atividades formativas e culturais com foco na justiça econômica e social. Na comunidade de Taboquinhas, a iniciativa identificou a demanda por crescimento e oportunidades. Maria Cristina , coordenadora do projeto, testemunhou essa vontade: “Um grupo de mulheres passava suas manhãs esperando seus filhos e decidiu não mais aguardar, mas agir.” Em uma roda de conversa, elas compartilharam sonhos e aspirações, e o desejo de transformar a espera em ação resultou no workshop inicial “Uma Empreendedora em Cada Lar”. A partir dessa semente, as mulheres definiram o próximo passo: aprimorar habilidades de culinária para gerar renda. O Programa de Vínculos Solidários estruturou uma oficina focada em Bolo de Pote e Salgados, incluindo módulos essenciais sobre precificação e fotografia de produtos para comercialização. “Isto nos fez refletir da importância na ‘escuta ativa’ e no respeito necessário antes de pensar em qualquer que seja a Oficina,” explica Cristina. O impacto da iniciativa valorizou não apenas o saber empreendedor, mas também o conhecimento local. Ao procurar uma instrutora, a equipe do projeto descobriu que a própria merendeira da escola, Cláudia Cristina, tinha a expertise necessária. Cláudia relata que se sentiu profundamente honrada em ministrar a oficina: “Eu amo a cozinha e poder ensinar para essas mulheres foi muito especial e importante para mim.” As oficinas de culinária foram um sucesso. Sandrely dos Santos, uma das participantes, já demonstrava o resultado imediato: ela revelou ter virado a noite anterior à oficina praticando a produção de bolos e salgados para comercializar, entusiasmada com a possibilidade de se tornar uma nova empreendedora. “Eu quero usar esses conhecimentos pra gerar renda pra mim. No fim de semana já vou levar alguns bolos de pote pra vender pra família do meu marido”, disse a participante. O compromisso da Giral em ouvir e atender às demandas comunidades onde atua, reflete uma visão de desenvolvimento inclusivo e respeitoso. As oficinas, além de um espaço de aprendizado e geração de renda, fortalecem a autoestima e a autonomia. “Espero que essa experiência inspire novas oficinas e projetos, ampliando as oportunidades para que mais mulheres possam se desenvolver e se empoderar,” reforça a coordenadora Maria Cristina. O Programa de Vínculos Solidários é uma iniciativa da Giral com apoio da ActionAid Brasil.
Educação, cuidado e oportunidades: como a Giral tem impactado de crianças à idosos em Pombos-PE

Em nosso anexo em Pombos, a Giral tece uma rede de aprendizado onde diferentes gerações se encontram: crianças se debruçam sobre cadernos nas oficinas de leitura e escrita, jovens exploram ferramentas digitais, e idosos descobrem a magia das letras. Esse mosaico de experiências é o resultado de uma atuação integrada que entende a educação e o cuidado coletivo como caminhos para ampliar direitos e criar oportunidades. A Giral chega a Pombos respondendo às demandas locais com projetos que conectam diferentes etapas da vida. A organização atua simultaneamente em quatro frentes: educação, tecnologia, empreendedorismo e cuidado com a pessoa idosa. Com a proposta de fortalecer vínculos comunitários, ampliar o acesso a direitos e criar condições para que cada pessoa desenvolva suas potencialidades no próprio território. Com as crianças, atividades de leitura e escrita acontecem no contraturno escolar. A iniciativa amplia o acesso a direitos em territórios marcados por vulnerabilidade social: com as Oficinas do Saber, os pequenos desenvolvem habilidades cognitivas e a capacidade de conviver com o diferente, reconhecendo-se como sujeitos de direitos. Com a melhor idade trabalhamos o envelhecimento ativo, por meio de letramento digital, artesanato e rodas terapêuticas. As atividades promovem a convivência, fortalecem vínculos e garantem que idosos acessem oportunidades antes distantes de sua realidade. Aprender a escrever o próprio nome, por mais simples que possa parecer, representa uma conquista de autonomia em uma fase da vida em que cada gesto de independência é carregado de significado. No campo das tecnologias, a Giral desenvolve formações em inteligência artificial, Canva para empreendedores e letramento digital. Essas iniciativas aproximam adolescentes e jovens de ferramentas que abrem caminhos tanto para a continuidade dos estudos quanto para a geração de renda. O acesso ao conhecimento tecnológico deixa de ser privilégio e se torna instrumento de transformação, conectando a juventude local com possibilidades concretas de futuro. Conectado às juventudes, o Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores trabalha com desenvolvimento de lideranças, comunicação e construção de projetos de impacto social. Com uma formação completa que aborda tanto aspectos voltados ao empreendedorismo quanto a questões sociais, os participantes aprofundam seus conhecimentos e, em muitos casos, conseguem gerar renda ainda durante a formação. “Percebo a comunidade se inserindo em projetos sociais de aprendizagem, cultura, inclusão digital e geração de renda. É uma nova forma de aprender e o povo se engaja”, afirma Isabela Carvalho, coordenadora das ações da Giral em Pombos. As mudanças são notáveis: desde relatos de crianças que melhoraram o desempenho escolar, até o fortalecimento da autonomia e autoestima de pessoas idosas. “Pra mim, o maior benefício é o encantamento e a felicidade com a vida”, diz a coordenadora. A recepção da comunidade tem sido amplamente positiva. “O povo é feliz e grato. Acredito que somos uma referência para a nossa população,” resume Isabela. Em Pombos, a Giral têm ampliado sua rede de transformação e impacto social, acompanhando as pessoas da infância à melhor idade. Educação, cidadania e cuidado caminham juntos, mostrando que é possível construir futuros mais justos e com mais oportunidades. O Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores é uma iniciativa da Giral com patrocínio da IAF, BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
Educação Sustentável: hortas que transformam a experiência de alunos, escolas e comunidades

Através do Projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, a Giral tem desenvolvido, junto às escolas parceiras, um modelo de trabalho que aproxima crianças e comunidades de questões ambientais. A partir da implementação de hortas escolares em 12 escolas de sete municípios da Zona da Mata Norte e Agreste de Pernambuco, o projeto aplica princípios da agroecologia e da educação ambiental para gerar impactos positivos nos territórios. Essa metodologia está em consonância com o guia “Educação Baseada na Natureza (EbN)”, lançado em outubro por uma parceria entre o Instituto Alana, UNICEF e FNDE. O guia define a EbN como um ecossistema educacional que integra saberes ancestrais e científicos, oferecendo roteiros práticos para que escolas se adaptem às mudanças climáticas, integrando a natureza em suas infraestruturas e currículos. Nesse sentido, o Projeto Educação Sustentável transforma a teoria em prática. As hortas e espaços verdes implementados pela Giral funcionam como “salas de aula vivas” que fortalecem a atuação da escola e o vínculo das crianças com o território. A metodologia da Giral estimula o aprendizado experiencial: os estudantes não estão ali apenas para plantar e colher, mas aprendem na prática conceitos de diversas disciplinas, como matemática, biologia ou geografia. Os professores utilizam a horta como uma sala de aula diferente, através da contextualização de conteúdos como geometria aplicada aos formatos dos canteiros, por exemplo. Como aponta a diretora Maria de Jesus de Aragão, da Escola Francisco Coelho da Silveira, em Feira Nova, “a horta se tornou um recurso pedagógico: estimulando a autonomia e o senso de coletividade.” Além disso, atividades voltadas à culinária com alimentos colhidos nas próprias hortas , reforçam o valor da agricultura sustentável para a segurança alimentar, um direito básico que é afetado pelas mudanças climáticas. Promover outros espaços de aprendizado dentro das escolas e territórios possibilita ainda discutir temas de cidadania e proteção. Foi através do espaço, muitas vezes lúdico da horta, que o projeto promoveu formações sobre Racismo Ambiental e Proteção contra Abuso e Exploração Sexual, ressaltando que as questões ligadas ao meio ambiente e ao clima se conectam também à justiça social. Ao implementar as hortas pedagógicas, a Giral demonstra que investir na naturalização dos espaços escolares é uma mudança essencial para torná-los mais saudáveis, seguros e adequados ao desenvolvimento integral. Você pode conferir o Guia “Educação Baseada na Natureza (EbN)” clicando aqui. O projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, conta com o patrocínio da Deloitte Brasil, SulAmérica, Grupo Carrefour Brasil, Odontoprev e apoio institucional da Agir ESG.
Roda de conversa: Formação com educadores promove reflexão sobre práticas antirracistas

Na última segunda-feira (24), a Giral reuniu sua equipe de educadores para a formação “Escuta, empatia e Ação – Caminhos para práticas antirracistas”. A roda de conversa, realizada na sede da instituição, teve como objetivo primordial promover reflexões sobre as questões raciais e como elas atravessam nossas práticas e ações. O encontro foi conduzido por Cristiano de França, Doutor em Sociologia, educador popular e professor universitário. “Eu tenho certeza que essa roda significou um momento de ressignificação do trabalho da organização, porque se permitir questionar sobre práticas racistas pode, e causa, uma mudança em como se dão os trabalhos e eu acho que isso é grandioso,” afirmou o professor. Cristiano vê a iniciativa como uma semente plantada para a desconstrução de práticas racistas na sociedade. Ele destacou a escuta sensível dos educadores como o principal aprendizado do momento. “Eu senti aqui uma escuta de fato aberta para aprender o que ainda não se sabe e desaprender aquilo que nós aprendemos de forma errada. Isso para mim é uma escuta transformadora, que implica que algo vai ser afetado.” Nayara Tamires, psicopedagoga e coordenadora do setor psicossocial, reforçou a importância da formação. “Debater escuta, empatia e ação como caminhos para a prática antirracista é fundamental para fortalecer o compromisso ético e social da nossa instituição.” Para Nayara, a formação abre espaço para reconhecer desigualdades raciais presentes no cotidiano, aprimorar a qualidade das relações e construir ambientes verdadeiramente seguros para crianças, adolescentes e famílias. Segundo a coordenadora, a mediação do professor Cristiano possibilitou refletir sobre posturas, responsabilidades e escolhas que tornam o trabalho mais consciente e respeitoso. “Investir nessa temática é reafirmar que a educação popular tem papel ativo na promoção da equidade, e que cada profissional é agente essencial na construção de práticas que acolham, protejam e valorizem a diversidade.” Essa atividade faz parte do programa de formação continuada promovida pelo setor psicossocial, visando qualificar e aprofundar o debate entre os educadores, e reitera o compromisso da Giral em ser um vetor de transformação social na promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Mente sã, corpo são: Oficina de estimulação cognitiva fortalece aprendizado e socialização

Na última semana as participantes do Projeto Vida Feliz participaram de um momento especial durante a oficina de estimulação cognitiva. A atividade, mediada pelo setor psicossocial, proporcionou um espaço de acolhimento e aprendizado, onde foram trabalhadas habilidades essenciais como memória, atenção, raciocínio e interação social. A iniciativa do setor psicossocial é fundamentada pela ciência. Nayara Tamires, psicopedagoga e coordenadora do setor, explica que a oficina proporciona um ambiente estruturado onde diferentes funções mentais podem ser exercitadas “de forma prazerosa e socialmente significativa.” Ela ressalta que, embora o envelhecimento traga alterações neurobiológicas, “a neurociência demonstra que o sistema nervoso mantém a plasticidade ao longo da vida,” o que significa que estímulos adequados favorecem a manutenção e até a melhora das habilidades cognitivas. Nesse sentido, a oficina atua como uma estratégia preventiva e terapêutica, contribuindo para retardar o declínio cognitivo e fortalecer as redes neurais, ampliando a autonomia e a qualidade de vida. Por meio de exercícios lúdicos, a atividade não só promove e fortalece a saúde mental, mas também estimula a convivência e o construção de vínculos. “Além dos benefícios cognitivos, participar de um espaço coletivo de aprendizagem estimula a socialização, reduz sentimentos de isolamento e reforça a autoestima,” conclui Nayara, enfatizando que esses são fatores essenciais para o bem-estar emocional da pessoa idosa. Ações como esta reafirmam o compromisso da Giral com um envelhecimento mais saudável e digno, mostrando que investir em momentos de convivência, acolhimento e desenvolvimento cognitivo é fundamental para promover qualidade de vida e fortalecer vínculos afetivos. A iniciativa da Giral conta com o patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, Perfect Automotive, Grupo Sabará e apoio do Programa Parceiro do Idoso – Santander.
Governadora Raquel Lyra conhece ações e projetos da Giral em visita a organização em Glória do Goitá

“AQUI A GENTE É ACOLHIDA, APRENDE, SE DIVERTE, E TUDO ISSO ME TIROU DE UMA DEPRESSÃO. AQUI A GENTE SE TORNA UMA OUTRA PESSOA.” A frase emocionada de Lina Correia, 48 anos, aluna da Escola de Moda da ONG Giral, foi uma das falas que marcou na última sexta-feira(21), a visita da governadora Raquel Lyra à sede da instituição, em Glória do Goitá. O encontro reuniu dezenas de alunos, famílias e educadores para mostrar, de perto, os impactos e a força transformadora dos projetos sociais que alcançam crianças, adolescentes, jovens e idosos. Recebida por integrantes dos projetos Vida Feliz e Sonhos Não Envelhecem, ações que trabalham o envelhecimento ativo e bem estar de pessoas idosas do município, a governadora se emocionou com as apresentações. A Orquestra Meninas e Meninos da Alegria tocou “Frevo Mulher”, arrancando aplausos da comitiva, que contou com a vice-governadora Priscila Krause, o prefeito de Glória do Goitá Jaime Lima, secretários de Estado, vereadores e lideranças locais. O fundador e o presidente da Giral, Everaldo Costa e Leonildo Moura, destacaram que, em 18 anos de atuação, esta foi a primeira visita oficial de um governador à sede da ONG. “Hoje foi um dia histórico para toda a equipe e para cada aluno”, reforçou Everaldo. A governadora conheceu os espaços da Escola de Moda e de Tecnologia. A comitiva prestigiou ainda a exposição O Riso, O Baque e o Galope do grupo Paleta Coletiva. As artistas do grupo presentearam a governadora com um quadro pintado pelo professor Wemison Araújo. Encerrando a agenda, Raquel Lyra garantiu apoio à continuidade das iniciativas da ONG e fez um convite especial: a participação da Orquestra de Câmara da Giral no Natal do Palácio do Campo das Princesas, no dia 21 de dezembro.
Antirracismo como prática cotidiana: Giral promove formação com famílias e amplia o debate sobre equidade

Em alusão ao Mês da Consciência Negra, a Giral promoveu, no dia 13 de novembro, uma formação importantíssimo com as famílias de nossos beneficiários, focada no tema “Antirracismo como Prática Cotidiana”. A temática, que já vinha sendo abordada de maneira transversal nos projetos da instituição, foi trazido nessa formação como proposta transbordar o debate para além do público direto de atendidos, alcançando os espaços de convivência familiar. Nayara Tamires, psicopedagoga e coordenadora do setor psicossocial, enfatizou a importância da iniciativa. “Trabalhar a Educação Antirracista com as famílias dos nossos beneficiários é fundamental para promover uma sociedade mais justa e com equidade,” afirmou. Segundo a coordenadora, para trazer uma mudança nos comportamentos das crianças e adolescentes, é preciso trazer a família para este diálogo, entendendo que só a partir dessas reflexões é possível realizar transformações. A formação foi facilitada pelo Assistente Social e Mestrando em Educação, Culturas e Identidades, Maciel Edvaldo, que trouxe conscientização sobre as desigualdades raciais e como elas afetam as comunidades negras e marginalizadas. “Foi uma tarde bastante proveitosa, onde nós tivemos uma troca de experiências com essas famílias, que infelizmente vivenciam o racismo, nos mais diversos espaços,” relatou Maciel. O encontro se desenhou como um espaço seguro para trazer à tona questões fundamentais na luta e no combate antirracista. Para Maciel, a chave da fluidez da formação foi justamente a adequação da informação. Ele destacou que, como a Giral, se preocupa em transformar a informação “dentro dessa ludicidade” para que públicos diversos, como crianças e adolescentes, possam ter acesso à mesma mensagem, respeitando as características culturais que constroem a identidade de cada um. Nayara sublinhou que a desconstrução de preconceitos “é um processo e deve ser levada como pauta urgente, além de ser levada para a prática cotidiana nos espaços de convivência.” A coordenadora concluiu que o setor psicossocial assume o papel de fazer pontes de aprendizagem e reflexão com as famílias e a comunidade, reforçando que o antirracismo é um processo contínuo que exige esforço e compromisso de todos. A formação reafirma o compromisso da Giral em ser um agente de transformação social, promovendo a empatia e um ambiente justo e igualitário. A iniciativa realizada pela Giral conta com o patrocínio da BB Seguros e apoio do Programa Amigo de Valor – Santander.
Crianças da Giral levam arte e voz de comunidades rurais de Pernambuco para a COP30 em Belém do Pará

As crianças atendidas pela Giral marcarão presença na COP30, em Belém (PA), com produções artísticas feitas a partir de materiais recicláveis. A participação acontece por meio de uma atividade da MINICOP – um mutirão nacional promovido pelo Instituto Alana e pela Agência Agir Social, com incentivo da Unicef. No evento, a Giral apresentará o resultado do trabalho desenvolvido com as crianças do projeto Amazônia Legal — o Agir por um Mundo Sustentável — para a Blue Zone da COP 30. A MINICOP mobilizou escolas e organizações sociais para incentivar o debate ambiental e fortalecer a escuta da infância nas agendas climáticas na perspectiva da Amazônia Legal e de territórios vulneráveis. Os trabalhos das crianças — que incluem desenhos, vídeos, e brinquedos feitos a partir de material reciclável — serão exibidos no Pavilhão das Crianças e Adolescentes, dentro do Pavilhão Cultural. A iniciativa coloca Pernambuco em destaque no principal evento global sobre mudanças climáticas, levando o olhar das crianças da zona rural da Mata Norte para o cenário internacional. As produções, fruto da reflexão sobre sustentabilidade e o futuro do planeta, levarão o olhar e a voz das crianças da Giral para o centro da COP30, ressaltando a importância do envolvimento das crianças e adolescentes, como forma de fortalecer o protagonismo delas no processo de defesa do nosso planeta. “Levar a arte das nossas crianças à COP30 é dar voz às comunidades rurais e mostrar que a transformação começa no território, através da escuta ativa e a participação das crianças sob o olhar do futuro,” celebra Everaldo Costa, fundador da Giral. A participação da Giral tem o apoio institucional do Instituto Alana e da Agência Agir Social, com incentivo da Unicef.
Território de Aprendizagem: Giral promove II Seminário sobre Educação Transformadora no Terceiro Setor

A sede da Giral recebeu na manhã do dia 07 de novembro de 2025 o II Seminário: Organização Social com Educação Transformadora – Experiências Possíveis e Inspiradoras, focado no tema “Educação Popular, Arte e Cultura no Terceiro Setor”. O evento reuniu educadores, organizações sociais e a comunidade em geral em um espaço intenso de diálogo, reflexão e troca de experiências sobre práticas educativas e culturais que fortalecem a cidadania e a transformação social. Um dos pilares do seminário foi a importância da sistematização e da produção de conhecimento sobre o trabalho da Giral. Renata Uchoa, organizadora do evento e Coordenadora de Projetos, destacou essa necessidade: “A produção de conhecimento perpassa a sistematização,” afirmou. Ela reforçou que o objetivo é “promover acesso à democratização de conhecimento, a partir das nossas práticas educativas,” permitindo que outras pessoas conheçam e se inspirem nas metodologias da Giral. A palestra central foi conduzida por Everaldo Costa, fundador da Giral, que instigou a plateia sobre a relevância do trabalho social. “Se a educação não transforma ela serve pra quê?”, questionou. Everaldo sublinhou o papel da Giral para além da intervenção, definindo que “o processo de educação popular é um processo de resistência,” e fazendo um paralelo: “A própria Giral é um território educacional,” um espaço de disputa e luta no campo da educação. A fala do fundador também enfatizou a responsabilidade que acompanha a ação: “O ato da produção produz transformação. E essa produção exige reflexão e ação, e esse fazer faz parte da educação transformadora proposta pela Giral.” Ele chamou a atenção para que a produção acadêmica e a sistematização de experiências não apenas qualifiquem o trabalho da própria organização, mas também inspirem outras iniciativas de transformação social. O grande destaque do Seminário foi o intercâmbio entre os projetos da Giral, uma colaboração que amplia nossas ações e potencializa resultados. Ao todo, foram apresentados 11 trabalhos que abordaram temáticas transversais, como empoderamento feminino, valorização da cultura, empreendedorismo social, incentivo à leitura, educação musical e socioambiental, todas convergindo para a proposta de educação para a transformação. A iniciativa reforça a importância da construção contínua e da reflexão sobre os processos da Giral, validando suas práticas como experiências possíveis e inspiradoras para o desenvolvimento e a transformação social.
O Canto da Memória: Giral certifica pessoas idosas como Guardiãs da Cultura durante Festival de Artes

A valorização das vivências, memórias e histórias ganhou um novo significado com a Certificação dos Guardiões da Cultura através do Projeto Vida Feliz da Giral. O reconhecimento formal, concedido durante o 1º Festival de Artes e Cultura Popular, homenageou homens e mulheres que, através do Grupo Cantos e Memórias, dedicam-se a preservar e transmitir seus saberes e tradições. O momento honra a trajetória desses idosos e idosas que, por meio da música, mantêm viva uma tradição cultural tão importante. Para as participantes, o resgate das tradicionais cantigas de roda é uma verdadeira viagem no tempo. Lúcia Severina, agricultora, descreve o sentimento com um largo sorriso: “Eu me sinto uma criança! A gente tem muita preocupação [na velhice], mas também tem as alegrias, tem a infância da gente aqui, viva!” Ela conta que as canções a transportam para as primeiras lembranças da juventude: “Relembra muito a gente quando tinha 10 e 12 anos. É muito bom!” A professora aposentada Maria Helena compartilha do mesmo afeto, destacando o valor terapêutico da atividade. “Reviver isso foi ótimo! Ajuda na mente, né? A espairecer. A gente vir pra cá, encontrar as amigas e rever tudo isso é muito bom.” Maria Helena, que sempre buscou preservar essa tradição em sala de aula, celebra o trabalho da ONG: “Eu tinha o maior prazer de cantar pra não deixar morrer essa cultura, né? Eu fico muito feliz de a Giral estar trabalhando isso hoje.” Receber o título de Guardiãs da Cultura foi uma surpresa emocionante. “Eu não esperava, né? São coisas assim que me alegram muito,” confessa Maria Helena, reconhecendo de imediato o peso do título: “É uma responsabilidade! Tem isso de passar para outras pessoas.” A professora deixa escapar ainda que se sente uma artista ao se apresentar. Já Lúcia, exemplifica o poder dessa memória viva com o impacto de uma de suas apresentações em sua irmã, que ao vê-las no palco, chegou a chorar e disse: “Minha Nossa Senhora! Como vocês resgataram uma cultura tão importante! Eu lembrei de mim criança!” O reconhecimento desses Guardiões representa o compromisso da Giral com a preservação, valorização e difusão dos saberes e expressões que formam a identidade do nosso território. O título sinaliza a importância da continuidade das tradições, do cuidado com a memória coletiva e do protagonismo de quem mantém viva a arte, a história e a cultura popular. Essa ação faz parte do Projeto Vida Feliz, uma iniciativa da Giral com patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, Perfect Automotive, Grupo Sabará e apoio do Programa Parceiro do Idoso do Santander.
Giral promove 1º Festival de Artes e Cultura Popular e celebra saberes e diversidade da Zona da Mata Norte

No dia 31 de Outubro, data em que se celebra o Dia do Saci, a Giral transformou sua sede no palco do 1º Festival de Artes e Cultura Popular. O evento celebrou as expressões artísticas e os saberes populares da Zona da Mata Norte. O evento, uma ação dos Projetos Educação e Vivências Inclusivas, Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, Vida Feliz e Sonhos Não Envelhecem, se consolida como um espaço de valorização da produção cultural, promovendo o encontro entre diferentes gerações e linguagens artísticas. “Para nós é uma grande alegria estar falando de cultura popular, falando e celebrando tudo isso! Cultura que a gente aprendeu com a família, com a nossa comunidade e que nos constitui como pessoa,” declarou Renata Uchoa, Coordenadora do Projeto Educação e Vivências Inclusivas, na abertura do Festival. O público foi presenteado com uma variedade de atrações, que incluiu dança, teatro, literatura, artesanato, ciranda e cantigas de roda. E a celebração da diversidade transpôs o palco, com a Exposição O Riso, o Baque e o Galope, reforçando a homenagem às raízes e à memória local. Marcelo Henrique, arte-educador do projeto Educação e Vivências Inclusivas, expressou sua satisfação em ver a dimensão que o festival tomou. “Eu fico com o coração quentinho e cheio de alegria, porque a gente vê portas como essa sendo abertas aqui na Zona da Mata de Pernambuco, local que muitas das vezes alguns artistas querem um espaço para se apresentar e não têm,” comentou. Marcelo ressaltou a profundidade das apresentações: “A gente viu pessoas trazer arte com propósito, em suas falas, em suas danças. Falar sobre cor, raça, etnia, sobre liberdade de expressão e até mesmo sobre a importância de viver bem.” O evento cumpriu a missão de ser intergeracional, com a participação de crianças, adolescentes e também da pessoa idosa. “Isso é muito bom e lindo de ver, porque a gente vê a arte se renovando, ganhando novos rumos, novas forças,” celebrou o educador. Certificação, Integração e ParceriasUm dos momentos de maior destaque foi a Certificação dos Guardiões da Cultura, um reconhecimento formal que valoriza as pessoas que preservam e transmitem os saberes populares. Foram certificados 26 homens e mulheres que, através do Grupo Cantos e Memórias, do Projeto Vida Feliz, têm resgatado e preservado as tradicionais cantigas de roda, valorizando a cultura popular e despertando lembranças afetivas por meio da música. O evento contou com a participação de artistas e parceiros como O Galpão das Artes de Limoeiro, os dançarinos Bia Bittercout, Fábio e Thaís de Vitória de Santo Antão, e o Coletivo de Capoeira da Casa da Juventude de Feira Nova. Ao receber e celebrar estes convidados e parceiros, a Giral fortalece seus trabalhos e articulações na defesa da cultura popular. A iniciativa — realizada pela Giral, com patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, Perfect Automotive, Grupo Sabará, SulAmérica, Instituto Ultra, Alura, Cia Muller, e apoio do Programa Parceiro do Idoso e Programa Amigo de Valor – Santander — reafirma o compromisso da organização em valorizar a cultura enfrentando desigualdades em provendo o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e idosos.
Intercâmbio Sustentável: Alunos de Feira Nova ampliam horizontes em visita à sede da Giral

Nos dias 29 e 30 de outubro, a sede da Giral em Glória do Goitá abriu suas portas para as turmas das Escolas Francisco Coelho da Silveira e Intermediária Manoel Antônio Aguiar, de Feira Nova. A visita, realizada através do projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, trouxe aos estudantes uma oportunidade valiosa de fortalecer o aprendizado prático e expandir seus horizontes. O projeto estimula práticas ambientais e alimentares saudáveis por meio de vivências imersivas, como a implantação de hortas e pomares escolares. Segundo Luiz Fernando, coordenador da iniciativa, o intercâmbio é parte fundamental da metodologia adotada pela Giral. “A proposta é promover a troca de experiências e fortalecer os vínculos entre as escolas parceiras, ampliando o aprendizado sobre sustentabilidade e cidadania na prática. Queremos proporcionar momentos de convivência, troca de saberes e inspiração para novas ações”, explica. O sucesso da ação começa já na própria escola, onde o aprendizado da horta se integra diretamente ao currículo. A professora Jussara Maria, da Escola Intermediária Manoel Antônio Aguiar, destaca a eficácia dessa abordagem. “Na escola é maravilhoso! Conseguimos tirar os alunos da sala de aula para a prática, e eles aproveitam bastante, adquirem conhecimento e levam para casa”, relata. A maioria dos estudantes vem da zona rural, o que torna a experiência ainda mais significativa. Jussara ressalta a interdisciplinaridade do projeto: “Conseguimos trabalhar matemática, calculando área e perímetro, e ciências, abordando alimentação saudável, sustentabilidade e meio ambiente.” Durante a visita à sede da Giral, os estudantes conheceram a diversidade de iniciativas da organização. O tour pelos espaços de artes, balé, música, tecnologia e pela horta pedagógica permitiu aos alunos e educadores fortalecerem o sentimento de pertencimento e despertarem novos interesses. A aluna Sabrina Manuele não escondeu o entusiasmo: “Gostei de todas as salas, mas a que mais gostei foi a de Tecnologia.” Já Davi Luiz se encantou com a parte artística. Questionado sobre qual projeto gostaria de levar para sua cidade, respondeu: “Gostei muito de tecnologia, mas queria participar do projeto de música.” Para a professora Jussara Maria, a visita funcionou como um catalisador de sonhos. “Percebi o interesse deles nas atividades que são ofertadas aqui e acredito que, se tivessem mais acesso, participariam com certeza. Ajudaria bastante. Foi muito proveitoso”, concluiu. A experiência do intercâmbio amplia os horizontes dos beneficiários ao apresentar novas possibilidades. A Giral reafirma que a educação é a chave para a formação de cidadãos conscientes e agentes de transformação. O projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, conta com o patrocínio da Deloitte Brasil, SulAmérica, Grupo Carrefour Brasil, Odontoprev e apoio institucional da Agir ESG.
Alimentação em Foco: Giral promove formação com famílias sobre nutrição saudável e acessível

A Giral promoveu mais um ciclo de formação com as famílias dos participantes de seus projetos, desta vez tendo como tema Alimentação Saudável com Poucos Recursos. Os encontros, realizados no distrito de Apoti (20/10) e na sede da Giral em Glória do Goitá (23/10), buscaram oferecer estratégias práticas e acessíveis para promover a nutrição, mesmo com recursos limitados. A iniciativa parte do fato de que a alimentação interfere diretamente no desenvolvimento e desempenho das nossas crianças. “Pensando na qualidade de vida dos nossos alunos e o quanto a alimentação interfere, no seu desenvolvimento físico e cognitivo, pensamos em trazer uma formação com as famílias que tratassem da importância e possibilidades de uma alimentação saudável com poucos recursos,” explica Nayara Tamires, coordenadora do setor psicossocial da Giral. Durante a formação, as famílias tiveram a oportunidade de aprender com uma nutricionista sobre como superar mitos e otimizar recursos na cozinha. A nutricionista Natália Silva destacou a relevância do tema: “Acredito que seja muito importante trazer essa formação. Porque muitas sentem a necessidade de compreender mais sobre o assunto.” Segundo Natália, as principais dúvidas surgidas refletem o cotidiano: “Elas trazem muitos mitos sobre alimentação: se vai prejudicar, se causa mal, se não causa.” A resposta das famílias reforçou a urgência do tema. Patrícia Juliana, mãe de duas participantes das Oficinas do Saber, considerou o conteúdo bastante interessante. “Trouxe pra gente informações novas. A gente sabe e faz algumas coisas no cotidiano, mas foi bom por poder por em prática.” Ela ressaltou a importância do cuidado, especialmente com os lanches escolares, e fez uma observação econômica e de saúde: “Sem esse cuidado, acaba gastando bem mais em medicação.” Com o conhecimento prático e acessível, a Giral reforça seu papel de suporte integral às famílias. “Essa formação nos ajuda a fortalecer nossas habilidades e oferecer apoio mais eficaz às famílias que atendemos, promovendo bem-estar e qualidade de vida,” conclui Nayara. Ao trazer o debate sobre a nutrição para o centro da discussão, reafirmamos nosso compromisso de construir, junto à família, bases sólidas para o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes.
Sonhos Não Envelhecem: Oficina de Práticas Esportivas promove saúde, autonomia e bem-estar na terceira idade

A rotina dos participantes do projeto Sonhos Não Envelhecem tem sido transformada através de práticas esportivas. Para além dos exercícios físicos, a atividade se consolidou como um espaço de socialização, cuidado e resgate da autonomia. Segundo o Ministério da Saúde, a importância da atividade física na terceira idade é vital para o fortalecimento muscular e a redução da sarcopenia — a perda de massa muscular comum no envelhecimento. Ao promover mais energia, disposição e independência, o exercício físico contribui diretamente para a prevenção e controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, além de ser um pilar na redução do risco de quedas. Para o educador físico Josué Rocha, as vantagens vão muito além do físico. “Os benefícios vão desde o condicionamento físico, equilíbrio, coordenação motora e fortalecimento muscular, como também o benefício para a saúde mental delas,” explica. O educador aponta a socialização entre as participantes e a liberação de hormônios que proporcionam “sensação de bem-estar e de felicidade” como essenciais para a saúde mental. Cuidado e AdaptaçãoCiente dos cuidados necessários na terceira idade — como evitar movimentos bruscos e monitorar questões como pressão arterial e frequência cardíaca —, a oficina é conduzida com atenção rigorosa. “Sempre que elas chegam, principalmente quem já tem um histórico de hipertensão ou diabetes, a gente busca verificar a pressão arterial e a glicemia,” relata Josué. O educador explica que a chave é a adaptação e o equilíbrio: “Geralmente, para cada exercício, eu deixo sempre ali de reserva uma ou duas adaptações. Em um nível mais difícil, mais médio e mais fácil, porque a gente tem aqui idosas que estão nesses diferentes níveis.” Essa personalização garante que tanto quem possui melhor condicionamento quanto quem tem limitações se sintam incluídos e estimulados. Resultados ConcretosO impacto prático da atividade é vivenciado por beneficiárias como Selma Gonçalves. “Senti muita diferença, viu? Muita mesmo,” relata aliviada. “Eu sentia uma dor nessa perna e eu vinha pra aqui me arrastando. Agora eu não sinto mais, graças a Deus.” Para Selma, a oficina se tornou indispensável. “Eu me sinto muito bem. Estou feliz. Eu sinto até falta quando eu não venho!” Ela afirma que o projeto da Giral é um refúgio: “É muito importante mesmo. Porque se não fosse isso, esse Giral aqui, muita gente sofria. Porque isso aqui é um divertimento. A gente está aqui, a gente esquece de tudo lá fora.” Focado em pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, o projeto Sonhos Não Envelhecem promove saúde física e mental por meio de oficinas, rodas terapêuticas e atividades de lazer e aprendizagem. Incentivando o envelhecimento ativo e o fortalecimento de vínculos afetivos e comunitários, valorizando o protagonismo, a convivência e os sonhos em todas as fases da vida. Com o equilíbrio entre diversão e saúde, a Giral reafirma que o envelhecimento é um tempo de fortalecimento e de novos começos, onde o cuidado com o corpo se traduz em mais autonomia para viver e sonhar. O Projeto Sonhos Não Envelhecem é uma iniciativa da Giral, com patrocínio da SulAmérica, Instituto Ultra, Alura e Cia Muller.
Giral recebe Prêmio Márcia Dangremon em reconhecimento por atuação na defesa de crianças e adolescentes

A ONG Giral foi homenageada nesta terça-feira (21) com o importante Prêmio Márcia Dangremon, na categoria Organização Social. A solenidade, realizada na sede da Secretaria Estadual da Mulher, em Recife, é o principal reconhecimento do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente de Pernambuco (CEDCA/PE) a pessoas e instituições com trajetória de destaque na promoção e defesa dos direitos da infância e adolescência no Estado. Criado em 1999, o prêmio homenageia Márcia Dangremon, símbolo de resistência no enfrentamento da violência doméstica e exploração sexual infantil. A honraria se torna ainda mais simbólica para a Giral, visto que, em 2020, o presidente da instituição, Leonildo Moura, já havia sido agraciado com o mesmo prêmio, na categoria Profissional de Comunicação. Durante a solenidade, a presidente do CEDCA/PE, Marcela Mariz, destacou o valor do compromisso das organizações e personalidades que foram homenageadas. “Para o CEDCA é uma honra celebrar essa premiação. É um reconhecimento de pessoas que vivem nas suas trajetórias, emprestando suas vivências na defesa e na proteção das infâncias e das adolescências pernambucanas,” afirmou Mariz. Ela reforçou que essa dedicação exige um “compromisso radical com o amor, um amor revolucionário, que atravessa o tempo e vai gerar impacto e transformação na vida das pessoas.” O prêmio é recebido no mês que marca o aniversário de 18 anos de atuação da Giral, que tem feito da educação um caminho para a cidadania, especialmente na Zona da Mata e no Agreste de Pernambuco. Everaldo Costa, professor e fundador da Giral, expressou o valor da coragem e do afeto no trabalho diário. “É preciso muita coragem para estar aqui, porque é muito trabalho. É um trabalho que a gente faz sempre dando prioridade e espaço para as crianças e adolescentes e, sobretudo, com muito amor,” disse Everaldo. Apesar do reconhecimento, a Giral reafirmou que a luta está longe de terminar. Everaldo mencionou o trabalho de diagnóstico recente da ONG. “Este ano, nós publicamos um diagnóstico da situação da criança e do adolescente de Glória do Goitá e de Pombos. A gente percebe muitos avanços, mas também muitos desafios,” alertou. O fundador da Giral citou a persistência de “casos de abuso e exploração sexual infantil” como um lembrete dos desafios ainda urgentes. “Que nós possamos ter sempre essa resistência. Obrigado pelo reconhecimento, para a Giral e para todas as crianças que nós atendemos.” A homenagem consolida a Giral como uma referência na luta pela garantia de direitos, cujo trabalho tem fortalecido a rede de proteção e reafirmado a educação como ferramenta essencial para garantir a dignidade de crianças e adolescentes nos territórios onde atua.
Giral celebra 18 anos com Seminário sobre Desenvolvimento Territorial e transformação social

Atuando há quase duas décadas em Pernambuco, a Giral celebrou seus 18 anos no dia 17 de outubro com o seminário Investimento Social para o Desenvolvimento Territorial: Impactos e Possibilidades. O evento, realizado em Glória do Goitá, reuniu autoridades, especialistas, parceiros e beneficiários em um dia de reflexão sobre o presente e o futuro do terceiro setor. A essência do encontro foi olhar para a trajetória da Giral, construída com base na educação e no protagonismo das comunidades, e discutir como o investimento social tem sido motor dessa transformação. A abertura foi conduzida pelo presidente da Giral, Leonildo Moura, que expressou gratidão a todos que constroem a instituição. “Nós quisemos de fato fazer este ano um seminário para debater e discutir o que é organização social, o que é desenvolvimento territorial e o qual a nossa missão”, disse. “Estamos aqui celebrando a maioridade dessa instituição que tem feito tanta coisa, e nada disso seria possível sem parceiros, beneficiários e a equipe que fazem com que essa instituição seja esse o sucesso que é.” A abertura cultural ficou por conta da Orquestra Meninas e Meninos da Alegria, com o espetáculo Tocando o Nordeste. Com vinte e quatro jovens músicos com um repertório que une erudito e popular, celebrando a nossa cultura. E uma pequena mostra das ações dos nossos projetos. Do empreendedorismo às políticas públicasO primeiro painel, Práticas de Impacto: Caminhos para o Desenvolvimento Territorial, trouxe experiências concretas da Giral e de parceiros do território. Isabela Carvalho, coordenadora de projetos da Giral, destacou o sucesso da formação em empreendedorismo voltada para as juventudes, que já capacitou 450 pessoas, com foco nas mulheres. “A Giral é desenvolvimento territorial na vida de muitas, muitas pessoas. E a educação popular tem muito a oferecer pra esse desenvolvimento territorial.” Renata Uchôa, também coordenadora, reforçou o papel da organização na incidência política. “Essa participação é fundamental quando a gente fala de democratizar acesso e construir políticas públicas inclusivas e democráticas.” A mesa contou ainda com Janaína Felix, coordenadora municipal de Educação Escolar Quilombola em Lagoa de Itaenga e egressa da Giral. Além de reforçar a importância da Giral na vida de muitas pessoas e comunidades do território da Bacia do Goitá, também celebrou o prazer de “construir e dar as mãos” para fortalecer as políticas públicas no município com a parceria da instituição. Desafios e oportunidades do investimento socialO segundo painel, Territórios e Transformação: Desafios e Oportunidades do Investimento Social, reuniu especialistas e representantes do poder público, como José Pereira Sousa, secretário executivo da Casa Civil de Pernambuco, e Camila Abreu, especialista em responsabilidade social. O professor Julian Perez Cassarino (UFFS/UFRPE) destacou o papel da Giral no fortalecimento da soberania alimentar. “Nossa fala foi no sentido de reforçar o papel da Giral no resgate da importância do alimento, da vida humana e da transformação dos sistemas alimentares”, disse, defendendo a agroecologia e os circuitos locais de comercialização. Para Guilherme Soares, (UFRPE), o trabalho da Giral é essencialmente coletivo. “A ação coletiva no território, a transformação social através da educação que a Giral desenvolve aqui. É um trabalho com uma perspectiva pedagógica e freiriana, transformadora da sociedade.” Celebração coletivaO fundador da Giral, Everaldo Costa, que mediou os painéis, resumiu o sentimento de toda a equipe. “Nesses 18 anos de história, um pequeno sonho hoje ganhou o mundo! Para a gente, esse seminário representa a mudança que a Giral tem feito, a partir da nossa atuação e dos parceiros que tanto nos ajudam e acreditam no nosso trabalho. Porque ninguém faz nada sozinho!” Após as falas de prefeitos, autoridades e parceiros, o encerramento teve a apresentação do Grupo Cantos e Memórias, do Projeto Vida Feliz, com cantigas e canções que celebram a cultura popular da nossa terra. O seminário terminou com os parabéns à instituição, confirmando que a Giral segue firme, investindo nas pessoas, no território e lutando por um futuro mais justo e solidário para todos!
Giral inicia nova turma do curso de Cuidador de Idosos com foco na atuação profissional empática e humanizada

Com o crescimento da população idosa – que, segundo o IBGE, duplicou nas últimas duas décadas – a demanda por cuidadores qualificados impulsiona a profissionalização. Diante desse cenário, a Giral, por meio do Projeto Vida Feliz, iniciou a segunda turma do Curso de Cuidador de Idosos, visando a capacitação técnica e a promoção de um atendimento mais humano e consciente. O curso abre caminhos para a profissionalização, mas também tem impacto direto na qualidade de vida da população idosa do território da Bacia do Goitá. Parte do Projeto Vida Feliz, que já oferece oficinas culturais, educativas e terapêuticas para a pessoa idosa, a expansão para o curso de cuidador reforça o compromisso da Giral com o envelhecimento ativo e cuidado com a melhor idade. “A alta demanda e o feedback positivo que recebemos da comunidade após a primeira turma foram o motor. A segunda turma é a prova do nosso compromisso em atender essa necessidade crescente e em gerar oportunidades de emprego,” explica Robervânia Costa, coordenadora do projeto. Ela reforça que o sucesso da turma anterior confirmou a importância do enfoque humano. “O grande aprendizado foi confirmar que o enfoque humano é o diferencial. Os alunos da primeira turma nos mostraram que, mais do que técnicas, eles buscam ferramentas para lidar com empatia e comunicação afetiva. Ajustamos a metodologia desta segunda turma para reforçar esses pilares.” Entre os participantes, a busca por aprofundamento é o foco. A técnica de enfermagem Iris Beatriz, de 29 anos, já atua na área, mas vê o curso como uma forma de aprimoramento ético e prático. “Minhas expectativas são de aprofundar meus conhecimentos técnicos e humanos sobre o processo de envelhecimento, com foco em oferecer um atendimento mais qualificado, seguro e empático,” afirma Iris. Ela pretende aplicar o conhecimento para aperfeiçoar sua prática profissional, entendendo melhor as particularidades do envelhecimento. Para Iris, os aprendizados são também como ser humano e não apenas como profissional: “No lado pessoal, ele me faz refletir sobre o valor da empatia e do respeito. Não é apenas sobre técnicas, mas sobre entender o idoso como alguém que tem história, sentimentos e necessidades únicas.” Já para Marluce Helena, agricultora de 55 anos, o curso é a realização de um sonho de vida e uma nova fonte de renda. “Significa muito. Meu sonho é ter mais conhecimento,” revela Marluce. Sua motivação é profundamente pessoal: ela cuidou dos próprios pais, um com Parkinson e Alzheimer, por mais de 15 anos. “Foi uma experiência muito grande, a melhor decisão que tomei. Eles cuidaram de mim com tanto amor, e chegou a hora de eu cuidar deles,” conta. Com a formação, Marluce quer aplicar o conhecimento como renda extra, usando a experiência de vida e as novas ferramentas para “ajudar o próximo e a família.” Palloma Virgínia, enfermeira e educadora no curso, destaca os pilares da formação. “Nas aulas, eu sempre prezo muito pelo amor, o cuidado, o respeito e a empatia. Isso é realmente essencial para formar um cuidador de idosos,” comenta. Ela reforça o compromisso de preparar os alunos para a realidade do mercado: “Venho passando para eles as realidades que irão se deparar quando estiverem exercendo a função.” Com essa visão de cuidado integral, as expectativas para a nova turma são elevadas. “Esperamos que esta nova turma absorva o conhecimento técnico e jurídico, mas que principalmente desenvolva uma escuta ativa e um olhar digno. Queremos formar profissionais que sejam agentes de transformação social e que compreendam o cuidado como uma via de mão dupla, que valoriza a história de vida do idoso,” conclui a coordenadora Robervânia Costa. Uma iniciativa da Giral, por meio do Projeto Vida Feliz, com patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, Perfect Automotive, Grupo Sabará e apoio do Programa Parceiro do Idoso do Santander.
Primeira turma da Escola de Comunicação celebra conquistas e sonhos para o futuro

O auditório da Giral se encheu de emoção nesta segunda-feira (06) com a formatura da primeira turma do Projeto Escola de Comunicação. O projeto, que forma jovens e adultos para atuarem com protagonismo nas áreas da comunicação e das tecnologias, encerrou um ciclo de aprendizados e reuniu estudantes, educadores e parceiros em uma manhã de celebração. O evento começou com as boas-vindas da equipe e a composição da mesa, seguida da palestra sobre Marketing na Era das Inteligências Artificiais, ministrada pelo gestor e mídia digital Douglas Lima. Durante a cerimônia, Everaldo Costa, fundador da Giral, usou o simbolismo da fotografia para inspirar os formandos. “Às vezes, precisamos ajustar a lente para que a imagem saia boa. E a vida é assim também. Às vezes está tudo desfocado, e precisamos limpar o olhar — do preconceito, da discriminação, do desânimo — pra enxergar nossos sonhos”, disse. Ele reforçou que o que tem valor exige “tempo, persistência e estudo,” e não a urgência e pressa que muitas vezes o mundo digital nos impõe. Entre os formandos, os depoimentos revelaram que o curso ultrapassou a formação técnica, sendo um vetor de desenvolvimento pessoal. Lindalva Pereira, que antes tinha medo de falar em público, relatou sua transformação. “Eu sempre fui aquela pessoa que baixava a cabeça pra não precisar falar. Mas a Escola de Comunicação me transformou. Hoje eu estou aqui, falando — e isso é uma vitória. As aulas de oratória foram fundamentais. Eu queria que todos tivessem a mesma oportunidade.” Jamilly Santos, outra participante da turma, destacou o valor da comunicação para além da profissão. “Desde a primeira aula, aprendi coisas que vou levar para a vida. Entendi que a comunicação é essencial no dia a dia, em qualquer área. A Giral me abriu um novo caminho e eu só tenho a agradecer por essa oportunidade.” Já Leonildo Moura, presidente da Giral, ressaltou o protagonismo dos jovens e o valor do aprendizado contínuo. “O que vocês viveram aqui é algo muito importante, que abre portas e fortalece a caminhada. Que vocês sejam inspiração para outros jovens também buscarem espaços como esse.” A Escola de Comunicação, uma iniciativa da Giral com apoio do Instituto Cooperforte, oferece módulos de fotografia, produção de vídeo, design, copywriting, tecnologia e empreendedorismo. O projeto se consolida ainda como um espaço de formação cidadã e de fortalecimento das juventudes do nosso território, onde o conhecimento têm aberto portas para novos sonhos.
Formação com professores da rede municipal de Feira Nova aprofunda debate sobre Educação Inclusiva

Cerca de 90 professores de apoio da rede municipal de Feira Nova participaram de uma formação dedicada ao tema da Educação Inclusiva. O encontro, promovido pela Giral, buscou ser um espaço de reflexão e construção coletiva no fortalecimento da prática pedagógica no município. A psicopedagoga Nayara Tamires, coordenadora do setor psicossocial, destacou a importância de valorizar o trabalho dos educadores e oferecer novas perspectivas. “A proposta foi trazer um momento de reflexão e troca sobre a Educação Inclusiva. Discutimos os desafios, mas conseguimos enxergar as possibilidades que existem em cada relação de ensino-aprendizagem”, afirmou. Durante a formação, os participantes revisitaram a contextualização histórica e os marcos legais da Educação Inclusiva, conectando a teoria diretamente às vivências da sala de aula. Para a professora de apoio Maria Leite, da Escola Municipal Margarida Ramalho, momentos como esse fortalecem o sentido de pertencimento e a luta coletiva. “É sempre gratificante essa experiência de trocas. Esse compartilhamento foi riquíssimo! Conseguimos entender que a nossa luta sempre será a busca constante da inclusão total dessas crianças,” declarou. Maria também ressaltou a necessidade de expandir a discussão para alcançar e mobilizar mais pessoas. “É preciso que aconteçam também formações com a família, no ambiente municipal. Sinto a necessidade, assim como minhas colegas, de os pais poderem ouvir, conhecer o nosso dia a dia e entender qual é a nossa verdadeira função como apoio.” A formação se consolidou como um espaço de escuta e construção, reafirmando o compromisso da Giral, professores e gestores, em garantir que a inclusão seja uma realidade no cotidiano escolar do município. A atividade foi realizada em parceria com a Secretaria de Educação e a Prefeitura Municipal de Feira Nova.
Hortas que transformam escolas e comunidades: Projeto semeia educação e proteção à infância

No pátio da escola, mãos pequenas preparam a terra, regando milho, alface e coentro plantados coletivamente. Ao mesmo tempo em que se divertem, o cuidado com a horta se faz aprendizado: sobre alimentação, cooperação e respeito ao meio ambiente. Essa cena se repete nas escolas onde o projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, se utiliza da horta como espaço de inclusão, cidadania e proteção à infância. A iniciativa é resultado da atuação da Giral em 12 escolas de sete municípios da Zona da Mata Norte e Agreste de Pernambuco. O projeto une sustentabilidade e educação ao promover hábitos saudáveis, justiça ambiental e mobilização comunitária. As ações são abrangentes: além da implantação de hortas pedagógicas, há oficinas sobre racismo ambiental, segurança alimentar e proteção contra o abuso sexual. A rotina inclui aulas práticas de culinária com os alimentos colhidos, oficinas de defensivos naturais e atividades criativas. As festas da colheita, por sua vez, celebram a união entre escola, estudantes, famílias e professores. De acordo com Luiz Santos, coordenador do projeto, a maior lição é ver a sustentabilidade acontecer de forma concreta no cotidiano escolar. “Os alunos transformaram espaços antes ociosos em hortas educativas. Essas verdadeiras salas verdes mostram que a sustentabilidade ganha sentido quando é vivenciada. Além disso, as crianças passaram a se relacionar melhor com a alimentação, aceitando frutas e verduras e fortalecendo a segurança alimentar”, avalia. Ele destaca o impacto: “Consolidamos 12 hortas escolares, beneficiando mais de 1.200 alunos, promovendo educação ambiental, cidadania e qualidade de vida.” Pedagogicamente, a interdisciplinaridade é um dos efeitos do projeto nas escolas. Edjane Bezerra de Arruda, diretora da Escola Municipal Madre Tarcísio, em Vitória de Santo Antão, afirma que conteúdos de ciências, matemática e português encontram na horta “um espaço vivo de experimentação”. A Diretora ressalta que a horta fortalece a autoestima, a autonomia e o vínculo com a comunidade. Na Escola Francisco Coelho da Silveira, em Feira Nova, a diretora Maria de Jesus de Aragão confirma o alcance do projeto. “A horta se tornou um recurso pedagógico: estimulando a autonomia e o senso de coletividade. A parceria com a Giral tem sido fundamental para alinhar teoria e prática no dia a dia da escola.” As hortas pedagógicas se consolidam como laboratórios vivos, onde o aprendizado se mistura ao cotidiano. No encontro entre educação, sustentabilidade e proteção da infância, a Giral reafirma que plantar hoje é semear futuros mais justos e solidários. O projeto Educação Sustentável: Criança e Cidadania, conta com o patrocínio da Deloitte Brasil, SulAmérica, Grupo Carrefour Brasil, Odontoprev e apoio institucional da Agir ESG.
Escola de Comunicação: Módulo de Copywriting ensina o poder da persuasão para gerar vendas

Em um ambiente digital saturado de informações, encontrar formas de prender a atenção do público têm sido algo essencial. Na Escola de Comunicação da Giral, a partir do módulo de Copywriting, nossos jovens estão aprendendo a escrever textos e roteiros que vão além da informação, mas persuadem e engajam. Neste módulo, o jornalista e educador Agamenon Porfírio foca em desmistificar os “gatilhos mentais” e nos princípios estratégicos de uma boa comunicação. “Nosso foco não foi ensinar a escrever frases de efeito, mas a construir uma conexão legítima com o cliente. O Copywriting exige que o aluno entenda profundamente as necessidades do seu público e use da persuasão para apresentar uma solução para aquele problema ou dor”, explica o educador. O aprendizado tem impacto imediato na forma como os jovens promovem seus próprios projetos e pequenos negócios. Maria José de Lira destaca a aplicação prática e direta em suas próprias redes sociais. “O principal aprendizado foi criar uma conexão com o cliente gerando desejo e chamando atenção. Estou aplicando isso nas mensagens no WhatsApp e nas postagens no Instagram,” relata a aluna. O domínio dos mecanismos de atenção e interesse é visto como vital para quem empreende. Lindalva Pereira de Araújo ressalta a importância da estratégia. “Com as aulas, desenvolvi habilidades para fazer com que as minhas publicações nas redes sociais tenham uma chamada que estimule e aumente o desejo de compra do público”, detalha. A ação integra a Escola de Comunicação, projeto da Giral que promove formação cidadã e inclusão digital, conectando jovens ao mercado e ao território por meio da comunicação e das tecnologias. Os módulos incluem fotografia, copywriting, design, produção de vídeos, desenvolvimento de aplicativos e educação financeira. Apoiado pelo Instituto Cooperforte, o projeto tem se consolidado como um espaço de potência e transformação para as juventudes do interior de Pernambuco.
Escola de Comunicação: jovens exploram produção de criativos e presença online em módulo de Design

No mundo digital de hoje, ter uma boa ideia não basta a habilidade de comunica-la de formar clara e atraente é essencial. É com este foco que os jovens da Escola de Comunicação da Giral têm se aprofundado no módulo de Design, aprendendo que a criação visual é uma linguagem poderosa para solucionar problemas e gerar oportunidades. O módulo, ministrado pelo educador Alexandre Constantino, apresenta fundamentos da criação visual e aplicação prática, utilizando ferramentas acessíveis como o aplicativo Canva. A intenção é mostrar como a técnica se une à criatividade para alcançar resultados práticos no dia a dia. “Além do aprendizado técnico, a oficina gerou autoconfiança, motivação e senso de possibilidade, mostrando que com as ferramentas certas, eles podem transformar suas ideias em realidade,” explica o educador Alexandre Constantino. O impacto do módulo é evidente na forma como os estudantes passam a enxergar suas próprias criações. Para a estudante Emely Vitória, o curso foi uma revelação sobre a lógica por trás de um bom design. “Aprendi os fundamentos e princípios que envolvem a criação visual sobre a identidade do negócio, como o alinhamento, o contraste, o equilíbrio e a harmonia, tudo isso utilizando o aplicativo Canva. Essa experiência me mostrou que o design vai muito além da beleza. Ele precisa comunicar, encantar e ser funcional ao mesmo tempo,” destaca Emely. Para o coordenador pedagógico do projeto, Agamenon Porfírio, a formação em Design tem um valor estratégico que vai além do mercado formal. “Design não é só estética. Aqui, os estudantes são convidados a pensar visualmente e usar uma ferramenta que pode tanto ser uma fonte de renda quanto ajudar em outras frentes, como pra mobilizar e comunicar causas,” afirma Porfírio. A ação integra a Escola de Comunicação, projeto da Giral que promove formação cidadã e inclusão digital, conectando jovens ao mercado por meio da comunicação e das tecnologias. Os módulos incluem fotografia, copywriting, design, produção de vídeos, desenvolvimento de aplicativos e educação financeira. Apoiado pelo Instituto Cooperforte, o projeto tem se consolidado como um espaço de capacitação e transformação para as juventudes do nosso território.
Dia do Bem-Viver: Dia do Bem-Viver: Giral encerra Setembro Amarelo com vivências de cuidado e saúde

Em alusão ao Setembro Amarelo, a Giral promoveu o “Dia do Bem-Viver – Vivências de cuidado, bem-estar e saúde” na última sexta-feira, dia 26. O evento, realizado em Glória do Goitá, reuniu serviços de saúde, beleza e práticas terapêuticas com o objetivo de valorizar a vida a partir do cuidado integral com corpo e mente. A programação transformou nossa sede em um centro de promoção de bem-estar: foram oferecidos massagem, auriculoterapia, ventosaterapia, escalda-pés, além de serviços como manicure, barbearia, trança básica, design de sobrancelhas e maquiagem. A iniciativa também incluiu testagem rápida, aferição de pressão e vacinação, e terminou com um momento de dança que animou e uniu os participantes. Nayara Thamires, psicopedagoga e coordenadora do setor psicossocial, explicou que a proposta foi ir além da prevenção. “Durante todo o mês de setembro trabalhamos a temática, mas quisemos falar mais sobre a valorização da vida,” afirma. Segundo Nayara, a ação visou promover saúde e bem-estar, fortalecendo a autoestima dos beneficiários e suas famílias, e foi um “movimento conjunto com jovens e empreendedores locais e a Secretaria de Saúde.” O engajamento de profissionais voluntários reforçou o caráter coletivo do evento. A maquiadora Damiris Souza destacou a importância de sua doação: “A maquiagem vai muito além do valor. É gratificante estar aqui hoje, fazendo isso sem nada em troca, só por amar o que eu faço.” Para a designer de sobrancelhas Thalita Yasmine, o trabalho é um ato de afeto. “Cuidar da autoestima é um ato de amor e solidariedade. Estar aqui hoje oferecendo esse serviço foi muito especial.” O barbeiro Edísio Soares completou, ressaltando o valor da conversa junto ao serviço: “Vim trazer corte de cabelo e uma boa conversa, para ajudar as pessoas e fazer o bem. Me sinto muito realizado em poder contribuir para a felicidade delas.” Encerrando as ações do Setembro Amarelo na instituição, o Dia do Bem-Viver demonstrou que a valorização da vida se constrói com a escuta atenta, o cuidado mútuo e a solidariedade prática.
Vivências Inclusivas leva leitura, arte e sustentabilidade a escolas municipais de Pernambuco

Em escolas municipais no interior e zona metropolitana, a cena se repete: crianças reunidas em roda, ouvindo com atenção as histórias lidas pelos personagens Duka e Gina. A cada página, o silêncio se rompe com risos e falas que revelam o deslumbramento e o aprendizado através da leitura. É o projeto Vivências Inclusivas, que têm transformado o cotidiano escolar em 7 cidades de Pernambuco. Resultado da expansão da antiga Biblioteca Itinerante, o projeto promove inclusão sociocultural por meio da leitura, arte e sustentabilidade em escolas públicas de Pernambuco. Focado em crianças — incluindo aquelas com deficiência, TDAH e autismo —, a iniciativa estimula a autonomia e o protagonismo infantojuvenil. Suas ações vão além das contações de histórias, incluindo oficinas criativas, jogos pedagógicos adaptados, implantação de hortas escolares e o Prêmio Literário Professora Graça Beltrão, que valoriza a produção literária dos próprios alunos. Os resultados de 2025 reforçam o impacto do projeto: até o momento foram 54 ações realizadas, 723 participantes diretos, 213 livros doados e 489 produções criativas, como textos e desenhos. Para o coordenador Duh Karamazoff, o trabalho é essencial para a inclusão. “O projeto tem criado um espaço de acolhimento, respeito às diferenças e estímulo às potencialidades individuais”, diz ele, destacando como o acesso a histórias “desperta a imaginação, favorece a comunicação e amplia o repertório cultural” das crianças. Duh também aponta mudanças perceptíveis nos alunos: “Observamos maior interesse pela leitura, aumento da concentração e desenvolvimento do vocabulário”. Ele ainda ressalta o fortalecimento da autoestima e da interação entre os estudantes, o que fortalece a criação de vínculos e o respeito à diversidade. Na prática, os efeitos nas escolas são evidentes. A gestora Ilka Porfírio, da Escola Santa Tereza em Camaragibe, considera as atividades fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem. “São ferramentas que traduzem a teoria em prática, tornando o processo mais significativo”, afirma. Na zona rural de Glória do Goitá, Joselma Vitor, da Escola Joaquim Coutinho Correia de Oliveira, destaca a humanização do processo educativo. “As atividades contribuem para que a escola seja um espaço prazeroso e de cidadania”. Ao integrar leitura, arte e sustentabilidade, o Vivências Inclusivas reafirma o papel da escola pública na construção de uma educação transformadora, capaz de preparar crianças e adolescentes para o futuro sem perder de vista o senso de coletividade e o cuidado com o território. O projeto é uma realização da Giral, com apoio do Programa Criança Esperança, da Rede Globo.
Giral recebe homenagem na ALEPE

Ontem (23), a Giral recebeu homenagem na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), como Instituição Defensora dos Direitos Ambientais. No momento, pautou-se a atuação das organizações que contribuem para a defesa do meio ambiente, a preservação da biodiversidade e a proteção dos territórios. Para além do reconhecimento, a sessão solene refletiu sobre a urgência em fortalecer a cooperação entre sociedade civil, instituições e governos na promoção de um futuro sustentável, resiliente e justo para as presentes e futuras gerações. A proposição foi apresentada pela Deputada Dani Portela, Presidenta da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular (CDHPP) e aprovada por todos os parlamentares. “Compreendemos que a organização assume papel fundamental em um momento histórico marcado pela intensificação das mudanças climáticas e por seus graves impactos sobre a vida nas cidades, sobre as populações vulneráveis e sobre o equilíbrio ecológico em escala global”, comenta Portela. Para a Giral, a solenidade foi um espaço de reconhecimento público e de valorização das ações desempenhadas que tem contribuído e sido essencial para preservação ambiental, a proteção da biodiversidade e a garantia dos direitos das comunidades onde a organização atua.
Formatura da Escola de Moda celebra autonomia e coragem de mulheres em Glória do Goitá

“Ao olhar pra trás não vemos apenas roupas prontas, mas pessoas transformadas, pessoas que descobriram talentos que nem sabiam que tinham, que aprenderam a confiar em si mesmas, que venceram o medo e encontraram força nas próprias mãos.” Foi assim que Marilene Silva, uma das 90 alunas concluintes dessa etapa dos cursos de corte e costura, começou seu depoimento. A fala aconteceu durante mais uma formatura das turmas da Escola de Moda, que aconteceu na última terça-feira (16) na sede da Giral em Glória do Goitá. O evento marca a conclusão de uma etapa formativa, mas não só, marcar principalmente a celebração da autonomia, do empoderamento e da força coletiva dessas muitas mulheres. Com 540 formandas até o momento, a Escola de Moda se consolida como espaço de qualificação profissional e geração de renda, mas vai além: constrói autoestima, redes de apoio e caminhos de transformação. Foi essa dimensão que Marilene traduziu tão bem em sua fala. “Foram dias de esforço, de dedicação, de superação, mas também dias de amizade, de risadas e de aprendizado que vão muito além das máquinas e das linhas”, contou. Marilene se apresentou como gari, mãe, esposa e dona de casa, mas deixou claro que sua voz naquele momento representava todas as mulheres presentes: “Eu posso ser Andréia Gonçalves, agente de saúde, posso ser Taíssa, auxiliar de professora… posso ser qualquer uma. Aliás, somos todas juntas, um pouco de cada coisa. Tomamos a decisão de não ficarmos apenas com os títulos ou deveres e obrigações que já tínhamos. Queríamos mais, queremos mais!”. Em seu depoimento, a costura aparece como metáfora para a vida: “Às vezes o tecido não encaixa, a linha quebra, o molde não dá certo, mas com paciência e coragem sempre conseguimos recomeçar. Nos lembra que a vida pode ser reajustada, refeita e transformada em algo único e belo”. Educadores, colegas e representantes do poder público reforçaram esse sentimento coletivo. Jonne Cleibson, costureiro e educador, destacou o orgulho de acompanhar as conquistas das alunas. “É muito gratificante ver vocês comprando as máquinas de vocês, costurando suas roupas. Independente da técnica, lembrem sempre de colocar amor no trabalho de vocês”, disse o costureiro. Silvana Veras, aluna que hoje também atua como monitora, agradeceu emocionada: “Foi e continua sendo incrível aprender com vocês todos os dias”. Já a secretária da Mulher de Glória do Goitá, Maria Andrade, apontou o quanto a formação impacta para além da sala de aula, “essa formatura não é só uma conclusão, mas simboliza o fortalecimento da autoestima, a realização de um sonho, a geração de renda e a mudança de vida de vocês”. Costurando histórias de autonomia e superação, entre linhas, tecidos e agulhas, a Giral segue fortalecendo mulheres e territórios. A Escola de Moda é uma iniciativa da Giral – Desenvolvimento Humano e Local, realizada em parceria com o Ministério das Mulheres.
Escola de Comunicação encerra módulo de Cidadania com ações solidárias em Glória do Goitá e Lagoa de Itaenga

Os participantes da Escola de Comunicação da Giral encerraram o módulo de Cidadania colocando em prática o que aprenderam: o compromisso social. No fim de agosto e início de setembro, o grupo promoveu duas ações voluntárias que mobilizaram doações e fortaleceram o compromisso coletivo com a solidariedade. A primeira iniciativa aconteceu na comunidade de Gameleira, distrito de Apoti, em Glória do Goitá, em parceria com a Associação de Agricultores e Agricultoras da localidade. Dias depois, foi a vez do Sítio Açude de Pedra, em Lagoa de Itaenga, receber a visita dos jovens no Lar Caridoso Vovó Zefinha, instituição que acolhe e cuida de pessoas idosas. As ações envolveram arrecadação e entrega de alimentos, roupas e produtos de higiene. Tudo foi feito com cuidado para que cada doação chegasse da melhor forma ao destino. “Fiquei com a sensação de que consegui levar esperança para outras pessoas. Ver a alegria no rostinho de cada idoso me deixou com a certeza de que o tempo que dediquei junto com meus colegas foi valioso. O que ficou foi o sentimento de gratidão e dever cumprido”, contou a estudante Lindalva Pereira de Araújo. Para Elisangela Helena, a experiência foi única: “Sempre busquei ajudar o próximo e aqui na Giral tivemos essa oportunidade. Percebi que cada doação foi feita com gesto de amor e solidariedade. Chegando no Lar Vovó Zefinha fomos muito bem recebidos. Vi que os idosos são bem cuidados, e isso reforça o quanto a terceira idade necessita de atenção, carinho e proteção. Essa ação eu levarei para o resto da minha vida.” No Lar, a contribuição dos jovens foi recebida com entusiasmo. “Essa ação solidária, com roupas, material de higiene e essa farta mesa de alimentos, está contribuindo muito para o nosso lar, para dar qualidade de vida aos nossos idosos. É um exemplo de amor, de caridade, de ação. Quero agradecer demais a vocês do projeto”, afirmou Rivelino Willians, administrador da instituição. As atividades mostraram que cidadania é também solidariedade. Ao unir aprendizado, ação e compromisso social, os jovens da Escola de Comunicação reafirmaram o papel da juventude como protagonista de mudanças no território. A Escola de Comunicação é uma iniciativa da Giral que promove inclusão digital e formação cidadã de jovens, conectando-os ao território, à cultura e ao mercado de trabalho. O projeto conta com o apoio do Instituto Cooperforte.
Juventudes com autonomia: jovens empreendedores protagonizam 11º Seminário Regional em Pombos

Na última sexta-feira (31), o município de Pombos recebeu o 11º Seminário Regional do Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores, com o tema “Juventudes com autonomia liderando Projetos de Vida”. O encontro reuniu jovens de Lagoa de Itaenga, Glória do Goitá, Pombos e Feira Nova em uma grande ciranda de partilhas, reflexões e fortalecimento das juventudes. A programação destacou o papel do protagonismo na construção de caminhos de futuro, com ênfase na liderança, na inovação e no empreendedorismo social como ferramentas de transformação. Além das falas de lideranças locais e da direção da Giral, o evento contou com depoimentos de egressos do município de Pombos e com a participação especial de Danielle Alencar, egressa do programa e uma das 10 classificadas de Pernambuco no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025. A condução foi feita pelo educador Elmir Bezerra, que instigou os participantes a refletirem sobre o que nutre e sustenta seus empreendimentos e sobre o impacto das suas ações nos territórios. As falas dos jovens revelaram como o programa tem impulsionado mudanças reais em suas trajetórias. Para Tarsila Taiane, de Pombos, compreender a gestão financeira foi essencial. “A gente chega sem saber de nada e o curso trouxe essa base. Aprendi como administrar o dinheiro e isso foi fundamental. Autonomia, pra mim, é qualidade de vida. É melhorar minha vida e ajudar minha família a progredir comigo.” De Glória do Goitá, Alberes Ruan reforçou a dimensão formativa do processo. “Pra mim, esse momento é uma construção: de caráter, de pessoa e de profissional. O maior aprendizado que tive foi sobre visão de liderança, olhar pro futuro com propósito, com objetivos e metas claras.” O educador Manasseis Braz, responsável pela condução do módulo de Projeto de Vida, reforçou a importância dessa etapa do programa em ajudar os jovem na estruturação de seus sonhos em ações concretas. “Eles organizam ideias, formatam projetos, estabelecem metas, prazos e valores. Isso dá clareza sobre o que querem atingir e como.” Para a coordenadora do programa, Isabela Carvalho, o tema do seminário traduz o espírito do processo. “A autonomia é poderosa porque permite transformar sonhos em realidade. Não é apenas sobre abrir um negócio, mas sobre ser dono do seu projeto de vida, do caminho que deseja trilhar.” O Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores é uma iniciativa da Giral que desenvolve habilidades de liderança, comunicação e gestão por meio de oficinas, mentorias e ações comunitárias. A expectativa é que, em 2025, cerca de 80 projetos de vida sejam colocados em prática pelos jovens participantes. A ação conta com patrocínio da IAF, BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
Formação com famílias debate impactos do uso das telas na infância e adolescência

Em agosto, a Giral promoveu mais uma formação com famílias dos participantes de seus projetos, desta vez com o tema “O impacto do uso das telas na infância e adolescência”. A atividade, conduzida pelo setor psicossocial, reuniu mães, pais e responsáveis em dois encontros, realizados em Glória do Goitá e no distrito de Apoti. O momento buscou refletir sobre o papel das tecnologias no cotidiano familiar e seus efeitos no desenvolvimento cognitivo, social e emocional de crianças e adolescentes. Durante a atividade, as famílias partilharam suas próprias experiências, relatando desafios na regulação do tempo de tela e estratégias adotadas em casa. “Observamos que o uso prolongado das telas pode afetar o desenvolvimento, influenciando no desempenho escolar, na qualidade do sono e até na convivência familiar”, aponta Nayara Tamires, psicopedagoga e coordenadora do setor psicossocial da Giral. Segundo Nayara, a escolha do tema reflete uma preocupação cada vez mais presente entre as famílias. “Considerando que a realidade social exige cada vez mais mediação consciente do uso de telas, entendemos ser essencial oferecer momentos de reflexão, informação e orientação prática.” A formação também apresentou caminhos para enfrentar esse desafio. Entre as propostas, estão a criação de rotinas equilibradas, o incentivo a brincadeiras, leituras e práticas esportivas, além da corresponsabilidade entre instituição e família no cuidado com as novas gerações. “A ideia é que a Giral siga promovendo espaços de diálogo e orientação, com rodas de conversa, materiais informativos e oficinas que ajudem a repensar o uso das telas e a estimular atividades que ampliem a convivência e a formação integral de crianças e adolescentes”, reforça a psicopedagoga. Ao trazer o debate para perto das famílias, a Giral reafirma seu compromisso com uma educação integral e inclusiva, que olha para os desafios do presente e constrói, coletivamente, alternativas mais saudáveis para o futuro. A iniciativa realizada pela Giral conta com o patrocínio da BB Seguros e apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Giral promove formação com professores da rede municipal de Feira Nova

A Giral voltou a reunir professores da rede municipal de Feira Nova para mais um momento formativo, desta vez com foco em Educação para a Sustentabilidade. Alimentação saudável, justiça climática e racismo ambiental foram alguns dos temas trabalhados em dia marcado pelo diálogo e participação ativa. A atividade foi realizada em parceria com a Secretaria de Educação e a Prefeitura Municipal. O educador Everaldo Costa destacou como esse processo depende da escuta e da valorização da escola no território. Para ele, a formação foi uma oportunidade de reafirmar o protagonismo da comunidade escolar. “A escola é fundamental no incentivo à criação de conhecimentos. Quando olhamos para a alimentação, para o racismo ambiental e para a justiça climática, entendemos que a educação está conectada à sociedade, aos recursos sociais e naturais. Não podemos falar de sustentabilidade sem envolver a educação — e não podemos fazer educação sem olhar para esses desafios que estamos vivendo”, refletiu. Além de Everaldo, o encontro também teve a facilitação de Isabela Carvalho e Agamenon Porfírio. No turno da tarde, os professores participaram de uma aula de campo no bairro Santa Felicidade, observando pontos críticos e potências locais. A atividade foi seguida por uma proposta de cartografia social, em que os docentes mapearam problemas e forças das comunidades escolares onde atuam. Os mapas apontaram pistas de ação e critérios para definir prioridades de forma coletiva. A coordenadora da Escola Francisco Coelho, Vandércia Moura Gomes, avaliou a formação positivamente. “Foi maravilhosa! Trouxe um assunto realmente do nosso dia a dia, de grande relevância, que muitas vezes a gente acaba deixando passar. Esse despertar, feito de forma leve e descontraída, dá um ânimo e um up para a gente abrir os olhos e fazer algo diferente”, afirmou. A atividade reforça o papel da escola como importante espaço de construção coletiva e transformação social. Uma educação pautada na escuta, que respeita e valoriza as experiências locais — e que, sobretudo, semeia esperança.
Tocando o Nordeste: Orquestra Meninas e Meninos da Alegria abre turnê em Glória do Goitá

No dia 17 de agosto, a Orquestra Meninas e Meninos da Alegria abriu sua segunda turnê durante a Festa de Nossa Senhora da Glória, padroeira da cidade. O espetáculo “Tocando o Nordeste” reuniu 24 jovens músicos, sob a regência dos maestros Leonardo Oliveira e Jonatas Araújo. O repertório une música erudita e popular. Vivaldi e Mozart apareceram lado a lado com Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Onildo Almeida e Zé Ramalho. As peças receberam arranjos dos maestros e dos próprios integrantes. Clássicos como Asa Branca, Xote das Meninas e Feira de Caruaru animaram o público, junto a frevos e baiões. Essa é a segunda turnê da Orquestra. Em 2024, o grupo apresentou “Aruana: Uma Vida em Canção” em dez cidades, incluindo Recife e Olinda. Agora, o foco é circular pelo interior, com a proposta de interiorizar ações culturais. Estão previstas apresentações em Feira Nova, Lagoa de Itaenga e Pombos. No dia anterior à estreia, o auditório da Giral recebeu um ensaio aberto ao público. A Orquestra é fruto do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, realizado pela Giral. O projeto oferece oficinas de música e balé, trabalhando autoestima, disciplina e habilidades sociais com crianças e adolescentes. Além dos concertos, os jovens realizam aulas-concerto em escolas e comunidades. O espetáculo tem direção geral de Everaldo Costa e a poesia de Sérgio Ricardo. Já os figurinos foram criados pelo arte e Educador Marcello Henrique e confeccionados pela Escola de Moda da Giral. Com a proposta de fortalecer o desenvolvimento de crianças e adolescentes através da música, o projeto Meninas e Meninos da Alegria tem como resultados concretos, além de lindos espetáculos, a formação de cidadãos conscientes, criativos e protagonistas de suas próprias histórias. A turnê é uma realização da Giral com patrocínio da BB Seguros.v
Paleta Coletiva estreia “O riso, o baque e o galope” no Museu do Estado de Pernambuco

De 19 a 24 de agosto, o Museu do Estado de Pernambuco abriu suas portas para a exposição “O riso, o baque e o galope”, assinada pelo Paleta Coletiva — grupo de jovens artistas formados pela Giral. São 17 obras que mergulham na cultura popular da Zona da Mata Norte, celebrando mestres e brincantes do mamulengo, do maracatu rural e do cavalo marinho. Nos quadros, a força dos folguedos e de seus brincantes ganha cor e movimento. Entre as homenagens, estão figuras como os mestres Zé Lopes, Zé de Vina e Zé de Bibi, além dos grupos Carneiro Manso, Estrela da Tarde e Teatro do Riso, reafirmando a força da memória e cultura do nosso povo e o papel da arte como resistência. Para o educador e curador da mostra, Wemisson Araújo, o momento evidencia como o trabalho da Giral vem ganhando respeito e se consolidando no meio das artes. “Foi a culminância de um trabalho construído ao longo do tempo pelos artistas. Devolver esse resultado à sociedade em um espaço como o Museu do Estado é extremamente significativo. Representa a cultura agrária, de pessoas simples, que partem da periferia do interior do Estado e conquistam um lugar de destaque no coração da capital pernambucana”, refletiu. “Não imaginava que seria tão enriquecedor”, aponta Diná Ketula, uma das jovens artistas do grupo. “A experiência foi transformadora! Desde conhecer a cultura e a vida de quem faz parte dela até a hora de pintar nosso entendimento daquela realidade”. Ela destaca que cada obra carrega uma história única e relata o sentimento de gratidão após a abertura da exposição. “Gratidão ao Museu do Estado, ao Giral, ao professor Wemisson que acreditou e nos guiou, e claro, ao Paleta Coletiva.” O Paleta Coletiva nasceu do projeto Educação e Vivências Inclusivas, da Giral, como espaço para que adolescentes explorem a arte como forma de expressão, pesquisa e registro do cotidiano da Zona da Mata Norte. Em seus pincéis, telas e paletas, os jovens carregam o compromisso de salvaguardar memórias, valorizar tradições e afirmar identidades. Realizada pela Giral, a exposição “O riso, o baque e o galope” conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander, e reafirma o poder da arte de criar pontes entre passado e presente, território e mundo, aproximando outras gerações da nossa tão rica cultura popular.
Projetos de Vida fortalecem sonhos e empreendimentos a partir do Programa Adolescentes e Jovens Empreendedores

Para além de planejar o futuro, os projetos de vida desenvolvidos no Programa Adolescentes e Jovens Empreendedores da Giral são ferramentas concretas de fortalecimentos dos empreendimentos dos participantes. Alinhando valores pessoais e profissionais, ao incentivar e orientar a reflexão sobre seus empreendimentos, despertamos a confiança dos adolescentes e jovens em seus próprios sonhos. A expectativa é que, em 2025, 80 projetos de vida sejam executados nos municípios atendidos pela iniciativa. O programa, que atua na formação cidadã e empreendedora de adolescentes e jovens, oferece oficinas, mentorias e ações comunitárias que abordam desde administração e gestão financeira até liderança, comunicação e marketing. Essa formação integral cria a base necessária para que os participantes possam desenhar e executar seus projetos de vida, conectando aprendizados à realidade de seus territórios. Para a coordenadora Isabela Carvalho, os projetos representam a culminância de todo o processo formativo. “Administração, liderança, gestão financeira, marketing e comunicação têm o intuito de despertar o que há de melhor na escrita do projeto. Esses módulos dão base para que a criatividade se expresse na hora da construção do projeto”, explicou. O impacto dessa metodologia aparece nos relatos dos jovens. Emilly Silva Santa Bárbara, 20 anos, empreendedora no ramo de alimentação em Feira Nova, avalia que a experiência foi decisiva para seu negócio. “O módulo de Projeto de Vida foi fundamental para o fortalecimento do meu empreendimento, pois me auxiliou a definir e organizar objetivos claros para o meu negócio, além de alinhar meus valores pessoais com os profissionais, tornando minha caminhada no empreendimento ainda mais assertiva e significativa.” Já Millenna, 15 anos, moradora do Sítio Campo da Sementeira, em Glória do Goitá, encontrou nos projetos de vida um estímulo para acreditar no próprio potencial. “Trabalho com ecobags personalizadas e o curso vem me ajudando bastante, tanto no meu negócio quanto no meu crescimento pessoal. Estou aprendendo a organizar melhor minhas ideias, a acreditar no meu trabalho e a enxergar novas possibilidades para o futuro”, diz a jovem. Millena relata que a cada aula aumenta sua motivação e acredita que cor dedicação e amor, é capaz de conquistar ainda mais. Ao valorizar os sonhos e transformá-los em planos concretos, os projetos de vida reafirmam o papel do Programa Adolescentes e Jovens Empreendedores como um espaço de formação, autonomia e geração de renda. Uma iniciativa da Giral que conta com o patrocínio da IAF, BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
Formações com famílias fortalecem vínculos e reafirmam compromisso da Giral com inclusão

Nos dias 21 e 22 de julho, a Giral promoveu seus encontros mensais com familiares de crianças e adolescentes atendidos pelos seus projetos. As atividades, que aconteceram em Glória do Goitá e Apoti, tiveram como tema “Educar para Incluir: o papel da família na construção de uma sociedade mais justa”. As formações são um momento de escuta ativa, diálogo e fortalecimento dos laços entre instituição e famílias — dois pilares que caminham juntos no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. “A família é a base para uma educação transformadora. Quando trabalhamos juntos, ampliamos as possibilidades de inclusão e garantimos direitos essenciais às novas gerações”, afirmou Nayara Tamires, coordenadora do setor psicosocial da Giral. A programação contou com uma palestra temática e dinâmicas de grupo que promoveram reflexões sobre a importância da inclusão, do respeito às diferenças e da promoção de valores como equidade e acolhimento no cotidiano familiar. Com esses encontros, a Giral reafirma sua aposta numa educação que vai além da sala de aula. A iniciativa faz parte do trabalho da Giral de integrar família, comunidade e instituição na promoção de uma educação sensível, participativa e transformadora. As ações contam com o patrocínio da BB Seguros e o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Educação e Vivências Inclusivas: Intercâmbio fortalece integração entre artistas do Paleta Coletiva

No último dia 15 de julho, enquanto parte da cidade descansava em pleno recesso escolar, os jovens artistas do Paleta Coletiva caminhavam por uma trilha rumo a uma experiência que criaria memórias afetivas importantes para o grupo. A aula de campo aconteceu no sítio onde mora a jovem artista Júlia Costa, na zona rural de Glória do Goitá. Uma oportunidade de estreitar laços e exercitar a arte em sua forma mais pura. “O percurso até acabou fazendo parte da experiência”, lembra Wemisson Araújo, educador responsável pelo grupo. “Já que, devido às chuvas e ao terreno íngreme, o carro não conseguiu subir até a residência, então caminhamos juntos”, completou. Ao longo do dia, os adolescentes observaram os elementos naturais e arquitetônicos da propriedade e produziram desenhos ao ar livre, registrando o ambiente com a sensibilidade de quem entende que arte e afeto caminham juntos. A anfitriã do encontro, Júlia Costa, viveu o dia com alegria incontida. “Eu acordei tão feliz que era capaz de explodir. Mal consegui dormir de tanta ansiedade por saber que meus amigos vinham aqui. Foi muito supimpa receber todo mundo”, contou, já fazendo planos para um próximo encontro. E, pr’além de um exercício técnico a aula de campo se tornou um espaço de conexão e escuta. Entre desenhos e observações, o grupo compartilhou histórias, emoções e brincadeiras. “Foi um momento de desconexão com a agitação do dia a dia, uma desconexão de tudo aquilo que acaba nos causando estresse e ansiedade”, afirmou a artista Lohana Farias. “O contato com a natureza, que nos faz tão bem, o contato sentimental com as pessoas, a forma com que cada um deixou-se cativar e ser cativado, foi um momento descontraído e excepcional.” Para Wemisson, essa vivência reforça o papel do Paleta Coletiva como um espaço de criação artística comprometido com o território e com as subjetividades dos jovens. “A escuta, o cuidado e a convivência são partes fundamentais do nosso processo. O que aconteceu nesse dia não se ensina em sala.” O Paleta Coletiva é um grupo de jovens artistas formado a partir do projeto Educação e Vivências Inclusivas, da Giral. Através da pintura, os adolescentes pesquisam, recriam e registram a cultura, as paisagens e o cotidiano do território onde vivem, fortalecendo sua identidade e expressão. O projeto é realizado com apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander, e promove o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, com foco em formação cidadã, cultural e política, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
Intercâmbios ampliam repertório cultural e fortalecem identidade de crianças e adolescentes

Os intercâmbios promovidos pelo projeto Educação e Vivências Inclusivas têm aproximado o conteúdo das oficinas do cotidiano e da história viva do território. São vivências que conectam arte, cultura e identidade, despertando novas possibilidades de futuro para crianças e adolescentes de Glória do Goitá. Recentemente, as turmas das oficinas de Teatro e Dança participaram de visitas ao Paço do Frevo e ao Museu Cais do Sertão, em experiências que dialogam com os conteúdos trabalhados em sala e expandem o repertório cultural dos participantes. “A ideia foi oportunizar acesso à cultura e ao lazer, principalmente agora nas férias, quando muitos não teriam como vivenciar isso por conta própria”, explica Renata Uchoa, coordenadora do projeto. Para os grupos de teatro e dança, a visita ao Paço do Frevo foi pensada como uma extensão das atividades que já vinham sendo desenvolvidas nas oficinas, como as aulas sobre o frevo, ministradas pelo arte-educador Marcelo Henrique. “A gente tentou revisitar esse lugar do frevo para entender sua importância, o que ele diz sobre identidade, cultura, memória — e também fazer esse recorte da identidade negra, que é algo que vamos abordar mais profundamente daqui pra frente.” O impacto da visita foi imediato entre os participantes. Lidenberg Filho, aluno das oficinas e dançarino dedicado, ficou emocionado com a experiência. “Fiquei muito feliz por saber ainda mais do frevo, da importância dele, das várias culturas envolvidas, das músicas e de onde tudo surgiu. Conheci mais profundamente coisas que a gente não sabia.” No Museu Cais do Sertão, a turma mergulhou em elementos da cultura nordestina: a oralidade, as tradições populares, a vida no sertão. “Trabalhamos esses espaços como continuidade do que é vivido nas oficinas, para trazer referências e inspirações”, reforça Renata. “Tudo que temos no Nordeste constitui a gente enquanto pessoa, enquanto cultura. E essas vivências fora da sala dão sentido à dança, à arte, à história que estamos construindo com eles.” Stéphane Thayane, participante da oficina de dança, também se encantou com o que viu. “Achei muito interessante a exposição, principalmente a parte da casa de taipa. Sempre gostei desse tipo de coisa”, comentou, referindo-se à ambientação do Cais do Sertão. Os intercâmbios não param por aí. Na próxima semana, será a vez das turmas da Oficina do Saber visitarem o Instituto Ricardo Brennand, onde participarão de uma visita mediada à exposição do artista Vik Muniz e poderão circular livremente pelo castelo que abriga o museu. “A quantidade de objetos e obras que vão encontrar ali com certeza vai provocar uma memória forte neles”, antecipa Renata. “Essas experiências ajudam a entender como o território e a cultura moldam as nossas histórias e subjetividades. E depois vamos usar isso nas aulas de leitura e escrita.” Segundo Renata, os intercâmbios não se encerram nas visitas. Eles inauguram uma nova etapa de aprofundamento nos temas vivenciados, com o apoio do Museu do Homem do Nordeste, que visitará a Giral para atividades formativas com foco na preservação do patrimônio imaterial. “Vamos tratar de referências da cultura local, de povos indígenas, de tudo que forma esse nosso tecido cultural”, explica a coordenadora. “Acredito que esse tipo de vivência tem um impacto subjetivo e intelectual muito profundo. Fica mais fácil trabalhar certos conteúdos quando a criança vive aquilo — quando a dança, por exemplo, ganha um sentido histórico, de resistência, de identidade.” O projeto Educação e Vivências Inclusivas é realizado pela Giral, com apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander. A iniciativa oferece oficinas no contraturno escolar, atendimento multiprofissional e atividades que promovem o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, com foco na formação cidadã, cultural e política, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
Sonhos Não Envelhecem: Oficina trabalha identidade, memória e autoestima de mulheres idosas

Um espelhinho passeia entre mãos que carregam as marcas do tempo. E quando os olhos se encontram com o reflexo, ouvimos diferentes histórias de vida. Depois, as mesmas mãos que seguram o espelho, costuram bonecas que refletem os traços e as vivências dessas personagens tão importantes: as participantes do Projeto Sonhos Não Envelhecem. A oficina de artesanato, conduzida pela artesã e educadora social Claudiane Oliveira, tem proposto uma experiência sensível de reconhecimento, pertencimento e valorização da trajetória de cada participante. Batizada de “Oficina Identidade”, a proposta tem como objetivo a confecção de uma boneca com características físicas e culturais das próprias mulheres — tom de pele, textura do cabelo, modo de se vestir. Mas, antes da costura final, o processo revela um universo potente de memórias, afetos e descobertas sobre si e sobre as outras, fortalecendo vínculos e reafirmando identidades. “A oficina é um espaço para elas se reconhecerem. Muitas são mulheres pretas, agricultoras, moradoras da zona rural. Aqui, elas têm a oportunidade de refletir sobre quem são, do que gostam, como se divertem, como se vestem”, explica Claudiane. A costura, nesse contexto, funciona como um pretexto para conversas profundas e trocas afetivas. A educadora reforça o caráter coletivo da experiência. “É uma troca. Elas falam de suas histórias, escutam as das colegas. Muitas nunca tinham parado pra pensar sobre si com esse cuidado: se reconhecer no próprio corpo, na sua cor, no seu cabelo. E tudo isso vai virar uma boneca, que é a representação de tudo isso que elas são.” A proposta tem gerado impactos positivos. “Hoje foi muito especial”, contou Maria José dos Santos Andrade, de 64 anos. “Aprendi coisas que eu não sabia. Conversando, a gente vai se dedicando e aprendendo mais ainda. Me conhecer foi maravilhoso. Minha cor, meu cabelo, meu jeito — tudo é perfeito, tudo é joia.” Para Ana Maria, de 66 anos, a oficina foi uma oportunidade de revelar algo que vai além do nome ou da aparência. “As pessoas me conheciam como ‘Aninha, filha de seu Perrito’, mas não sabiam do meu pensar, da minha história. Agora, me conheceram de verdade. E também escutar as histórias das outras foi muito bom — teve muita infância sofrida ali. A gente passou a entender umas às outras.” Focado em pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, o Projeto Sonhos Não Envelhecem promove saúde física e mental por meio de oficinas, rodas terapêuticas e atividades de lazer e aprendizagem. Incentivando o envelhecimento ativo e o fortalecimento de vínculos afetivos, o projeto valoriza o protagonismo, a convivência e os sonhos em todas as fases da vida. Para além de uma atividade manual a oficina expressa o compromisso da Giral com uma educação sensível, intergeracional e transformadora. Em cada boneca costurada há memória, afeto e afirmação. O Projeto Sonhos Não Envelhecem é uma iniciativa da Giral – Desenvolvimento Humano e Local, com patrocínio da SulAmérica, Instituto Ultra, Alura e Cia Muller.
Turismo e Hotelaria: Formatura celebra reposicionamento profissional e oportunidades de renda

Formar, qualificar e abrir caminhos reais de geração de renda: esse é o objetivo central do Curso de Formação Profissional em Serviços de Turismo e Hotelaria da Giral. No último sábado (12), a primeira turma da iniciativa celebrou sua formatura em um evento marcado pelo sentimento de dever cumprido. A cerimônia aconteceu na sede da organização, em Glória do Goitá. A manhã foi dividida em dois momentos principais. No primeiro, os formandos colocaram em prática os conhecimentos adquiridos ao longo dos dois meses de formação, organizando de forma autônoma uma mesa de frutas e um coffee break completo: do corte dos alimentos à montagem cuidadosa da recepção. “Foi uma verdadeira mostra de organização, trabalho em equipe e atenção aos detalhes. Uma cerimônia que se encerra com sabor e beleza”, afirmou o educador Gilberto Lima. No segundo momento, os alunos participaram de uma roda de conversa com a equipe da Giral para partilhar aprendizados e planos futuros. Gilberto reforçou a a importância curso: “Mais do que técnicas, esta formação despertou potenciais, fortaleceu competências e ampliou perspectivas. As aulas de educação financeira e empreendedorismo, em especial, provocaram reflexões profundas sobre o uso consciente do dinheiro e o desejo de empreender com propósito.” Para Elizângela Oliveira, uma das formandas, a experiência foi além das expectativas. “Durante o curso, tive a oportunidade de aprender sobre atendimento ao cliente, recepção em hotéis e organização de eventos. Saio mais segura, preparada e motivada para aplicar tudo o que aprendi”, afirmou. Ela já vislumbra os próximos passos: “Quero buscar oportunidades em hotéis, pousadas ou eventos e continuar me especializando. Essa área sempre me chamou atenção.” Ana Lúcia Vieira falou sobre a experiência de forma afetiva. “Foi uma vivência única de troca, conhecimento e amizades que ficarão para sempre na memória. O curso marcou a mim e a todos os participantes, com momentos especiais ao lado de pessoas maravilhosas e com o apoio de uma equipe nota 10”, contou. A coordenadora do projeto, Luciene Moura, destacou que o encerramento da formação marca o início de novos sonhos e oportunidades. “Este dia fica guardado com carinho no coração. Representa superação de desafios e a confirmação de que nunca é tarde para acreditar em si mesmo. Hoje saem daqui pessoas capacitadas, que acreditam que é possível escrever uma nova história, independentemente da idade ou do gênero”, afirmou. A coordenadora também agradeceu à ONG Giral, à equipe do projeto e ao educador Gilberto Lima, “por todo o cuidado e dedicação que marcaram essa caminhada”. O Curso de Turismo e Hotelaria integra as ações da Giral voltadas à formação profissional com foco em autonomia e inclusão produtiva. A proposta alia prática e desenvolvimento de competências técnicas e humanas, aproximando os alunos de oportunidades reais no mercado. A iniciativa é realizada pela Giral em parceria com o Ministério das Mulheres, por meio do Termo de Fomento nº 951007/2023.
De Feira Nova para os palcos: educador da Giral conquista espaço na Orquestra Sinfônica de Pernambuco

Aos 22 anos, o jovem violoncelista Isaac Teixeira acaba de dar um passo marcante em sua trajetória artística: foi selecionado para integrar a Orquestra Sinfônica de Pernambuco, uma das formações mais respeitadas do estado. A conquista é motivo de celebração para toda a equipe da Giral, especialmente para os participantes do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, do qual Isaac é educador. Nascido em Feira Nova, filho de um pedreiro e de uma agricultora, Isaac conheceu a música aos 14 anos por meio de um projeto social em sua cidade. Começou a estudar violoncelo com um instrumento emprestado — o mesmo que utiliza até hoje — e desenvolveu seus talentos como autodidata, já que não havia professor de violoncelo no projeto. Ainda assim, não desistiu. Com muita dedicação, o jovem pesquisou e estudou horas a fio para dominar o instrumento. Em 2022, sua história cruzou com a da Giral, quando conheceu o projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento. Convidado pelos maestros a participar da formação da Orquestra da Giral, passou de voluntário a monitor e, em 2025, tornou-se educador do projeto. Ainda em 2024, o jovem músico, também conquistou uma vaga no curso técnico em violoncelo do Conservatório Pernambucano de Música (CPM). Agora, integrar a Orquestra Sinfônica de Pernambuco — criada pelo próprio CPM e composta por 45 músicos, entre professores, estudantes e convidados — é um marco em sua trajetória profissional. “Sinto que esse é um objetivo alcançado. Meu maior desejo é trabalhar tocando em orquestras ou em grupos. Essa experiência ajuda muito a entender como funciona a música orquestral e passar esse conhecimento para a Orquestra MMA”, comenta Isaac, referindo-se à Orquestra Meninas e Meninos da Alegria, da Giral. Sua presença em uma instituição de prestígio como a Orquestra Sinfônica reforça o compromisso da Giral com a formação artística de excelência e o desenvolvimento humano. A conquista de Isaac inspira, educadores e estudantes, a fortalece o projeto ao conectar os aprendizados da sala de aula com a prática profissional de alto nível. A trajetória de Isaac é exemplo do poder transformador da educação e da arte. Do quanto talentos podem florescer, mesmo em contextos de vulnerabilidade, quando há incentivo, apoio e espaço para sonhar. O projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento é realizado pela Giral com patrocínio da BB Seguros.
Vidas e Sonhos: Arraiá celebra cultura popular e envelhecimento ativo em Glória do Goitá

Junho passou, mas as bandeirinhas coloridas ainda tremulavam ao vento, e o cheiro de milho cozido continuava a preencher o ar. Mesmo com o fim dos festejos, o espírito junino estava vivo na quadra da Escola Dom Miguel, em Glória do Goitá, na última sexta-feira(04). Foi lá que os participantes dos projetos Vida Feliz e Sonhos Não Envelhecem celebraram juntos um grande arraiá, a culminância de um processo que além da festa mobilizou saberes e memórias. Neste ano, a proposta do festejo foi além da tradição. Inspirada na xilogravura — expressão artística fortemente ligada à literatura de cordel —, a vestimenta dos participantes deixou de lado o xadrez e a chita para dar lugar a roupas que homenageiam essa linguagem tão marcante da cultura nordestina. A escolha não foi aleatória: ao longo das oficinas de alfabetização e letramento, conduzidas pela educadora Manuella Gomes, as idosas mergulharam no universo do cordel e da oralidade, conectando suas próprias histórias às raízes da arte popular. “Esse mês junino a gente trabalhou muito sobre cultura, oralidade, tradição e o saber popular. Fomos construindo esse repertório com elas a partir das vivências e das memórias que cada uma traz”, contou Manuella. O resultado foi uma apresentação marcada pela originalidade e pelo respeito à tradição. Para o educador Marcelo Henrique, a quadrilha desse ano foi também um exercício de corpo e mente. “Optamos por uma quadrilha mais estilizada, com elementos novos. Isso exigiu muito delas — coordenação motora, memorização dos passos, da letra da música — e foi lindo ver o empenho. Muitas não conheciam a xilogravura, nem o cordel, e se encantaram. A gente viu o quanto elas se dedicaram e gostaram desse processo.” Luiza Alves de Souza, uma das participantes do projeto, resumiu o sentimento compartilhado por muitos: “A gente tem um pouco de dificuldade porque já somos idosas, mas graças a Deus hoje deu tudo certo. Fiquei muito feliz, mesmo com meu problema de pulmão. A quadrilha foi show de bola!” O evento reforça o compromisso da Giral com uma educação integral e afetiva, que reconhece o envelhecimento como um tempo de potência e expressão. Ao valorizar a cultura local, promover trocas entre gerações e integrar diferentes áreas do saber, projetos como Vida Feliz e Sonhos Não Envelhecem mostram que as tradições juninas também são um espaço de resistência, celebração e aprendizagem. Uma iniciativa da Giral que conta com o patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, SulAmérica, Instituto Ultra, Alura, Perfect Automotive, Grupo Sabará e apoio do Programa Parceiro do Idoso, do Santander.
Escola de Comunicação: com atividades práticas módulo de fotografia amplia repertório de jovens

A fotografia vai muito além de registrar um instante — é construir uma narrativa, transmitir uma ideia, revelar um olhar. Na Escola de Comunicação da Giral, os jovens têm se aprofundado nos fundamentos dessa linguagem visual, compreendendo como luz, enquadramento, composição e contexto podem transformar uma simples imagem em ferramenta de comunicação, trabalho e expressão pessoal. Ministrado pelo educador Alcides Júnior, o módulo de Fotografia tem como objetivo apresentar os principais elementos técnicos e criativos que estruturam a área. “Nosso foco é ajudar esses jovens a desenvolverem um olhar fotográfico, entendendo como usar a luz, o ângulo, os planos. São conceitos simples, mas que fazem toda a diferença, seja para contar uma história, divulgar um produto ou registrar um momento”, explica o educador. “Nosso foco é ajudar esses jovens a desenvolverem não somente um olhar fotográfico, mas também uma sensibilidade visual, estimulando-os a parar e enxergar ao seu redor com mais atenção. Utilizando conceitos simples como a luz, o ângulo, os planos e para isso, que fazem toda a diferença na hora de fotografar” A proposta tem gerado impacto entre os participantes, especialmente por mostrar como a fotografia pode ser aplicada no dia a dia e até mesmo abrir portas profissionais. Alana Moreira, conta que nunca tinha usado uma câmera manual antes do curso. “Aprendi a enxergar o mundo com um novo olhar, valorizando cada detalhe. A forma como o conteúdo foi explicado, com clareza e na prática, fez toda a diferença. Saí da aula inspirada e motivada a continuar explorando esse universo incrível da fotografia.” Para o coordenador pedagógico do projeto, Agamenon Porfírio, a formação fotográfica tem um papel estratégico. “Fotografar é um ato político, é uma forma de ler o mundo e de intervir nele. Ao oferecer esses conhecimentos técnicos e conceituais, a gente também possibilita que esses jovens passem a se ver como produtores de imagem, como pessoas capazes de comunicar o que vivem, o que criam, o que sonham. Seja pra empreender, pra registrar a comunidade ou até pra seguir profissionalmente, a fotografia é uma chave potente.” A ação integra a Escola de Comunicação, projeto da Giral que promove formação cidadã e inclusão digital, conectando jovens ao mercado e ao território por meio da comunicação e das tecnologias. Os módulos incluem fotografia, copywriting, design, produção de vídeos, desenvolvimento de aplicativos e educação financeira. Apoiado pelo Instituto Cooperforte, o projeto tem se consolidado como um espaço de potência e transformação para as juventudes do interior de Pernambuco.
Curso de Turismo e Hotelaria da Giral avança com foco na prática e preparação para o mercado de trabalho

Com olhar atento ao mercado e aos desafios do setor, a Giral segue formando jovens e adultos para o mundo do trabalho através do Curso de Formação Profissional em Serviços de Turismo e Hotelaria. A iniciativa, que alia teoria, prática e perspectiva empreendedora, já caminha para sua reta final com uma etapa muito aguardada: a imersão prática no Hotel Monte Castelo, onde os participantes terão a oportunidade de aplicar, em ambiente real, os conhecimentos adquiridos ao longo das aulas. Em pouco mais de um mês, os estudantes trabalharam com temas que vão desde a hospitalidade e o atendimento de excelência até a manipulação de alimentos e a organização do serviço de salão. Para Gilberto Lima, educador responsável pela formação, o grande diferencial do curso está na conexão entre sala de aula e mercado. “Essa viagem é uma oportunidade para que eles possam colocar em prática tudo o que foi construído. Desde a montagem da mise en place até o atendimento ao cliente, tudo será vivenciado com clientes reais. Eles vão entender, na prática, o que significa oferecer um bom dia, um seja bem-vindo, um atendimento acolhedor e eficiente”, explicou. A aluna Amanda de França, uma das participantes do curso, já sente os impactos da formação. “Minha experiência tem sido incrível! Estou aprendendo muito sobre as funções do garçom e como ele pode influenciar a experiência do cliente. A parte mais interessante foi entender a combinação entre pratos e bebidas — nunca imaginei como isso poderia fazer tanta diferença”, contou. Para ela, a maior dificuldade até agora tem sido a gestão do tempo durante o atendimento. “Mas sei que a vivência vai ajudar nisso. Estou muito ansiosa para colocar tudo em prática, lidar com situações reais e aprimorar minha confiança.” A imersão no hotel, além de uma experiência técnica, representa também um passo na transformação das carreiras desses participantes. Como resume Gilberto, “é nesse encontro com a realidade que os alunos desenvolvem habilidades como organização, proatividade e trabalho em equipe. A ideia é que saiam do curso não só com qualificação, mas preparados para atuar e empreender no setor.” A proposta do curso é clara: formar, qualificar e encaminhar. Com aulas presenciais, oficinas práticas, encontros com profissionais da área e atividades de campo, o curso oferece um panorama realista e aplicável sobre as oportunidades do setor. E com a chegada da imersão, os alunos começam a enxergar, de forma concreta, as portas que podem se abrir — seja no mercado formal ou em empreendimentos próprios. O Curso de Formação Profissional em Serviços de Turismo e Hotelaria é uma iniciativa da Giral – Desenvolvimento Humano e Local, em parceria com o Ministério das Mulheres, por meio do Termo de Fomento nº 951007/2023.
Tecnologia: Formatura marca encerramento de curso em IA e Segurança da Informação em parceria com a UFPE

No último sábado, a Escola de Tecnologia da Giral celebrou a formatura da primeira turma do curso de extensão “Inteligência Artificial aplicada à Segurança da Informação”, realizado em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O encerramento da formação contou com a presença do coordenador da extensão, professor Sidney Marlon e de representantes da diretoria da Giral. Ao longo de um ano, com encontros semanais aos sábados, os participantes se dedicaram a desafios de aprendizagem que incluíram desde os fundamentos do machine learning até as aplicações da inteligência artificial no combate a ameaças digitais. A proposta foi aliar teoria e prática, preparando jovens para um mercado em plena expansão: o setor de tecnologia da informação. “A ideia foi construir uma ponte entre jovens que buscam inserção no mercado e a carência de mão de obra qualificada, sobretudo no polo tecnológico do Recife”, explicou o professor Sidney Marlon. “Antivírus, firewalls e sistemas de detecção de ameaças que utilizam IA foram temas centrais, mas o principal é que essa formação abre portas reais para esses jovens.” Um dos destaques do curso foi a criação de um banco de talentos — uma plataforma onde os estudantes disponibilizam seus portfólios, ampliando sua visibilidade junto ao mercado. Muitos dos formandos já atuam como profissionais autônomos, enquanto outros se preparam para avançar na carreira com novos cursos e certificações. Daniel Silvestre, estudante de engenharia e monitor do curso, destacou o impacto da formação em sua trajetória. “Foi uma oportunidade única. Tudo que aprendi aqui já está sendo aplicado no meu dia a dia, e agora consigo ver novas possibilidades para minha carreira.” Felipe Leão, outro participante, reforçou o desejo de seguir na área: “Foi um curso que me abriu os olhos. Quero continuar estudando, me especializar e atuar com tecnologia.” Mas o projeto não se encerra aqui: já está confirmada a abertura de uma nova turma em agosto. E, como sinal de continuidade e de fortalecimento da proposta de fortalecer o aprendizado dos participantes, alguns dos jovens que se formaram nesta primeira edição do curso retornarão como monitores. Para Leonildo Moura, presidente da Giral, a iniciativa representa bem mais do que uma capacitação técnica. “Essa parceria com a UFPE fortalece nossa missão de inclusão digital e democratização do conhecimento. Em uma cidade como Glória do Goitá, onde a economia é majoritariamente agrária, formar jovens para a tecnologia é ampliar horizontes e possibilidades.” Como lembra o professor Sidney, “os ataques cibernéticos não param de crescer. O que estamos fazendo aqui é formar uma nova geração de profissionais capazes de responder a esse desafio e suprir a demanda do mercado.” A formatura marcou o fim de um ciclo, mas também o início de uma nova etapa: a de jovens preparados para ocupar espaços no campo da tecnologia da informação, transformando suas realidades a partir da educação.
Paleta Coletiva encerra processo de pesquisa para nova exposição sobre a cultura popular de Pernambuco

Depois de meses de visitas, escutas e vivências em campo, o grupo Paleta Coletiva, formado por adolescentes do Projeto Educação e Vivências Inclusivas, concluiu a etapa de pesquisa para a produção de sua nova exposição artística. A mostra, que será lançada em agosto durante a Semana do Patrimônio no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), terá como tema central três grandes manifestações culturais de Pernambuco: o Mamulengo, o Maracatu de Baque Solto e o Cavalo Marinho. O processo de construção envolveu uma imersão no território dos saberes e culturas populares. Os jovens artistas visitaram o museu do Mestre Zé de Bibi, patrimônio vivo de Pernambuco e referência do Cavalo Marinho no Brasil; dialogaram com o Maracatu Carneiro Manso, uma das mais tradicionais agremiações de Glória do Goitá; e mergulharam na história do Teatro de Mamulengo na Casa da Cultura Popular – CASACUPO, com Cida Lopes, filha de um dos maiores mamulengueiros do estado, o Mestre Zé Lopes. Os encontros se deram a partir de um processo de escuta, afeto e reconhecimento de identidade. “Conversar com Cida trouxe um novo olhar. A gente só via o mamulengo de forma superficial. Agora tenho mais interesse em conhecer ainda mais o mamulengo, o cavalo marinho e o maracatu. Descobri que não é só uma brincadeira”, contou a jovem Diná Ketula após a visita à CASACUPO, a última das visitas da pesquisa feita pelo grupo. No Carneiro Manso, os relatos de resistência, transformação e ancestralidade também tocaram os artistas. “Toda essa vivência fortaleceu o entendimento das narrativas que eles estão criando agora nas telas. São discursos que partem de dentro do território, que falam da gente”, explicou Wemison Araújo, educador e curador da exposição. Já no Sítio Malícia, com Mestre Zé de Bibi e sua filha Michele, os adolescentes entenderam o quanto a oralidade, o improviso e o pertencimento são fundamentais para a continuidade do Cavalo Marinho. “A partir das histórias a gente pôde aprender muito. Gostaria de continuar participando dessas vivências”, comentou Lohana Farias, também integrante do paleta. A nova exposição, intitulada “O Riso, o Baque e o Galope”, trará 18 telas criadas a partir dessas experiências. As obras refletem os diálogos entre tradição e juventude, memória e criação, território e futuro. A expectativa é que a mostra ajude a desmistificar preconceitos, valorizar os saberes populares e fortalecer o sentimento de pertencimento das novas gerações com a cultura de Glória do Goitá. Como reforça Wemison: “Não queremos apenas colorir paredes. Queremos que cada obra carregue o peso, a beleza e a verdade desses encontros.” A iniciativa, realizada pela Giral, conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Paleta Coletiva visita a Casa Cupo e mergulha na história do Mamulengo em Glória do Goitá

Cirleide do Nascimento, mais conhecida como Cida Lopes, é uma mulher mamulengueira, mãe de três filhas, que herdou do pai, o mestre Zé Lopes, o ofício mágico do teatro de mamulengo. Foi na Casa da Cultura Popular – CASACUPO que Cida recebeu os adolescentes do Grupo Paleta Coletiva para um encontro cheio de histórias e memórias.Até os sete anos de idade, Cida viveu na casa da avó. Quando voltou a morar com o pai, se encantou de vez com os bonecos. Foi ali que descobriu todo o encantamento por trás desse folguedo popular. “Muitas vezes eu abria o baú, tentando flagrar os bonecos se mexendo… Eles não são só bonecos. Pra mim, são como se fossem pessoas”, conta Cida. Ela complementa: “Também era assim que meu pai via os bonecos… Ele acreditava que era gente de verdade.”Muitos acreditam que o mamulengo veio de Portugal, mas, segundo Cida, as apresentações de lá são bem diferentes das nossas. Aqui no Brasil, o mamulengo surgiu como uma forma de catequização, ainda no primeiro século da invasão europeia. Em Olinda, os negros escravizados, inspirados nas apresentações de presépios, começaram a criar suas próprias versões dentro das senzalas. Foi dali que nasceu o termo. Primeiro, “mão molenga”, depois “mão molengo”, até virar “mamulengo”.“Um pedaço de madeira e um trapo de saco viravam um personagem que ajudava a divertir e contar as histórias do povo, de forma descontraída”, explica.Glória do Goitá, hoje reconhecida como a Capital Estadual do Mamulengo, teve grande influência nessa história. Segundo Cida, as primeiras apresentações de que seu pai se lembrava vieram com o mestre Luiz da Serra, que saía de Vitória de Santo Antão para se apresentar em Glória. “Naquela época, mulheres e crianças não podiam participar da brincadeira. No máximo, assistiam de longe ou ajudavam a preparar as coisas nos bastidores. Se uma criança tentava entrar na barraca, os adultos usavam até da força pra impedir”, lembra.Mas Zé Lopes foi ousado desde cedo. Certa vez, depois de uma apresentação de Luiz da Serra, um dos bonecos quebrou. Zé Lopes, com apenas 10 anos, se ofereceu para consertá-lo, mas foi repreendido pelo mestre. Mesmo assim, não desistiu: consertou o boneco e fez o seu próprio. Logo depois, se aproximou de Zé de Vina, mais velho e também apaixonado pela arte, e juntos fundaram o primeiro grupo de mamulengo da cidade.Durante muito tempo, o mamulengo foi visto com preconceito, associado a “gente desocupada, vagabundo, marginalizado”. Zé Lopes fez questão de quebrar esse estigma com o próprio exemplo de vida. Nunca se envolveu em situações que pudessem reforçar essa visão distorcida sobre a brincadeira.Foi também o primeiro mamulengueiro a sair do país e a dar aula em universidade, levando adiante o saber popular com dignidade e orgulho, e apresentando o Mamulengo que ele chamou de “Teatro do Riso” para o mundo.Na época de Zé Lopes, os espetáculos podiam contar com até 120 personagens, começando às seis da noite e indo até às cinco da manhã do dia seguinte. Hoje, com a cultura de massa ganhando mais espaço, tudo ficou mais rápido e limitado: “Meu mamulengo hoje tem cerca de 40 personagens, e nem todos se apresentam. Depende do tempo… e também se o personagem quer entrar em cena. Eu converso com eles, vejo se estão dispostos. O que pra alguns é só um pedaço de madeira, pra mim é um Sargento, um Simão, uma Quitéria…”Cida tem uma conexão íntima com seus bonecos. “O lugar mais mágico que existe é dentro da barraca, junto deles. Lá não tem tristeza, nem depressão”, diz com brilho nos olhos. A construção dos personagens vem da convivência com o pai, da observação do povo e da criatividade dela: “O mamulengo era o jornal da cidade. Muitos personagens nasceram de pessoas reais. As histórias aconteciam dentro de uma fazenda, mas hoje a gente inclui personagens novos que vão surgindo com o tempo.”Sobre o futuro, Cida tem um sonho: “Gostaria muito de voltar aos países por onde meu pai passou, nem que fosse só pra ver os bonecos dele expostos nos museus.” Enquanto isso, segue preparando as filhas para conhecerem tudo sobre essa cultura. Mas deixa claro que a escolha de seguir ou não o caminho do mamulengo será delas.“Viver só de cultura ainda é difícil, mas no tempo do meu pai era bem pior. Muitas vezes, o chapéu passava no fim da apresentação pra juntar uns trocados, outras vezes se fazia a apresentação de graça.” Ainda assim, Cida não desanima: “É preciso valorizar o que é nosso. O mamulengo é uma cultura única, que só existe do jeito que é aqui. Se a gente não cuidar… pode se perder.”A visita à CASACUPO faz parte da pesquisa do Grupo Paleta Coletiva, integrante do Projeto Educação e Vivências Inclusivas. Os jovens artistas estão preparando uma nova exposição sobre a cultura popular de Glória do Goitá, que vai abordar manifestações como o Cavalo Marinho, o Mamulengo e o Maracatu. A iniciativa, realizada pela Giral, conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Primeira formatura da Escola de Moda em Feira Nova celebra autonomia e impacto social

Na noite da última quarta-feira (11), a Câmara de Vereadores de Feira Nova se transformou em uma passarela de histórias de vida e transformação. O motivo foi a formatura da primeira turma da Escola de Corte, Costura e Modelagem da Giral no município, celebrando a formação de 65 mulheres em uma área com cada vez mais demanda e o fortalecimento de novos empreendimentos locais. Fruto da parceria entre a Giral e a Gestão Municipal de Feira Nova, com o apoio do Ministério das Mulheres, a formação aconteceu no novo espaço da Giral no município, localizado nas proximidades do Estádio O Gonzagão. Com a proposta de capacitar mulheres para gerar renda, a formação fortalece o protagonismo feminino e contribui para o desenvolvimento territorial. “O desenvolvimento não se faz sem o envolvimento das pessoas. E aqui nós estamos construindo um desenvolvimento com sustentabilidade, porque ele é feito com as mãos de cada uma de vocês, de cada feiranovense que acreditou nessa oportunidade”, declarou Everaldo Costa, fundador da Giral, durante a cerimônia. “A partir dela se cria autonomia, eleva-se a autoestima, conquista-se o próprio dinheiro. Isso é transformação social.” A solenidade foi marcada por uma programação emocionante. Além da mesa de autoridades — composta pelo prefeito Joel Gonzaga, o presidente da câmara Marcelo Coelho, representantes da Giral e outras lideranças — o público acompanhou a exibição de um vídeo institucional com relatos das alunas, um desfile das autoridades vestidas pela Escola de Moda e, por fim, o aguardado desfile das formandas, que apresentaram roupas criadas e costuradas por elas mesmas. Cinara Socorro, uma das formandas, falou em nome das turmas: “Não é só sobre concluir um curso. É sobre sairmos confiantes, determinadas a continuar. Muitas de nós não sabíamos nem colocar a linha na agulha da máquina. Hoje somos capazes de criar, de sonhar de novo. Tudo que um sonho precisa é de alguém que acredite.” A educadora Jackeline Oliveira destacou que várias alunas já estão empreendendo com base nos conhecimentos adquiridos durante o curso, movimentando a economia local com suas habilidades. Para a coordenadora do projeto, Luciene Moura, a formatura é só o começo. “É uma conquista coletiva. Um passo rumo a um futuro de mais oportunidades, mais renda e mais dignidade para as mulheres de Feira Nova.” O prefeito Joel Gonzaga também celebrou o impacto da iniciativa: “Aprender uma profissão muda vidas. Muda a realidade da família, da vizinhança, da cidade. Este é um marco para o nosso município.” As inscrições para a nova turma da Escola de Moda em Feira Nova já estão abertas e seguem até quarta-feira (18/06), com vagas limitadas e processo seletivo presencial na sede da Giral no município. A Escola de Moda é uma iniciativa realizada em parceria com o Ministério das Mulheres e apoio da Prefeitura Municipal de Feira Nova, e reafirma o compromisso da Giral com a promoção da autonomia e empoderamento femininos.
Intercâmbio do Projeto Vida Feliz valoriza memórias e tradições em visita a casa de farinha em Feira Nova

Na última quarta-feira (11), quem passasse pelo campo de futebol do Sítio Queimados, em Feira Nova, observaria uma movimentação pouco comum. Em meio a saias coloridas de chita, loas e versos ecoavam no ar, entre risadas e batidas de instrumentos de percussão, eram entoadas cantigas de trabalho — ou de terreiro. A cerca de 20 metros da casa de farinha de Adriana e Sandro, os participantes do Projeto Vida Feliz iniciavam mais um dia de intercâmbio. A visita, realizada pelo grupo Terreiro da Memória — oficina do projeto que promove o resgate da cultura popular por meio da música — teve como foco acompanhar o processo de produção da farinha e, mais que isso, despertar lembranças. Para muitos, casas como aquela marcaram momentos importantes da vida, do trabalho e da família. A cada etapa do processo — enquanto Sandro e Adriana peneiravam a massa ou acendiam o forno — histórias se entrelaçavam ao cheiro da goma e ao calor do fogo. Eramos presenteados com lembranças de casas de farinha do passado, dos amigos, das dores e das alegrias que o tempo não apaga. Dona Zita, como é carinhosamente chamada Alaíde Luiza, falou com saudade dos tempos em que morava na zona rural. Lembrou das plantações, das galinhas que criava, e do tempo que dividia o trabalho com o marido, já falecido. “Agora, na cidade, tudo a gente tem que comprar”, lamentava. Marluce Helena, outra participante do grupo, descreveu o momento como um reencontro com a vida. “Faz três meses que meu pai faleceu, e foi na Giral que eu encontrei o apoio que precisava, um lugar pra clarear os pensamentos”, contou. Ela era uma das mais animadas na caminhada até a casa de farinha, entoando versos que ressoavam como afirmação de pertencimento: “Dona Felicidade esse Giral não conhecia, mas agora dentro dele nós fazemos moradia.” Voltado à promoção do bem-estar e da qualidade de vida na terceira idade, o Projeto Vida Feliz oferece atividades culturais, terapêuticas e educativas que valorizam memórias, saberes e histórias de vida. Oficinas de artesanato, teatro, dança, rodas de conversa e práticas esportivas que fortalecem a autoestima, a convivência e o envelhecimento ativo, promovendo autonomia e cuidado integral. Mais que uma visita, o intercâmbio foi um espaço de encontro e escuta, onde o passado dialoga com o presente e reafirma a importância de cada história de vida. Como disse com sabedoria Dona Lúcia Severina, outra participante do Vida Feliz: “Viver é diferente de estar vivo!” O Projeto Vida Feliz é uma iniciativa da Giral e conta com o patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, Perfect Automotive e Grupo Sabará, com apoio do Programa Parceiro do Idoso, do Santander.
Por Direitos e Voz: Giral sedia 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Glória do Goitá

“Idoso não tem sonho?” — foi com essa provocação que Everaldo Costa, fundador da Giral, abriu sua fala na 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Glória do Goitá, realizada no último dia 6 de junho, na sede da organização. O evento, promovido pelo Conselho Municipal do Idoso por meio da Secretaria de Políticas Sociais, Desenvolvimento, Trabalho e Juventude, reuniu autoridades, especialistas, profissionais da rede de proteção e dezenas de pessoas idosas para discutir políticas públicas com foco em equidade, cuidado e participação. Com o tema “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por equidade, direitos e participação”, a conferência foi um marco para o município. A abertura contou com falas de representantes do poder público e da sociedade civil. O prefeito Jaime Lima destacou a necessidade de respeito e valorização: “O que a gente busca hoje é o respeito da sociedade com essas pessoas que já contribuíram tanto. Que os direitos da população idosa sejam de fato respeitados.” Everaldo Costa reforçou que o evento era, sobretudo, um espaço de protagonismo: “Apesar de estar aqui falando, hoje é o dia de vocês falarem. É papel do governo e da sociedade garantir os direitos dos idosos.” Ao longo do encontro, a programação contou com mesas temáticas, apresentações culturais e diálogos com especialistas. Um dos momentos de destaque foi a participação de Sônia Alten, presidente do Conselho Estadual da Pessoa Idosa, que reforçou a urgência da garantia de direitos, da acessibilidade e da moradia digna para a população idosa. “Foi um dia enriquecedor, com a presença massiva de pessoas idosas — para muitas, a primeira vez participando desse tipo de construção coletiva”, afirmou Robervânia Costa, coordenadora do projeto Vida Feliz. Ela também celebrou as expressões culturais que marcaram o evento, com destaque para o grupo de cantiga de terreiro, formado por participantes da oficina de musicalização do projeto, que emocionou o público presente. A conferência representou um passo importante na consolidação de políticas públicas voltadas ao envelhecimento com dignidade. Foi um espaço em que o poder público e a sociedade civil puderam se escutar, levantar demandas reais e propor caminhos para um futuro mais justo para quem tanto já contribuiu com sua comunidade. Como destacou Everaldo, “é com escuta, reconhecimento e compromisso que garantimos que cada idoso e idosa possa seguir sonhando — e tendo seus direitos respeitados”.
Jovens e Adolescentes Empreendedores: módulo de educação financeira fortalece formação e negócios locais

Controlar os próprios gastos, entender o valor do trabalho, precificar com consciência e pensar o futuro com responsabilidade. Esses foram alguns dos aprendizados vivenciados pelos jovens do Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores durante o módulo de Gestão Financeira, promovido pelo Programa de Jovens e Adolescentes Empreendedores Giral nos municípios de Glória do Goitá, Pombos, Lagoa de Itaenga e Feira Nova. Ministrado pelo educador Alexandre Constantino, o módulo abordou temas como orçamento pessoal, fluxo de caixa, precificação, pró-labore e metas financeiras. Tudo de forma acessível, prática e conectada às realidades dos participantes, que, em sua maioria, estão iniciando sua trajetória empreendedora ou dando os primeiros passos na organização de suas finanças pessoais. “O módulo foi de grande impacto. As atividades práticas funcionaram como aceleradoras de resultados e incentivaram mudanças de comportamento muito significativas. A gente percebeu um interesse coletivo em tomar nota, refletir e aplicar os conteúdos no dia a dia”, avaliou Constantino. Segundo ele, o retorno dos jovens durante e após os encontros demonstrou o quanto a temática é essencial para o sucesso e sustentabilidade de seus negócios. Para a coordenadora do projeto, Isabela Carvalho, a educação financeira é um dos pilares mais importantes da formação empreendedora. “A ideia é conectar teoria e prática. Trabalhar com precificação, entender receitas e despesas, estabelecer metas e planejar com visão estratégica. Isso torna os empreendimentos mais sustentáveis e fortalece o protagonismo dos nossos jovens.” Os relatos dos participantes revelam como o módulo já vem gerando impactos reais. Emilly Silva, de 19 anos, é proprietária da Divina Sorveteria, em Feira Nova, junto com a sócia e amiga. Ela conta que a formação foi um divisor de águas. “Aprendemos sobre precificação, pró-labore e novas técnicas de vendas. O curso foi uma oportunidade valiosa. Agradeço especialmente ao Sr. Constantino, que partilhou tanto conhecimento com a gente.” Já Michely Karina, de Lagoa de Itaenga, destacou o quanto o módulo ajudou a identificar falhas e reorganizar sua vida financeira. “Eu achava que entendia alguns conceitos, mas só conhecia de nome. Aprendi a separar o que é pessoal do que é do negócio. Tudo foi explicado de forma leve, com exemplos que fizeram sentido. Isso mudou meu olhar.” O Programa de Jovens e Adolescentes Empreendedores é uma iniciativa da Giral que oferece oficinas, mentorias e vivências para a formação de jovens lideranças, com foco em empreendedorismo, cidadania, protagonismo juvenil e impacto social. O módulo de Gestão Financeira é um dos componentes da formação que acontece ao longo de um ano, contribuindo diretamente para a autonomia e a construção de negócios sustentáveis. Realizado pela Giral, o programa conta com o patrocínio da IAF, BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
Arte e Educação: Exposição “Olhares Rurais” recebe visita de crianças da Creche Maria Belina

Na última terça-feira(03), o Centro Cultural Mestre José Lopes, em Glória do Goitá, recebeu uma visita especial: turmas da educação infantil da Creche Municipal Maria Belina Vieira Miranda mergulharam, pela primeira vez, no universo da arte e da cultura popular da sua própria cidade. A visita integrou as ações do projeto Educação e Vivências Inclusivas e foi marcada por olhares curiosos e muitas descobertas. As crianças, com idades entre 2 e 4 anos, participaram de uma mediação lúdica pela exposição Olhares Rurais: Memórias e Transformações do Campo, seguida de atividades educativas que abordaram temas ligados ao cuidado com o meio ambiente. A iniciativa foi realizada com o apoio da Secretaria de Cultura e Esportes do município. Para a coordenadora do projeto, Renata Uchôa, o momento teve uma potência única. “As telas inspiraram conversas sobre a cidade, os bichos, as casas de barro… tudo a partir do ponto de vista das crianças. Foi uma oportunidade de trabalhar, de forma sensível, a coordenação motora, a percepção estética e o pertencimento ao território. Mesmo tão pequenas, elas absorvem e devolvem em forma de expressão tudo que é vivido com afeto e estímulo.” A professora Iva Lima destacou o quanto essa vivência fora do ambiente escolar convencional é significativa. “É gratificante, porque é um aprendizado diferente pra eles. Eles fazem a leitura das telas a partir do lugar onde estão, com a linguagem e os sentidos deles. Apesar de serem tão pequenos, têm muito a nos ensinar.” A atividade reforça o compromisso da Giral com uma educação integral, que valoriza o brincar, a arte e o território como ferramentas de formação cidadã desde a primeira infância. Para além da visita, ficou a lembrança – e talvez a semente – de que a cultura local é também lugar de infância, imaginação e pertencimento. A exposição Olhares Rurais segue aberta ao público até o final de junho, no Centro Cultural Mestre José Lopes. A ação integra o projeto Educação e Vivências Inclusivas, uma realização da Giral com apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Nutrição afetiva: formação promove escuta e acolhimento com famílias na Giral

Na última terça-feira (28), a sede da Giral voltou a ser espaço de partilha, escuta e afeto. Dando continuidade ao ciclo de formações promovido pelo Setor Psicossocial da organização, o segundo encontro com famílias abordou o tema “Nutrição Afetiva” — destacando o cuidado emocional como dimensão essencial da maternidade e das relações familiares. A atividade foi conduzida pela psicóloga voluntária Anamelia Poggi, com a coordenação de Nayara Tamires, psicopedagoga e coordenadora do setor. Como bem pontuado por Anamélia, para além de apresentar teorias, a proposta da formação foi a de trabalhar a partir das experiências e dos sentimentos vividos pelos participantes. “A escolha foi trabalhar com a realidade. A partir das histórias dos participantes, criamos um espaço vivo, em que todos se envolveram de forma sensível e profunda. A ideia era homenagear as mães, fortalecer sua autoestima e reconhecer a importância do seu papel no mundo”, explicou a psicóloga. A manhã começou com uma dinâmica de escuta: cada participante era convidado a perguntar à pessoa ao lado como ela estava. Um gesto simples, mas que abriu portas para o afeto e a atenção genuína. Em seguida, histórias foram compartilhadas e, em um dos momentos mais marcantes, uma dessas histórias foi encenada de forma coletiva, trazendo reflexões sobre amor, confiança e a importância do suporte dentro da família. “Foi um momento verdadeiramente especial e integrador”, avaliou Nayara. “Refletimos sobre como o cuidado vai muito além das necessidades físicas. A nutrição afetiva, esse alimento invisível, mas essencial, nos lembra que amar também é escutar, estabelecer limites e acolher as emoções das crianças com presença e empatia.” Para Severina Ramos, que participou do encontro, a troca de histórias foi o que mais tocou. “Pra mim foi muito bom. Aprendi muitas coisas”, contou. Já Manuel de Lira ressaltou o poder do reconhecimento mútuo: “Além do aprendizado com a história que foi encenada, pude compartilhar minhas vivências. É muito importante quando a gente troca conhecimentos que vêm da própria vida.” A proposta da formação segue um compromisso assumido pela Giral com famílias atendidas pelos seus projetos: criar espaços de apoio emocional e fortalecimento dos vínculos familiares. “A formação tocou em temas profundos e necessários: a maternidade como missão afetiva, a importância da nutrição emocional na criação dos filhos e a responsabilidade que permeia a educação”, destaca Nayara. Os encontros mensais seguem como parte das ações integradas aos projetos desenvolvidos pela Giral. Para quem participa, são momentos que reafirmam que, assim como na educação, no afeto também se aprende — um passo de cada vez, construindo relações mais saudáveis, humanas e transformadoras.
Intercâmbio leva Orquestra Meninas e Meninos da Alegria à ETE de Criatividade Musical em Recife

A música é uma linguagem universal. Entre partituras e harmonias, ela ensina sobre disciplina, escuta, sensibilidade e, sobretudo, convivência. É com esse espírito que o Projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, realizado pela Giral com patrocínio da BB Seguros, vem formando jovens músicos no interior de Pernambuco. E, como parte de seu compromisso com uma formação ampliada, o projeto promoveu um intercâmbio especial na Escola Técnica Estadual de Criatividade Musical (ETECM), em Recife. A ETECM é uma instituição de referência no ensino musical em Pernambuco. Voltada à formação técnica e artística de jovens talentos, a escola oferece cursos profissionalizantes e fomenta a vivência da música como expressão cultural e profissional. Foi nesse ambiente inspirador que os integrantes da Orquestra da Giral vivenciaram um dia de atividades e aprendizados. Victor Luis, violoncelista da Orquestra, descreveu a experiência com bastante entusiasmo. “Achei interessante, é uma escola grande, com bastante espaço e salas para ensaios individuais. Nós, do violoncelo, ficamos com o professor Baião, que tem uma didática muito boa. Me ajudou com a divisão de arco e o som do instrumento. Como planejo seguir na música, talvez eu vá estudar lá no futuro”, contou. Para os educadores da ETECM, a visita também foi enriquecedora. “Estudar música é um ato de resistência. Sabemos das dificuldades, mas a música desenvolve habilidades que servem pra vida toda: disciplina, resiliência, empatia”, afirmou a professora Rafaela Fonseca. Ela elogiou o projeto e a postura dos jovens músicos: “Eles são muito bem formados. Fico feliz em ver que há patrocinadores como o Banco do Brasil apoiando esse trabalho tão sério.” A professora Melina Gama também ressaltou o impacto de vivências como essa. “A música se aprende em muitos contextos. Esse tipo de intercâmbio abre a cabeça para novas possibilidades, estimula a escuta, a adaptação e o crescimento. Mesmo que alguns não sigam profissionalmente, todo esse repertório serve para outras áreas da vida.” Para o coordenador do projeto, Leonardo Oliveira, o intercâmbio trás para as crianças e adolescentes do projeto muito mais do que um aprendizado técnico. “Foi um momento muito enriquecedor. Vai além do conhecimento adquirido: inspira, motiva e incentiva essas crianças a se aprofundarem ainda mais na música. E a retornarem, quem sabe, à escola — como alunos ou profissionais. Com certeza, esse dia ficará marcado para sempre.” Assim como cada nota executada pela orquestra, a experiência na ETECM ecoa para além do palco. Reforça a missão do projeto de formar não só músicos, mas cidadãos conscientes, criativos e protagonistas de suas próprias histórias. E lembra que, na arranjo da vida, a música segue abrindo caminhos.
Trilha empreendedora: parceria com o SEBRAE fortalece formação com jovens empreendedores

A parceria entre a Giral e o SEBRAE segue gerando frutos! Ao longo do mês de maio, os integrantes do Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores participaram de formações especializadas sobre Marketing de Comercialização, ministradas por consultores do SEBRAE. As atividades aconteceram nos quatro municípios de atuação do programa — Glória do Goitá, Feira Nova, Lagoa de Itaenga e Pombos — e representam mais um desdobramento da parceria firmada em abril, quando a equipe do SEBRAE-PE, representada pelo gerente regional Alexandre Alves, visitou a sede da Giral e conheceu de perto nossas ações. Com foco na qualificação técnica e no fortalecimento das juventudes, a trilha empreendedora tem estimulado o protagonismo, a autonomia e a criatividade de jovens que desejam empreender a partir dos seus próprios territórios. Além da agenda atual, já estão previstas formações pelos próximos cinco meses, abordando temas como liderança, vendas, comunicação e produção de conteúdo para redes sociais. Essa colaboração reafirma o compromisso da Giral e do SEBRAE com os jovens, impulsionando o desenvolvimento local com base na educação e no empreendedorismo social. A iniciativa realizada pela Giral conta com o patrocínio da IAF, BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
VII Seminário Educar para Proteger reforça a importância da informação e da atuação em rede

Na manhã desta terça-feira (27), a sede da Giral, em Glória do Goitá, sediou a sétima edição do Seminário Educar para Proteger, iniciativa que há sete anos reúne poder público, educadores, profissionais da rede de proteção e a sociedade civil em torno de um tema urgente: o enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Com o tema “O silêncio que precisamos romper”, o evento deste ano reforçou o papel da informação e da educação como ferramentas para garantir direitos e combater violências. Compondo a mesa de abertura, estiveram presentes Nazaré Martins (secretária de Assistência Social), Ana Albuquerque (Coordenadora do CRAS e Presidente do Conselho do Idoso) e Severino Martins (diretor de Ensino), ao lado de representantes da Giral e convidados. “Nosso tema nos convoca a romper o silêncio para que não haja essa subnotificação de casos. E o melhor jeito de romper o silêncio é através da informação”, afirmou Everaldo Costa, fundador da Giral, durante sua fala de abertura. Mesas temáticas: escuta, prevenção e atuação integrada A programação do seminário foi dividida em dois momentos centrais. A primeira mesa, com o tema “Autoproteção”, trouxe reflexões sobre o fortalecimento das crianças e adolescentes na defesa de seus próprios direitos. Chefe da Unidade de Articulação Social, Escuta Especializada e Prevenção – UNIAT/DPCA, Giselly Pereira, abordou a proteção infantojuvenil reforçando a importância da escuta ativa e da construção de vínculos de confiança: “Estejamos atentos às nossas crianças. Elas precisam de segurança, um elo de confiança para que nos vejam como porto seguro”. Já a Consultora de Políticas Públicas e Professora de Direito, Fernanda Paes, apresentou o painel sobre educação positiva, destacando o papel da informação no empoderamento infantil: “A educação positiva empodera e dá autonomia à criança. Isso fortalece essas crianças na prevenção de abusos e violências”. A segunda mesa, com foco no fluxo de atendimento e atuação em rede, contou com as falas de Deborah Rodrigues, assistente social da Giral, e Marcela Mariz, presidenta do Conselho da Criança e do Adolescente de Pernambuco CEDCA-PE. Deborah explicou os procedimentos de notificação e o papel de cada ator no acolhimento e encaminhamento de casos. Já Marcela enfatizou a corresponsabilidade da sociedade: “São pautas sensíveis, mas que precisam ser abordadas, principalmente dentro de casa. O ECA diz que não é apenas papel do Estado proteger nossas crianças. É papel da família e da sociedade civil também”. As mesas foram intercaladas por apresentações culturais dos projetos Educação e Vivências Inclusivas e Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, que encantaram o público presente. Diagnósticos e comunicação como instrumento de mobilização Um dos pontos altos do seminário foi a apresentação dos diagnósticos situacionais dos municípios de Pombos e Glória do Goitá. Elaborados pela Giral com a colaboração dos Conselhos Tutelares e dos Conselhos Municipais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, os estudos mapeiam as violações mais comuns enfrentadas por crianças e adolescentes — como negligência, violência sexual e trabalho infantil —, além de apontar caminhos para fortalecer políticas públicas e redes de proteção. Durante a apresentação, Everaldo Costa destacou que os diagnósticos são frutos de uma longa caminhada da Giral em prol da proteção infanto-juvenil: “É com educação que a gente protege, é com educação que nós transformamos. Esses dados nos ajudam a compreender o território e a planejar melhor nossas ações”, afirmou. O momento também contou com a exibição do vídeo da campanha da Giral de combate ao abuso e à exploração sexual, além de produções audiovisuais criadas pelos educandos da Escola de Comunicação da Giral. Com criatividade e sensibilidade, os vídeos abordam o tema de forma simples e direta, reforçando a importância de escutar e dar voz a quem mais precisa ser protegido. Compromisso coletivo Ao longo da manhã, as falas e interações promovidas pelo VII Seminário Educar para Proteger reafirmaram o papel fundamental das instituições, das famílias e da sociedade na construção de uma cultura de prevenção, cuidado e denúncia. “Toda uma rede precisa ser fortalecida para continuar combatendo essas violações de direito”, disse Marcela Mariz. Em tempos de retrocessos e ameaças à garantia de direitos, a sétima edição do Educar para Proteger lança luz sobre uma certeza: romper o silêncio é tarefa coletiva. E a educação é o primeiro passo. A iniciativa realizada pela Giral conta com o apoio do Programa Amigo de Valor – do Santander, Programa Criança Esperança, ActionAid, Itaú Social e parceria com a Prefeitura Municipal de Glória do Goitá, Conselho de Direito da Criança e do Adolescente de Glória do Goitá, CEDCA – PE, GECRIA, Rede de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes em Pernambuco, Faça Bonito e DPCA – PE.
SulAmérica visita Giral e conhece de perto impactos dos projetos apoiados

A Giral recebeu a visita da equipe da SulAmérica, uma das patrocinadoras dos projetos Sonhos Não Envelhecem (via Fundo do Idoso) e Educação Sustentável: Criança e Cidadania (via Fundo da Infância). A visita teve como objetivo aproximar ainda mais a relação entre patrocinador e instituição, fortalecendo o compromisso com a transformação social nos territórios onde os projetos são realizados. Durante o encontro, a equipe da SulAmérica pôde conhecer de perto as experiências vividas nos projetos e escutar os relatos emocionantes de participantes — entre crianças, adolescentes e pessoas idosas — sobre os impactos positivos em suas vidas. Para a Giral, momentos como esse reafirmam a importância das parcerias institucionais e do investimento social com propósito. “Foi um momento de muita sensibilidade e de muita emoção. Muita satisfação estarmos juntos, construindo esse mundo melhor a partir da criação das oportunidades de convivência, de educação, de estímulo a possibilidade de uma vida melhor”, avaliou Everaldo Costa, fundador da Giral.
Cidadania e acesso a direitos ação garante emissão gratuita de RGs em três localidades

Em maio, uma ação conjunta garantiu a emissão gratuita de cerca de 260 carteiras de identidade (RGs) nos municípios de Feira Nova, Glória do Goitá e no distrito de Apoti. A iniciativa garantiu o acesso à documentação básica de forma rápida e gratuita. A mobilização fez parte da operação Caminhos Seguros, promovida pela Unidade de Apoio Técnico do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (UNIAT/DPCA) em parceria com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). A ação em parceria com a Giral faz parte da interiorização da operação, levando ações de proteção integral a crianças e adolescentes e, em cada território por onde passa, viabilizando a emissão de documentos civis essenciais por meio do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB), vinculado à Polícia Civil de Pernambuco. A realização contou com a articulação da Giral, em parceria com a UNIAT/DPCA, a Polícia Civil de Pernambuco, o Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB), as Escolas Municipais Joaquim Coutinho de Oliveira e Padre Nicolau Pimentel, reafirmando o compromisso com o fortalecimento da cidadania, da inclusão social e do acesso a direitos nos territórios onde atuamos.
Turismo e Hotelaria: Giral inicia curso de formação profissional abrindo caminhos para jovens e adultos no interior

“Eu acho que aqui é o começo de tudo pra mim.” A fala de Darlene Azevedo, aluna da primeira turma do Curso de Formação Profissional em Serviços de Turismo e Hotelaria da Giral, resume bem o sentimento de quem participou da aula inaugural realizada no último sábado(24) na sede da organização, em Glória do Goitá. O curso, que combina teoria, prática e imersão profissional, marca uma nova etapa nas ações formativas da Giral ao abrir portas para um setor em expansão, mas ainda pouco acessado por trabalhadores e empreendedores do interior de Pernambuco. A proposta do curso é clara: formar, qualificar e encaminhar. Jovens e adultos da região estão tendo a oportunidade de adquirir conhecimentos técnicos e comportamentais para atuar em áreas como hotelaria, alimentação, atendimento e gestão. Para muitos, como a jovem Jaíne Darvila, o momento representa um ponto de virada: “As expectativas estão altas. Vou me esforçar bastante. Acredito que tudo é questão de interesse, e quero dar o meu melhor.” No Brasil, o setor de turismo e serviços de alimentação representa uma das maiores fontes de geração de emprego. Segundo dados do IBGE e do Ministério do Turismo, a cadeia do turismo emprega mais de 7 milhões de pessoas em todo o país, e vem crescendo principalmente com o avanço do turismo regional e comunitário. No entanto, esse crescimento ainda é desigual: nos pequenos municípios do interior, faltam mão de obra qualificada e incentivos para o empreendedorismo local. É essa lacuna que o curso pretende preencher. “Quando falamos do impacto dessa formação, pensamos em Glória e em outras cidades do entorno como polos de exportação de talentos para o mercado”, explica Luciene Moura, coordenadora do curso. “A ideia é qualificar pessoas para atuar em hotéis, bares, restaurantes, eventos. Mas também para que enxerguem a possibilidade de criar seus próprios negócios. O turismo é uma cadeia que pode girar a economia local, mas precisa de gente preparada.” Ao longo de dois meses, os alunos terão aulas presenciais sobre temas como hospitalidade, atendimento, manipulação de alimentos, educação financeira e empreendedorismo. A metodologia inclui ainda oficinas práticas, bate-papo com empresários da área e uma imersão técnica para vivenciar o cotidiano do setor. Para o educador Gilberto Lima, o diferencial está no foco prático: “A ideia é treinar e desenvolver as pessoas, e a partir disso, encaminhar para o mercado. O contato com empresários da área facilita isso, e o curso foi pensado com essa ponte em mente.” O Curso de Formação Profissional em Serviços de Turismo e Hotelaria é mais uma iniciativa da Giral voltada para a promoção da autonomia, da empregabilidade e do desenvolvimento local. A iniciativa realizada pela Giral conta com a parceria do Ministério das Mulheres.
Liderança que realiza sonhos Seminário Regional reúne jovens empreendedores em Feira Nova

“A grande capacidade do líder é despertar o melhor em seus liderados.” essa foi uma das muitas reflexões trazidas ao longo do 10º Seminário Regional de Jovens Empreendedores, realizado na última quarta-feira (21), no município de Feira Nova. Com o tema “Liderança que realiza sonhos e move o mundo”, o encontro reuniu jovens dos quatro municípios onde o projeto atua – Glória do Goitá, Pombos, Lagoa de Itaenga e Feira Nova – para dialogar sobre liderança, empreendedorismo e protagonismo juvenil. O evento, promovido pela Giral, teve início com uma mesa de abertura composta por autoridades locais e parceiros do projeto. Estiveram presentes o prefeito Joel Gonzaga, a secretária de assistência social Mauricéia Gonzaga, os vereadores Joel Pascoal e Marcelo Coelho, o radialista Moacir João, o consultor do SEBRAE Ismael Rodrigues e o fundador da Giral, Everaldo Costa. Todos destacaram a importância da força da juventude no desenvolvimento local e a valorização dos territórios. No segundo momento, uma roda de conversa reuniu jovens egressas do projeto e convidados para refletir sobre liderança. Participaram da conversa Marielle Lima, empreendedora parceira de Feira Nova, as jovens egressas do programa Helena Mayara (Glória do Goitá), Crislayne Cabral (Lagoa de Itaenga) e Sol Vitorino (Feira Nova), além da coordenadora Maria Isabela, do consultor Ismael Rodrigues e o educador Manasséis Braz. A mediação foi feita por Thamyres Alves, jovem integrante do projeto. Para Jaqueline Oliveira, educadora social do projeto, o intercâmbio entre os jovens foi uma das coisas mais marcantes sobre o evento. “Pra gente, está sendo algo grandioso. Estamos promovendo uma troca real entre os jovens. Muitos ainda não empreendem, mas esse tipo de encontro instiga, mostrando que é possível empreender sem sair de seus territórios.” Foi esse despertar que também tocou o jovem Alberes Rhuan, de Glória do Goitá. “A comunicação é algo muito importante, que por muito tempo foi um desafio pra mim. Mas agora, com a Giral, venho melhorando bastante. Ainda não empreendo, mas tenho esse desejo – e hoje isso está se tornando uma possibilidade real.” Já Aline Millena, de Lagoa de Itaenga, que atua na área de educação, destacou os aprendizados práticos que vem aplicando: “Hoje eu sei me portar como protagonista do meu negócio. E o mais importante que aprendi foi educação financeira – hoje consigo gerenciar melhor o que ganho.” Ingrid Kauany, jovem empreendedora do ramo da beleza, também refletiu sobre os aprendizados: “Existem vários tipos de liderança, e cabe a nós saber usar cada um deles no nosso cotidiano, seja nos negócios ou na vida pessoal.” Fechando o seminário, o consultor do SEBRAE, Ismael Rodrigues, apresentou a palestra “10 características de uma liderança empreendedora”, destacando pontos como empatia, comunicação, resiliência e planejamento. “Estamos em uma região distante da capital, e precisamos ajudar esses jovens a se manterem aqui, criando alternativas de geração de renda e desenvolvimento local”, afirmou. “A liderança não é apenas profissional. Ela está presente no nosso dia a dia, e a comunicação é uma das áreas que define o sucesso ou fracasso de um empreendimento.” O Seminário Regional faz parte do Programa de Adolescentes e Jovens Empreendedores, iniciativa da Giral que desenvolve habilidades empreendedoras, liderança e comunicação em jovens dos quatro municípios. Por meio de oficinas, mentorias e ações comunitárias, o programa fortalece a autoestima e incentiva o protagonismo juvenil como caminho para a transformação social. A iniciativa conta com patrocínio da IAF, BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
GIFE – Giral discute desconcentração de poder, conhecimentos e riquezas

De 7 a 9 de maio, a Giral participou do 13º Congresso GIFE, em Fortaleza. O evento reuniu diversas organizações para discutir filantropia e a desconcentração de poder, conhecimentos e riquezas. Para além dos conhecimentos, houve reencontros com parceiros e financiadores importantes, para a organização. Entre eles – BTG Pactual; Agir Social; Instituto Aliança com o Adolescente; ABCR – todos com o objetivo de discutir sobre a importância da filantropia e do investimento social para diminuição das desigualdades, pois vivemos um momento de emergência que não é nova. Mas, a mudança é possível. Ela começa no investimento nas pessoas e nos territórios.
Vínculos Solidários: Crianças de escola do campo vivenciam intercâmbio sobre direitos e proteção

Na última segunda-feira (13), a Giral recebeu a visita de crianças, responsáveis e professoras da Escola Municipal Luiza Ferreira da Silva, localizada no Sítio Serrinha, zona rural de Glória do Goitá. A ação, que integra as atividades do Projeto Vínculos Solidários em parceria com a Biblioteca Professora Graça Beltrão, teve como foco o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes – temática central das atividades do mês de maio na Giral, em referência ao 18 de maio, Dia Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Durante o dia, uma programação de escuta, troca e aprendizado com foco em direitos, proteção e cuidado, envolveu professoras, mães e educadores. As visitas da escola à sede da Giral têm ocorrido quinzenalmente, como parte de uma estratégia de fortalecimento de vínculos entre a instituição, a escola e as comunidades. Cristina Rodrigues, coordenadora do Projeto Vínculos Solidários, destacou a potência desse tipo de iniciativa. “O intercâmbio com crianças da zona rural é uma oportunidade rica e transformadora. Ao envolver as crianças em atividades educativas e de troca cultural, é possível proporcionar um espaço seguro onde elas possam expressar suas vivências, aprender sobre seus direitos e entender a importância da proteção”, afirmou. Ela ressaltou ainda que ações como essa vão além da formação pontual: são parte de um processo mais amplo de empoderamento e construção de uma comunidade mais consciente e engajada. “A educação é uma ferramenta poderosa que pode abrir portas e transformar realidades. Ao participar desse intercâmbio, elas desenvolvem habilidades sociais e emocionais, fortalecem a autoestima e percebem que têm voz e vez na sociedade”, completou Cristina. A iniciativa também marcou positivamente os profissionais da escola. Para a professora Creuza Marques, o momento foi enriquecedor tanto para as crianças quanto para os adultos. “Está sendo maravilhoso, porque a gente sai do nosso espaço, da sala de aula, e vive uma experiência diferente. Já estava pensando em trabalhar essa temática em sala. É muito importante desde cedo alertar as crianças sobre esse perigo”, pontuou. Presente na atividade, Josiele Odete, mãe do pequeno Nicolas Augusto, destacou a importância da abordagem. “Hoje foi um dia importante e diferente. Eles trabalharam com as crianças o tema do abuso, falaram sobre partes do corpo e sobre como contar com a ajuda de adultos de confiança. Isso é fundamental para que aprendam a se proteger e também para que nós, como pais, estejamos mais atentos”, relatou. O Projeto Vínculos Solidários, realizado em parceria com a ActionAid, desenvolve ações formativas e culturais com foco na justiça econômica, climática e racial, atuando prioritariamente com crianças e famílias da zona rural. Ao valorizar os saberes locais e promover a escuta ativa das comunidades, a iniciativa reafirma o papel da educação como ferramenta de transformação, proteção e cidadania.
Maracatu de Baque Solto: Carneiro Manso mantém viva tradição em Glória do Goitá

Glória do Goitá não é apenas a capital estadual do Mamulengo, mas também abriga uma rica diversidade de manifestações culturais tradicionais, entre elas o Maracatu de Baque Solto, também chamado de Maracatu Rural. Atualmente, há registro de oito maracatus em atividade no município. O mais antigo é o Maracatu Leão do Norte, fundado em 1945. Naquela época, todos os maracatus da cidade utilizavam a buzina — um instrumento de sopro que marcava o compasso entre as loas dos mestres e os chocalhos dos caboclos de lança. Hoje, todos os Maracatus de Baque Solto em Pernambuco adotam o chamado terno fino, formado por instrumentos de sopro como pistão e clarinete, com exceção do Maracatu Estrela da Tarde, localizado na zona rural de Glória, pertencente a Dona Maria Viúva, que ainda preserva elementos antigos da tradição. Entre os destaques atuais do município está o Maracatu Carneiro Manso, fundado em 1950 e que celebrou 75 anos de existência no dia 7 de abril. A agremiação encontra-se hoje na terceira geração da família fundadora e é presidida por Andresa Correia de Melo, neta do fundador Manoel Francisco Correia. Com 145 integrantes, o maracatu tem se destacado ao conquistar importantes premiações em concursos realizados na região metropolitana do Recife. José Rinaldo, conhecido como Nado do Carneiro, um dos responsáveis atuais pela agremiação, conta um pouco da história ouvida dos mais antigos. “No início, não se chamava maracatu, e sim Mulungu. As pessoas se reuniam à noite para comemorar a colheita e iam ‘bater mulungu’ — que era o nome de uma madeira da região e também da dança que faziam. Depois, com o tempo, foi se modernizando.” Os maracatus saíam de uma cidade para outra a pé. Enquanto a catita — figura feminina interpretada por um homem, saia de forma ágil e carismática — ia à frente tentando convencer as famílias a acolherem o grupo, o maracatu seguia se apresentando. A catita entrava sorrateiramente pelos quintais e recolhia alimentos, que depois eram divididos entre os brincantes. Naquela época, os trajes eram simples: os chapéus dos caboclos eram feitos de sacos desfiados, o que lhes dava um tom predominantemente branco. As vestimentas eram leves e decoradas com pequenos espelhos. Com o passar do tempo, principalmente após a década de 1960, os grupos passaram a incorporar elementos do Maracatu de Baque Virado, como as figuras das baianas, da dama do paço e da corte, muitas vezes por exigência de concursos e apresentações oficiais. Foi também nesse período que as mulheres começaram a ser admitidas como brincantes, superando um antigo preconceito. “No começo, acreditavam que trazer a mulher para o maracatu era atrair o mal. Mas a mulher trouxe beleza, cuidado e ajudou a diminuir as brigas”, relembra Nado. Antes, era comum que confrontos acontecessem quando os maracatus se encontravam e “cruzavam as bandeiras”. Apesar das transformações e da adaptação ao contexto contemporâneo, o maracatu permanece enraizado em sua origem colonial, com fortes influências afro-brasileiras, indígenas, agrárias e de sincretismo religioso. A tradição segue viva, graças à renovação promovida pelas famílias brincantes, que têm inserido crianças desde cedo nas apresentações, garantindo assim que os saberes ancestrais não apenas sobrevivam, mas ganhem novos significados e capítulos na história cultural do território da zona da mata norte de Pernambuco. A visita ao Carneiro Manso faz parte da pesquisa do Grupo Paleta Coletiva, do Projeto Educação e Vivências Inclusivas, que prepara uma nova exposição sobre a cultura popular de Glória do Goitá, abordando o Cavalo Marinho, o Mamulengo e o Maracatu. A iniciativa realizada pela Giral conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Moda e Autonomia: no mês da costureira, Giral celebra sexta turma formada pela Escola de Moda

“Um ponto de cada vez e assim elas fazem arte com as mãos.” A frase dita por Nara, uma das educadoras da Escola de Moda da Giral, costura com delicadeza o espírito que guiou mais uma cerimônia de formatura. No simbólico mês em que se celebra o Dia da Costureira, a última sexta-feira (9) marcou a conclusão de mais uma turma do curso básico de corte e costura. Antes mesmo do início da cerimônia, o clima já era de festa. As formandas posavam para fotos ao lado dos educadores, diante de um cantinho montado com carinho: máquina de costura, fitas métricas, tesouras e linhas compunham o cenário de uma tarde inesquecível. Para abrir o evento, a mesa foi composta pela equipe de educadores e por Ana Paula Mendes, diretora financeira da Giral. Para Ana Paula, cada nova turma representa um passo importante na transformação pessoal e econômica de muitas mulheres. “Já são seis turmas, com um monte de costureiras no mercado de trabalho. Muito orgulho de vocês por concluírem mais essa etapa”, celebrou. O curso, oferecido pela Escola de Moda da Giral, vai além da formação técnica: é também espaço de acolhimento, autoestima e empoderamento. “Formar mulheres no corte e costura é permitir que elas se reintroduzam no mercado de trabalho com autonomia”, destacou o educador e costureiro Jonne Cleibson. Ele reforçou que, ao longo das aulas, as alunas aprenderam os fundamentos essenciais da costura – do manuseio das máquinas às noções de tecido, modelagem, corte e confecção. “Agora damos um passo importante rumo ao curso avançado, para qualificar ainda mais essas mulheres”, afirmou. A trajetória de Maria de Jesus é um exemplo do impacto da formação. Desde pequena, ela sonhava em costurar, mas só agora teve a oportunidade de se dedicar de fato. “Minha mãe era costureira, mas tinha ciúme da máquina dela e não me ensinava. Então eu fazia roupinhas de boneca e, com o tempo, comprei uma máquina. Já fiz outro curso, mas não se compara a esse. Aqui, a gente aprende de verdade”, contou. Para ela, costurar também é um ato de liberdade. “Por causa do meu sobrepeso, era difícil encontrar roupas que me servissem. Hoje, eu mesma confecciono as peças que quero, com o tecido e a cor que gosto. Isso é libertador.” Isabel Luz também encontrou na Escola de Moda um espaço de reencontro com sua história. “Minha mãe me criou costurando, e depois que ela faleceu, tive a chance de fazer esse curso. Foi muito emocionante pra mim. Aqui fui acolhida com carinho e respeito. Foi perfeito”, relatou. Assim como Maria de Jesus, Isabel já aguarda ansiosa pelo início do curso avançado. Com foco na formação técnica, criatividade e autonomia, a Escola de Moda oferece cursos do nível básico ao avançado, capacitando mulheres e jovens para o mercado de trabalho, incentivando o empreendedorismo e valorizando a moda como instrumento de transformação pessoal e social. A iniciativa é realizada pela Giral em parceria com o Ministério das Mulheres.
Giral recebe deputado Túlio Gadêlha e apresenta impactos da Escola de Moda

Na tarde da última segunda-feira (13), o som das máquinas de costura disputava com as vozes animadas das estudantes da Escola de Moda. Mais eufóricas do que de costume — já que as aulas são sempre muito animadas — elas aguardavam ansiosas a chegada do deputado federal Túlio Gadêlha. A vinda do parlamentar teve como foco conhecer de perto a Escola de Moda da Giral, iniciativa viabilizada através de uma emenda participativa de seu mandato. O encontro foi marcado pela escuta e a emoção — com destaque para o protagonismo das mulheres que têm transformado suas histórias por meio da costura. A Escola de Moda é um dos grandes projetos de formação profissionalizante da Giral e tem mudado a vida de centenas de mulheres da região. Com cursos de corte, costura e modelagem em diferentes níveis, o projeto promove capacitação profissional, autoestima e autonomia, criando possibilidades de geração de renda e novos horizontes para quem, muitas vezes, já enfrentou — ou ainda enfrenta — longas jornadas de trabalho, seja no campo, em casa ou na informalidade. Para o deputado, a experiência da Escola de Moda representa muito mais do que uma política pública bem-sucedida. “A minha presença aqui hoje não é para fiscalizar, é para conhecer. A Giral tem um nome muito forte em todo o estado de Pernambuco, pelo trabalho que faz com qualificação profissional, educação humanitária e inserção de pessoas em profissões que elas nem imaginavam que poderiam alcançar”, afirmou. Túlio ressaltou ainda que fortalecer iniciativas como a Escola de Moda é apostar na emancipação das mulheres e no fortalecimento das famílias. “A partir do momento em que uma mulher aprende uma coisa nova, ela começa a ver que o mundo é maior do que aquela casa. Ela pode se livrar das amarras, da violência, dos maus-tratos. Pode buscar um caminho, um futuro melhor. Escolher onde ela quer estar”, destacou o deputado, que chegou até a se arriscar na costura. As participantes do projeto também falaram sobre a importância da formação em suas vidas. Maria das Dores dos Santos, da turma avançada, compartilhou que a escola lhe abriu portas: “Através do Giral, estou trabalhando em uma cooperativa aqui em Glória, que confecciona mercadoria de Santa Cruz do Capibaribe. Estava desempregada há quatro meses, e hoje tenho uma fonte de renda. Estou trabalhando numa máquina dessas e aprendi aqui. Sou muito grata!” Aldenice Maria da Silva, da turma básica, destacou o sentimento de pertencimento que a visita proporcionou. “A gente é quase esquecido. E quando chega um deputado para visitar, fazer esse trabalho, a gente se sente apoiado, se sente vivo”, disse. Agricultora, Aldenice buscou na Giral uma nova possibilidade de vida: “O sol estava tão quente que a gente não aguentava mais. Plantava as coisas, mas não dava porque não chovia. Então viemos pra Giral e estamos aprendendo.” A Escola de Moda é fruto de uma emenda participativa, instrumento pelo qual parlamentares destinam recursos públicos para projetos indicados pela sociedade civil. Para Túlio Gadêlha, a escuta popular deve ser o eixo da atuação política. “É por isso que eu vim aqui: pra ver o impacto desses equipamentos na vida de vocês e o quanto isso faz com que a economia se fortaleça, a família consiga alcançar patamares melhores de vida. Pra que outros parlamentares conheçam e possam replicar isso também”, afirmou. Leonildo Moura, presidente da Giral, destacou a importância da confiança e da sensibilidade política para que projetos como esse possam acontecer. “É com responsabilidade e compromisso com o território que transformamos realidades. E a Escola de Moda é um exemplo vivo disso. Agradecemos ao deputado pela confiança em nosso trabalho”, afirmou. A visita foi mais um capítulo de um projeto que transforma linhas e tecidos em caminhos de dignidade, autonomia e força. A iniciativa é uma realização da Giral e conta com o apoio do Ministério das Mulheres.
Encontro com famílias marca início da turnê 2025 da Orquestra Meninas e Meninos da Alegria

No último sábado (10), a sede da Giral em Glória do Goitá se encheu de afeto e música. Com presença de mães, pais e responsáveis, a equipe do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento promoveu um encontro com as famílias das crianças e adolescentes que farão parte da turnê 2025 da Orquestra. O encontro foi um convite à escuta, ao acolhimento e à construção coletiva desse novo ciclo. Após as audições realizadas em abril, os músicos selecionados receberam oficialmente o fardamento da turnê — momento simbólico que marcou o início dessa nova etapa. Durante a reunião, a equipe apresentou detalhes sobre o novo espetáculo, como o tema, a proposta de repertório e as cidades que deverão receber a Orquestra. Também foram repassadas orientações sobre ensaios, avaliações e o acompanhamento pedagógico e musical das crianças. Mas o principal destaque do encontro foi a reflexão sobre o papel das famílias nesse processo de formação. Para a Giral, a família é essencial no desenvolvimento das crianças e adolescentes dentro e fora da música. Como apontou Jonatas Araújo, coordenador do projeto, esse percurso é construído a muitas mãos: “Eu gosto de dizer que é um tripé: os pais, os educandos e a instituição. O objetivo do dia de hoje foi justamente fazer essa integração, para que o processo se torne mais simples e com mais pertencimento”. A fala ecoa o que foi vivido no encontro. Muitos familiares reconheceram a importância da música na vida dos filhos — não apenas como expressão artística, mas como oportunidade de crescimento, descoberta e disciplina. “O que essas crianças vivenciam aqui é muito significativo”, afirmou Everaldo Costa, fundador da Giral. “Independente se vão seguir na música ou não, os aprendizados que estão tendo aqui vão acompanhá-los pelo resto da vida. A música nos dá esse ‘poder’ da presença, de estarmos perto dos nossos filhos. Valorizem isso!” O envolvimento das famílias já se reflete na trajetória dos educandos. Cláudia Victória, jovem violista, falou sobre o sentimento de voltar à Orquestra e a expectativa para o novo ciclo. “Estar na Orquestra de novo é um recomeço. Vamos conhecer pessoas novas, lugares novos, saber mais sobre a nossa cultura. Minha expectativa está muito alta. As músicas são novas, mais desafiadoras, mas a gente vai conseguir”, disse confiante. Sua mãe, Uterleide Oliveira, reforçou a importância do projeto não só para o desenvolvimento artístico, mas também pessoal e social. “Essa turnê é muito importante. Dá oportunidade de aprender, se desenvolver e conhecer novos espaços. Só tenho a agradecer à Giral por contribuir com o crescimento dessas crianças para um mundo melhor.” Durante o encontro, a equipe do projeto também anunciou uma novidade: os 25 músicos da Orquestra receberão uma bolsa de incentivo ao longo da turnê. A ideia é reforçar o compromisso dos jovens com a formação musical, reconhecer o esforço e valorizar o protagonismo de cada um nesse processo. Com o tema “Meninas e Meninos da Alegria Tocam o Nordeste”, a turnê 2025 trará um repertório inspirado na cultura popular nordestina, com textos do poeta Sérgio Ricardo, arranjos inéditos e novas cidades no roteiro. Assim como na primeira turnê, realizada em 2024, a proposta é interiorizar o acesso à música e à cultura, promovendo apresentações gratuitas em municípios com pouco ou nenhum contato com a música de concerto. Realizado pela Giral, o projeto conta com o patrocínio da BB Seguros, que assim como nós, acredita na potência da arte e da educação como caminhos de transformação social.
Educação e sustentabilidade: Giral promove formação com professores da rede Municipal de Feira Nova

Como levar para a sala de aula uma temática tão atual e urgente quanto a sustentabilidade? Como fazer com que os estudantes consigam relacionar esses conhecimentos ao seu cotidiano? E de que forma integrar educadores, escola e comunidade nesse processo? Essas foram algumas das questões que surgiram durante a formação realizada no último dia 5 de maio, na sede da Giral, em Glória do Goitá. Voltada a professores da rede municipal de Feira Nova, a atividade foi realizada em parceria com a Secretaria de Educação e a Prefeitura Municipal, reunindo educadores das áreas de Ciências, Geografia, História e Educação de Jovens e Adultos (EJA) para aprofundar reflexões sobre educação contextualizada e sustentabilidade. Conduzida por Agamenon Porfírio (jornalista e comunicador popular), Maria Isabela (engenheira agrônoma e coordenadora de projetos da Giral) e Everaldo Costa (jornalista e fundador da instituição), a formação foi estruturada em torno de um percurso que partia da educação como prática emancipatória até chegar às possibilidades concretas de trabalhar a sustentabilidade em sala de aula. Como guia nessa jornada, nosso patrono Paulo Freire. “A proposta da formação é integrar a discussão sobre educação e sustentabilidade, preparando professores para a realização de ações educativas inovadoras, com a participação ativa dos estudantes, considerando suas crenças e relações comunitárias”, destacou Everaldo Costa. Para ele, a experiência reafirma a importância da escuta e da construção conjunta entre educação formal e não formal: “Facilitar o momento, escutar os professores e pensar alternativas para uma educação transformadora é acreditar que juntos podemos deixar um mundo melhor para as futuras gerações”. Mais que um momento formativo, o encontro se desdobrou em um rico intercâmbio entre professores e equipe da Giral. “Foi desafiador, tanto pela complexidade do tema quanto pelo nível da turma”, compartilhou Maria Isabela. “É diferente trabalhar com professores e com educandos, mesmo sabendo que estamos todos aqui para ensinar e aprender. Mas acredito que o desafio foi cumprido. Falar sobre sustentabilidade é um dever nosso, enquanto instituição promotora de desenvolvimento humano e territorial. Atualmente, não tem como pensar em desenvolvimento – seja ele qual for – sem falar em sustentabilidade ambiental, social e econômica”. A formação dialogou com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e apontou caminhos para que os educadores levem esses conteúdos de forma crítica e contextualizada às salas de aula. Para Daniel Henrique, professor de História da rede municipal de Feira Nova, o encontro foi significativo: “Foi de suma importância. Eu já tinha curiosidade de conhecer a Giral, e me surpreendi. Às vezes a gente pensa que esse tipo de trabalho só existe nas capitais, mas não. Aqui no interior a gente encontra esse tipo de trabalho. Aprendi bastante sobre como abordar esses temas com os alunos”. Yasmine Vitória, professora de História e Espanhol, também saiu tocada pela experiência. “Achei a formação muito enriquecedora. Trouxe informações muito pertinentes, e muitas vezes a gente acha que já sabe de algo, mas é só um conhecimento vago. Hoje a gente pôde se aprofundar”, afirmou. Um dos aprendizados que mais marcaram Yasmine foi sobre o papel transformador das oportunidades: “Aqui o Giral é um local realmente de mudança. A questão da oportunidade muda a vida das pessoas”. Entre práticas, reflexões e partilhas, a formação reafirmou o compromisso coletivo com uma educação que transforma e se transforma junto com o território. Uma educação pautada na escuta, que respeita e valoriza as experiências locais — e que, sobretudo, semeia esperança.
Resistência e Tradição no Cavalo Marinho do Mestre Zé de BibiPor Wemison Araújo – Historiador, Educador e Curador do Grupo Paleta Coletiva.

O Sítio Histórico do Cavalo Marinho, localizado no Sítio Malícia, zona rural de Glória do Goitá, abriga o primeiro museu dedicado ao Cavalo Marinho do Brasil. No vilarejo que ele mesmo construiu, José Evangelista de Carvalho — o mestre Zé de Bibi, patrimônio vivo de Pernambuco — preserva com carinho o único museu voltado ao Cavalo Marinho de bombo. Desde criança, Zé de Bibi sonhava em deixar sua marca na cultura popular. Mesmo quando muitos zombavam dizendo “Cavalo Marinho é brincadeira quente”, ele não se deixou abalar. Pelo contrário, reuniu amigos e fundou o Cavalo Marinho Boi Tira Teima — nome escolhido, como ele mesmo conta, para “tirar a teimosia de quem não acreditava nele”. Diferente de outros grupos da Mata Norte pernambucana, o Cavalo Marinho Boi Tira Teima traz os personagens Mateu e Catirina, mas não conta com o Bastião (irmão de Mateu). A trama começa quando o Capitão Marinho, um fazendeiro rico, decide dar uma festa, e Mateu — personagem negro, vindo das senzalas, estereotipado como um “doidinho” — entra em cena. Quem narra essas histórias é Michele, filha do mestre Zé, que hoje dá continuidade aos ensinamentos do pai. A apresentação se inicia com o Maguião (ou Mergulhão), uma dança de entrada com passos que lembram a capoeira. Os personagens se dividem em três categorias: animais (como boi e cavalo), humanos (como galantes e cara branca) e fantásticos (como Caboclo de Iorubá e “Parece, mas não é”). O Cavalo Marinho mantém sua força pela tradição oral, o que faz com que cada grupo tenha suas variações. Os diálogos surgem do improviso e buscam envolver o público. Como diz Zé de Bibi: “Antigamente a festa reunia muita gente, era a brincadeira que o povo tinha. Hoje, a gente apresenta e logo para, quando começam essas grandes bandas.” O brinquedo de Zé de Bibi reúne um impressionante número de personagens criados por ele — são cerca de 86 figuras! O banco dos músicos é composto por ganzá, bombo e rabeca (ou “Rebeca”), que embalam as toadas (músicas) e conduzem as loas (diálogos e poesias). Além de mestre do Cavalo Marinho, Zé de Bibi também atua no Maracatu e no Mamulengo. Nos últimos anos, suas filhas vêm assumindo muitos personagens dentro do folguedo, rompendo a tradição histórica de um brinquedo que, por muito tempo, foi exclusivamente masculino — até as baianas eram representadas por homens. De modo geral, essa brincadeira vinda das senzalas carrega a rotina e a memória de homens e mulheres dos campos de lavoura de subsistência e canaviais do interior de Pernambuco. A visita ao Sítio Histórico faz parte da pesquisa do Grupo Paleta Coletiva, do Projeto Educação e Vivências Inclusivas, que prepara uma nova exposição sobre a cultura popular de Glória do Goitá, abordando o Cavalo Marinho, o Mamulengo e o Maracatu. A iniciativa realizada pela Giral conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Educar com afeto: formação fortalece vínculo entre famílias e crianças

Na última quarta-feira, o Setor Psicossocial da Giral promoveu um momento de escuta, reflexão e fortalecimento de vínculos com famílias dos nossos projetos. Com o tema “Presença que transforma: o poder do acolhimento da família”, a formação promovida pelo setor Psicosocial e conduzida por Nayara Azevedo, psicopedagoga e coordenadora do setor, e pela assistente social Deborah Rodrigues. A proposta, segundo Nayara, é que encontros como esse aconteçam mensalmente, sempre abordando temáticas voltadas às necessidades concretas das famílias atendidas pela Giral. “Nosso intuito é trabalhar de fato a importância do acolhimento das famílias para com as crianças e adolescentes. A gente vê que o acolhimento tem poder de transformação”, explicou. Com público expressivo e engajado, a formação surpreendeu positivamente a equipe organizadora. “Tivemos uma participação muito boa: cerca de 100 pessoas entre manhã e tarde, o que é muito significativo diante da evasão que a gente vinha enfrentando”, comentou Nayara. “Pela manhã, inclusive, ouvimos depoimentos muito potentes sobre como essa escuta ajudou a repensar o papel de mães e pais, e até o compromisso de transformar a forma como participam da vida dos filhos.” Entre as vozes que marcaram o encontro, estava a de Silvania Veras, mãe do pequeno Samuel, participante das oficinas de artes e teatro. Para ela, o momento foi uma pausa necessária em meio à correria e ao cansaço do cuidado cotidiano. “Eu achei muito construtiva. Às vezes, a gente se sente sozinho, sem ter com quem desabafar. E esse momento mostrou o quanto nossos filhos precisam de ajuda e como a Giral consegue fornecer essa ajuda, proporcionando esse espaço pra gente”, contou emocionada. Além de fortalecer o vínculo entre a instituição e as famílias, a formação reafirma o compromisso da Giral com uma educação integral, afetiva e inclusiva, em que o cuidado começa pela escuta ativa e pela valorização das histórias de vida de cada pessoa atendida pela organização. A próxima formação já tem data marcada: 28 de maio, com o tema “Nutrição afetiva e autocuidado”. “Vamos cuidar de quem cuida. As mães que acompanham essas crianças também precisam ser vistas e cuidadas. É nessa perspectiva que queremos seguir: com afeto, escuta e transformação”, conclui Nayara.
Juventudes debatem Direitos Humanos na Escola de Comunicação

Na última segunda-feira (28), os educandos da Escola de Comunicação da Giral vivenciaram mais um importante encontro de formação cidadã. A aula, conduzida por Renata Uchôa — assistente social e coordenadora do projeto — teve como foco os Direitos Humanos, um dos temas centrais para o desenvolvimento da consciência crítica e da atuação cidadã. O momento, pensado como introdução ao tema, trouxe reflexões sobre direitos fundamentais, políticas públicas, direitos civis e a Agenda 2030 da ONU. Para Renata, o debate é essencial para a construção de uma sociedade mais justa. “Quando tratamos de direitos humanos, estamos falando de dar condições às pessoas para que elas tenham uma vida digna”, afirmou. Ela também destacou o papel da comunicação nesse processo: “É fundamental falar de comunicação quando tratamos de direitos humanos”. Com foco em formação cidadã e inclusão digital, a Escola de Comunicação capacita jovens para atuarem com protagonismo nas áreas da comunicação e das tecnologias. Os participantes recebem formação em fotografia, copywriting, design, produção de vídeos e desenvolvimento de aplicativos, além de cidadania e educação financeira. A iniciativa transforma realidades ao conectar juventudes ao mercado, sem deixar de lado a formação dos participantes como cidadãos. A abordagem da atividade gerou engajamento entre os jovens, que compartilharam suas impressões, dúvidas e experiências. Daiane Costa, uma das educandas da Escola, destacou a importância do conhecimento como ferramenta de transformação: “A palestra trouxe aprendizados valiosos e reforçou a importância de conhecer os direitos que temos enquanto cidadãos. Quando temos consciência desses direitos, deixamos de ser leigos e passamos a buscar o que é nosso por justiça”, afirmou. “Afinal, todos temos o direito de viver com dignidade, liberdade e respeito — essa é a base dos Direitos Humanos”. Já Annalice Nefertiti, também educanda da Escola, ressaltou o impacto do momento em sua trajetória pessoal. “Foi uma roda de conversa leve, mas cheia de conselhos e aprendizados que vou levar para sempre comigo. Eu me sinto muito grata por fazer parte dessa grande família que vem me ajudando a me tornar uma pessoa mais humana, mais consciente e empática”, disse emocionada. A atividade integra o módulo de formação cidadã da Escola de Comunicação e reforça o compromisso da Giral com uma educação que vai além do técnico, formando jovens protagonistas, críticos e sensíveis às realidades do seu território. A iniciativa realizada pela Giral, conta com o apoio do Instituto Cooperforte.
Giral promove audições para turnê 2025 da Orquestra Meninas e Meninos da Alegria

O auditório Lúcia Maria de Moura, na sede da Giral em Glória do Goitá, foi tomado por uma miscelânia de sons: entre notas de violas, clarinetes e violoncelos, era possível ouvir sussurros e risos ansiosos. Não fossem os sons dos instrumentos, talvez fosse possível ouvir os batuques dos corações acelerados. Crianças e adolescentes aguardavam atentos o início das audições para a Orquestra Meninas e Meninos da Alegria, realizadas na última sexta-feira de abril. O evento integra uma das ações do projeto, que este ano lança sua segunda turnê com um espetáculo que promete emocionar e encantar os amantes da música nordestina. “Ontem, dez da noite e ele sem conseguir dormir. Fiquei até reclamando com ele…”, contou Dona Maria José, mãe do pequeno Heitor Celestino, de 10 anos. “E hoje, quando cheguei da academia, ele já estava acordado, com vontade de vir logo.” Acompanhando o filho desde o início no projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, ela relata os avanços conquistados a partir da prática musical. “Antes ele era mais desligado, agora está mais atento às coisas e melhorou bastante nos estudos”, afirma. Heitor, que toca violoncelo, saiu satisfeito da audição. “Minha expectativa era que fosse um pouquinho mais vergonhoso, mas não. Amei a audição e perdi meu medo de palco, graças a Deus”, disse, aliviado. Até para quem já integrou a Orquestra em anos anteriores, o momento foi de grandes expectativas. João Vitor, clarinetista de 14 anos, reconheceu que poderia ter feito uma apresentação melhor, mas acredita que tem chances de voltar à formação. “Eu gostei muito da audição. Foi um momento bonito, escutei meus amigos e amigas tocando muito bem.” Já a violoncelista Lorena Calheiros, também com 14 anos, falou da possibilidade de participar da turnê como uma oportunidade de ampliar seus horizontes: “Minha expectativa para essa audição é conseguir entrar na Orquestra e realizar a turnê, onde eu posso conhecer novos lugares e me desafiar a aprender novas músicas.” Assim como Heitor, João Vitor e Lorena, outras dezenas de crianças e adolescentes passaram pelo processo de audição, que avaliou aspectos como postura corporal, técnica e performance musical. Mais do que selecionar os integrantes da turnê, o momento serviu para incentivar e reconhecer a dedicação, o compromisso e a valorização do esforço individual e coletivo. “O projeto tem 150 crianças, e quem passar nessas audições representará essas pessoas em todos os lugares onde a orquestra se apresentar. Estaremos levando o nome do nosso projeto e da Giral!”, disse Leonardo Oliveira, maestro e um dos coordenadores do projeto. Que, ao fim das apresentações, deixou uma mensagem de incentivo aos participantes: “Todos aqui já são vencedores e vencedoras! Tocar ali na frente não é fácil, mas vocês conseguiram.” Jonatas Araújo, também maestro e coordenador, destacou com alegria o nível das performances: “Estamos muito felizes com esse resultado. As apresentações atenderam todas as nossas expectativas!” Turnê 2025 A turnê Nossos Sonhos Movem o Mundo, em 2024, passou por 10 cidades, incluindo Recife e Olinda, com apresentações que emocionaram o público não somente pelo repertório, mas pela entrega, dedicação e talento dos jovens músicos. Este ano, a proposta é democratizar o acesso à arte e a cultura, levando a Orquestra para o interior, em municípios com pouco ou nenhum acesso à música clássica. Intitulado “Meninas e Meninos da Alegria Tocam o Nordeste”, o novo espetáculo traz novamente os textos do poeta Sérgio Ricardo e mergulha no universo musical nordestino, exaltando sua força, beleza e diversidade cultural. O Projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento é uma realização da Giral e conta com o patrocínio da BB Seguros. Que assim como a Giral, acredita na música como instrumento de transformação social!
Arte e memória: “Olhares Rurais” segue em exposição no Centro Cultural Mestre José Lopes

O Centro Cultural Mestre José Lopes, em Glória do Goitá, segue abrigando a exposição “Olhares Rurais: Memórias e Transformações do Campo”, uma mostra que reúne 28 obras visuais assinadas por 13 jovens artistas, com idades entre 12 e 16 anos. Com curadoria do artista e educador Wemisson Araújo, a exposição é resultado do trabalho coletivo do grupo Paleta Coletiva, formado a partir das formações artísticas promovidas pela Giral em 2024. As pinturas retratam o cotidiano do campo com foco em personagens, paisagens, práticas e elementos culturais que fazem parte da vida nas comunidades rurais da região. Além disso, as obras apresentam o olhar crítico e sensível dos jovens artistas sobre as transformações sociais, econômicas e ambientais de um período de intensa modernização do meio rural brasileiro. Depois de passar por instituições importantes da capital pernambucana, como UNIFAFIRE, UNICAP, Museu do Estado de Pernambuco e Museu do Homem do Nordeste, a exposição ganha novo significado ao retornar à cidade que inspirou suas obras. “Estar em Glória do Goitá tem sido especialmente significativo”, afirma Wemisson Araújo. “Aqui, a mostra tem proporcionado ao público a oportunidade de enxergar o campo de uma maneira única. A adesão das escolas tem sido marcante, especialmente por ter um público jovem, possibilitando momentos ricos de mediação com os artistas. Isso fortalece o grupo e contribui para seu amadurecimento. É uma oportunidade ímpar para todos nós.” Desde a abertura, o Centro Cultural tem recebido visitas frequentes de escolas públicas do município, cujos professores têm aproveitado a oportunidade para conectar os alunos à história e à arte local. Para muitos visitantes, é a primeira vez diante de uma obra de arte criada por alguém tão próximo – em idade, território e vivência. Essa aproximação entre artistas e público também tem sido de grande aprendizado para os jovens. “Participar e interagir com as pessoas tem sido muito bom, pra mim e pros meus colegas. É uma experiência de comunicação, de tirar dúvidas, de se apresentar”, diz Djenify Alves, integrante da Paleta Coletiva. A artista comenta sobre a experiência da mediação e apresentação das obras: “No começo, fiquei nervosa, teve uma turma que nem consegui falar. Mas depois, fui me soltando. Percebi que estava não só explicando as obras, mas também aprendendo. As professoras também sabiam muito sobre as transformações do campo.” Djenify destaca que, para além da técnica, o processo tem sido quase terapêutico: “Falar com o público e perceber que estava tudo bem, que eles estavam interessados foi uma experiência nova e maravilhosa, que vai ser muito importante no meu futuro.” O secretário de Cultura do Município, Pablo Dantas, celebrou a exposição e o talento dos artistas. “Estamos orgulhosos com essa exposição. É a primeira que realizamos aqui no Centro Cultural Mestre Zé Lopes e tem atraído muitos visitantes, em especial os estudantes e professores. A exposição Olhares Rurais é uma forte demonstração de arte e compromisso social.” Fruto do investimento em formação artística e cidadã da Giral, a exposição revela a potência da juventude quando ela tem acesso a ferramentas e espaços de expressão. O campo, muitas vezes retratado de maneira estereotipada ou invisibilizado, ganha aqui novas cores, vozes e narrativas. Até junho, o convite está aberto: visitar a exposição é, também, revisitar a própria terra com novos olhos. Parte integrante do Projeto Educação e Vivências Inclusivas, a iniciativa é uma realização da Giral e conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.
Giral recebe Título de Utilidade Pública em Feira Nova e fortalece parceria com o município

Na última segunda-feira (14), a Câmara Municipal de Vereadores de Feira Nova concedeu à Giral – Desenvolvimento Humano e Local o Título de Utilidade Pública, em reconhecimento ao trabalho que a organização vem realizando no município. A proposta foi idealizada pelo presidente da câmara, vereador Marcelo Coelho, e aprovada com o apoio dos onze parlamentares da casa. O momento foi marcado por falas que destacaram o impacto da atuação da Giral em Feira Nova e a importância do reconhecimento público ao trabalho social desenvolvido. A cerimônia de entrega reuniu autoridades locais, representantes da sociedade civil e participantes de projetos da instituição. Estiveram presentes o prefeito Joel Gonzaga, vereadores, educandos dos cursos de corte e costura e do programa Jovens Empreendedores, além do radialista Moacir João, importante voz da comunicação local. “Receber o Título de Utilidade Pública do Município de Feira Nova é motivo de muita alegria. É saber que nosso trabalho, que de forma ininterrupta há 18 anos vem transformando os territórios onde atuamos, está sendo reconhecido” declarou Leonildo Moura, presidente da organização. “Isso nos faz entender que estamos no caminho certo e nos impulsiona a querer fazer sempre o melhor”, disse. A atuação da Giral em Feira Nova tem se intensificado nos últimos anos com a chegada de cursos de formação e qualificação profissional, promovendo oportunidades e transformando a realidade de jovens e adultos. Durante a solenidade, o fundador da instituição, Everaldo Costa, ressaltou o compromisso da organização com a educação e o desenvolvimento local: “O título reforça o nosso compromisso com Feira Nova. A Giral está aqui para contribuir com novas oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população. Ficamos muito felizes com o acolhimento que tivemos aqui e estamos certos de que essa parceria, que já deu certo em Glória do Goitá, também trará muitos frutos para este município”, afirmou. Everaldo também destacou a importância do momento para a democracia e o fortalecimento de alianças em torno de um objetivo comum. “É um momento histórico, em que sociedade civil, poder legislativo e executivo estão juntos pensando no bem comum. Sem educação, não conseguimos transformar a sociedade”, concluiu. O reconhecimento foi celebrado também por parlamentares e representantes do executivo municipal. Para o vereador Joel Pascoal, o trabalho da Giral vai além da formação técnica: “Sem dúvida estamos formando pessoas com mais qualidade, incentivando a profissionalização e promovendo a cidadania.” Já o prefeito Joel Gonzaga reafirmou o apoio institucional à organização: “Está nascendo aqui uma parceria que deu certo em Glória do Goitá, que está dando certo aqui e que vai continuar dando certo. Para mim, é motivo de alegria e satisfação.” Encerrando a cerimônia, o presidente da câmara, Marcelo Coelho, reforçou o compromisso do legislativo local: “Seremos parceiros da Giral aqui no município. Vocês estão colhendo o que foi plantado lá atrás.” O título de utilidade pública marca um novo capítulo da presença da Giral em Feira Nova, reconhecendo formalmente uma trajetória de impacto social construída com dedicação, escuta e compromisso com a transformação do território.
Cuidado e afeto: segundo módulo do Curso de Cuidador de Idosos fortalece práticas de saúde

Com aulas que unem teoria, prática e uma abordagem humanizada, o segundo módulo do Curso de Cuidador de Idosos, promovido pela Giral por meio do Projeto Vida Feliz, tem aprofundado a formação técnica e emocional dos alunos. O foco agora é a saúde da pessoa idosa — tema essencial para garantir um cuidado mais atento, seguro e acolhedor. Durante os encontros, os participantes mergulham em temas como alimentação, higiene, administração de medicamentos, prevenção de acidentes e monitoramento de sinais vitais. A abordagem, no entanto, foi além do conteúdo técnico: buscou traduzir o conhecimento em experiências reais, com simulações, estudos de caso e rodas de conversa. “A ideia foi trazer os conteúdos com uma linguagem simples, mas baseada em casos práticos, para que os alunos se sintam confiantes em aplicar tudo o que aprendem. O cuidado com a pessoa idosa exige atenção constante aos detalhes — pequenas mudanças podem indicar grandes problemas. É por isso que reforçamos tanto a importância do olhar humanizado e do vínculo afetivo”, explica Laissa Mariana, enfermeira e educadora do módulo. A troca entre educadores e alunos tem sido um dos pontos altos do módulo. “Tem sido muito rica essa vivência. A turma é participativa, engajada, e traz muitas experiências pessoais. Isso transforma a sala em um espaço de partilha e aprendizado coletivo”, completa Laissa. A educadora e enfermeira Palloma Virgínia reforça esse sentimento: “Discutimos temas que os cuidadores vão encontrar no dia a dia: doenças comuns, nutrição, emergências e prevenção de quedas. Tudo isso aliado à empatia, ao companheirismo e à paciência, que são fundamentais no cuidado com os idosos. É uma fase que exige mais do que técnica: exige amor”. Quem também sente esse impacto é Wilbson Carlos, estudante de enfermagem e aluno do curso. Para ele, o módulo tem sido uma ponte entre o sonho e a realidade: “É gratificante aprender sobre o cuidado de maneira tão humana. A gente aprende a ajudar a família, a equipe, e principalmente a pessoa idosa a viver com mais saúde e dignidade. Eu fico com o coração quentinho”, compartilha. A aluna Diane Oliveira destaca o diferencial da metodologia adotada: “As aulas incluem práticas, simulações e estudos de caso. Tudo isso faz com que o conteúdo fixe de forma mais leve e concreta. Me sinto mais preparada a cada dia para cuidar de forma responsável e respeitosa.” Formação com impacto social O Curso de Cuidador de Idosos é uma ação do Projeto Vida Feliz, iniciativa da Giral voltada para o fortalecimento da autoestima, autonomia e qualidade de vida das pessoas idosas. Com atividades culturais, educativas e terapêuticas, o projeto promove o envelhecimento ativo e o protagonismo da pessoa idosa. Além de preparar profissionais para atuar com responsabilidade e sensibilidade, a formação tem um impacto direto nas comunidades da Bacia do Goitá, onde muitas vezes o cuidado com os idosos ainda é realizado de forma informal. Realizado com o patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux, Perfect Automotive, Grupo Sabará, e apoio do Programa Parceiro do Idoso do Santander, o Projeto Vida Feliz reafirma o compromisso da Giral com o cuidado integral e a valorização da vida da pessoa idosa.
Feira da Saúde promove bem-estar e protagonismo para pessoas idosas em Glória do Goitá

Na última sexta-feira (11), Glória do Goitá recebeu a 1ª Feira da Saúde, Cuidados e Bem-Estar, um evento voltado para a valorização da vida e o cuidado integral com a saúde das pessoas idosas. A atividade fez parte do curso de Cuidador de Idosos, oferecido pela Giral, por meio do Projeto Vida Feliz. Durante toda a manhã, a feira ofereceu um espaço de escuta, acolhimento e aprendizado, reunindo dezenas de participantes em um ambiente leve e afetuoso. Logo na abertura, o som do forró pé de serra aqueceu os corações e deu o tom do encontro, resgatando memórias e aquecendo os corações dos participantes. A programação contou com serviços de saúde como aferição de pressão, teste de glicemia, orientações sobre saúde física e emocional, além de atendimentos de manicure, massagem, escalda-pés, limpeza de pele e design de sobrancelhas. Também foram realizadas atividades físicas, oficinas de ritmo, estimulação cognitiva, rodas terapêuticas, tudo acompanhado de alimentação saudável, com sucos naturais, chás e dicas nutricionais. Para Robervânia Costa, coordenadora do Projeto Vida Feliz, a feira vai muito além da oferta de serviços: representa o direito à qualidade de vida. “O público da pessoa idosa tem direito a uma vida feliz. Muitas vezes, quanto mais afastadas estão as comunidades da zona urbana, mais desassistidas elas são. A feira trouxe também cuidados com a saúde emocional, algo que por muito tempo foi ignorado por essas gerações”, afirmou. Ela destacou ainda que o evento foi uma oportunidade de educação em saúde, promovendo o autocuidado, a autoestima e o protagonismo das pessoas idosas. A experiência também foi significativa para quem está em formação. “A gente aprendeu no curso a ter esse olhar mais sensível, e poder aplicar isso na prática foi especial”, contou Wilbson Carlos, aluno do curso. “Ver o sorriso delas foi de grande valor. Falar de saúde me marca profundamente. Cuidar de pessoas é ter um olhar humano, empático. A feira me ensinou muito sobre isso: promover um envelhecimento mais saudável e ativo.” Já Diane Oliveira, também aluna do curso, reforça a emoção de participar: “Desde o início da feira, senti uma energia única nos idosos. A alegria nos olhos deles me deu ainda mais certeza de que é esse o caminho que quero seguir. Promover bem-estar e inclusão é essencial”. A Feira da Saúde é uma das ações práticas do curso de Cuidador de Idosos, iniciativa que une capacitação técnica e formação humanizada. Com impacto direto na vida dos estudantes e da comunidade, o curso abre caminhos para a profissionalização e para a melhoria da qualidade de vida da população idosa no território. Essa formação integra o Projeto Vida Feliz, que oferece oficinas de artesanato, teatro, música, rodas de conversa, práticas físicas e ações educativas voltadas para o fortalecimento da autoestima, da autonomia e da valorização das trajetórias individuais. Realizado pela Giral, o Projeto Vida Feliz conta com o patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Electrolux Group, Perfect Automotive, Grupo Sabará e apoio do Programa Parceiro do Idoso do Santander— parceiros que compartilham o compromisso com o cuidado, o respeito e a dignidade da pessoa idosa.
Páscoa Solidária: Ação do Sesc Mesa Brasil e Mondelez com crianças e adolescentes na Giral

A Páscoa chegou mais cedo na Giral! Na sexta-feira (28), crianças e adolescentes atendidos por nossos projetos participaram de uma celebração mais do especial promovida pelo Sesc Mesa Brasil em parceria com a companhia Mondelez. A iniciativa proporcionou um dia repleto de brincadeiras, atividades lúdicas e, claro, muita alegria, culminando na distribuição de ovos de Páscoa para 500 crianças e adolescentes. A ação é uma iniciativa do Sesc Mesa Brasil em parceria com a Mondelez, no desenvolvimento de atividades solidárias de Páscoa junto a três organizações do entorno de Vitória de Santo Antão, onde a empresa possui uma de suas fábricas. A Giral foi a primeira instituição a receber a ação, como destacou Jeane Carvalho, assistente social e integrante da equipe do Mesa Brasil: “A programação de hoje inclui atividades de integração e socialização com as crianças, encerrando com a entrega dos ovos de Páscoa”. A ação faz parte do trabalho do Team Makes, grupo de voluntariado corporativo da Mondelez, responsável por diversas iniciativas sociais. Essa não é a primeira vez que a Mondelez colabora com a Giral. No fim de 2024, a empresa participou do Projeto Jovens Empreendedores, que beneficiou cerca de 50 jovens com mentorias e orientações. Agora, a parceria se estende ao Mesa Brasil, ampliando o alcance das ações solidárias. Para Leonildo Moura, presidente da Giral, a ação representa um momento de celebração e reflexão. “É um momento de festejar, de estar junto com o nosso público. Além de comemorarmos a Páscoa, é também uma oportunidade para fortalecer os laços e compartilhar alegria”, destaca. Ele ressalta a importância de parcerias como as do Sesc Mesa Brasil e da Mondelez, que têm fortalecido ações como essas junto da Giral e de outras organizações. “Poder proporcionar ações como essa, junto a essas empresas, para o nosso público, é extraordinário e de fato muito gratificante”, conclui. Há 23 anos no combate à fome e promovendo a solidariedade em Pernambuco, o Sesc Mesa Brasil integra a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos e é certificado pela Global Foodbanking Network. Desenvolvendo ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como Fome Zero e Agricultura Sustentável (ODS 2), Consumo e Produção Responsáveis (ODS 12) e Parcerias e Meios de Implementação (ODS 17), o programa tem como missão contribuir para a segurança alimentar e nutricional de pessoas em situação de vulnerabilidade social, promovendo a distribuição de alimentos e ações educativas. Parcerias como essa reafirmam o compromisso da Giral com o desenvolvimento social, beneficiando centenas de crianças e adolescentes. A Giral agradece ao Sesc Mesa Brasil e à Mondelez pelo apoio e segue de portas abertas para novas iniciativas promovam transformação e solidariedade.
Planejamento estratégico da Giral propõe olhar coletivo para o presente e o futuro da organização

À sombra de uma árvore frondosa, com raízes profundas e galhos que se estendiam aos céus, os participantes foram convidados a meditar, sentir e se conectar com o momento presente. A mística inicial deu o tom do encontro de avaliação e planejamento estratégico da Giral, tendo sua primeira etapa realizada em Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, entre os dias 20 e 22 de março. Durante três dias de imersão, parte da equipe técnica e da diretoria refletiu sobre a trajetória da organização, analisou os desafios atuais e desenhou caminhos para o futuro da instituição, que há 18 anos transforma realidades por meio da educação. O processo foi facilitado por Everaldo Costa, fundador da Giral, e pelo jornalista Agamenon Porfírio. Para Everaldo, este é um momento fundamental na história da organização. Ele destaca que a instituição cresceu significativamente nos últimos três anos, e que esse crescimento precisa ser acompanhado por um direcionamento alinhado à missão da Giral. “O processo foi reflexivo e colaborativo, com muitas discussões voltadas à missão institucional. Saímos daqui com o sentimento de pertencimento e o compromisso com a missão da Giral ainda mais fortalecidos”, apontou. A metodologia adotada foi baseada em práticas participativas. Um dos primeiros momentos foi a criação coletiva da “árvore dos sonhos”. As raízes foram construídas com palavras e ideias que representam os pilares da Giral: amor, coragem, sonho, educação, comunicação e transformação social. Já os galhos e folhas simbolizavam os sonhos: os lugares onde a equipe deseja que a organização chegue nos próximos anos. A partir dessa simbologia, os participantes passaram a desenhar os caminhos possíveis para alcançar esses objetivos. A análise de fatores internos e externos permitiu identificar o “solo” onde a árvore está plantada e o que será necessário para garantir seu crescimento contínuo e saudável. Para Ana Paula Mendes, diretora financeira da Giral, o processo foi valioso em diversos sentidos. “O planejamento estratégico tem sido um momento muito rico de reflexões, construções e aprendizados. A gente consegue ter uma visão geral dos objetivos e metas da Giral a longo prazo”, avaliou. Ana Paula também ressaltou a importância do trabalho coletivo: “Estou muito feliz por fazer parte desse momento com uma equipe maior, onde podemos compartilhar e dividir essa responsabilidade.” Para além de um espaço de avaliação técnica, administrativa e estratégica, o encontro foi também um momento de reafirmar o trabalho em conjunto e o papel dos educadores em todas as instâncias da organização. Para Isabela Carvalho, coordenadora de projeto e educadora, a participação ativa dos educadores e coordenadores no processo foi um dos aspectos mais significativos. “Mostra muito o compromisso que a instituição tem, tanto com o seu futuro quanto com o futuro dos seus colaboradores”, afirma. Ela também destacou a força do trabalho coletivo. “Eu tenho muito orgulho e propriedade em dizer que esse planejamento foi construído pela equipe da Giral. Isso foi muito bonito e muito valoroso.” A partir das reflexões, o grupo iniciou a construção de objetivos e metas que concretizam os sonhos representados na copa da árvore. Ações voltadas à melhoria da gestão, da governança e da sustentabilidade institucional foram priorizadas no desenho do planejamento estratégico. Fechando o ciclo No dia 31 de março, o grupo voltou a se reunir, desta vez no espaço da Ciranda Cohousing, na zona rural de Glória do Goitá. Na companhia e sob a sombra de outra grande árvore, a equipe revisitou as discussões de Gaibu, validou os encaminhamentos e formalizou o documento que guiará a Giral pelos próximos três anos. O encerramento seguiu a mesma inspiração simbólica do início. Em uma nova mística, os participantes imaginaram uma semente crescendo e se transformando em uma grande árvore, apoiada por muitas mãos, oferecendo sombra e abrigo para pessoas e comunidades. De mãos dadas, repetiram juntos: “Eu sou porque nós somos”, expressão que resume o espírito de Ubuntu, filosofia africana que valoriza a coletividade, a solidariedade e a conexão entre os seres. Mais do que metas e indicadores, o novo planejamento estratégico da Giral nasce do compromisso com os sonhos e as necessidades de pessoas, comunidades e territórios que a organização acompanha. Afinal, são eles os verdadeiros guias de todo esse processo. A Giral segue possibilitando sonhos e construindo futuros. Porque nossos sonhos movem o mundo!
Jovens Empreendedores participam do Startup Day e descobrem novos caminhos para o futuro

Os adolescentes e jovens do Programa Jovens Empreendedores da Giral vivenciaram uma experiência única durante o Startup Day, no município de Carpina. O evento anual, promovido pelo Sebrae Startups, visa estimular o ecossistema de inovação e empreendedorismo no Brasil. Aqui em Pernambuco o evento foi realizado no último sábado (22) e reuniu startups, empresários, investidores e jovens com interesse na área do empreendedorismo, oferecendo palestras, mentorias e oportunidades de networking. O educador do projeto, Alexandre Constantino, destacou o impacto positivo da participação dos jovens do Programa: “Foi um dia de muitas oportunidades. A participação dos jovens foi efetiva em todas as palestras. De 9h da manhã até as 17h vivenciamos muitos momentos de grande aprendizado, onde pudemos obter insights relevantes para o desenvolvimento de nossa mentalidade empreendedora”. O educador destaca como a experiência abriu horizontes e possibilidades de sonhos para muitos dos jovens que tiveram esse contato mais direto com o mundo das startups pela primeira vez. “Eles puderam entender o quanto é possível, com a direção certa, trilhar o caminho do empreendedorismo fazendo a diferença e através do conhecimento inovador”, comentou. Paula Fernanda, também educadora do projeto, reforçou como o evento contribuiu para a formação dos jovens. “A participação foi extremamente significativa para o Programa Jovens Empreendedores. Muitos ainda têm dúvidas sobre como seguir nesse caminho, e essa experiência trouxe mais clareza e entendimento sobre o que realmente significa empreender”, afirmou a educadora. O impacto foi especialmente sentido por participantes como Analice Nefertit, de Lagoa de Itaenga, uma das integrantes do Programa: “É tudo aprendizado, eu percebo que está me ajudando a evoluir como pessoa.” Já Tainá Maria, outra integrante do Programa no município de Glória, destacou como a participação no evento foi enriquecedora: “Eu achei muito importante porque é um avanço pra gente. Porque tinha muita gente ali, experiente!”, Tainá destacou ainda como a ficou feliz em se aprofundar na área de marketing, um centro de interesse do qual gosta bastante. “Eu amei ver como as coisas funcionam”, disse. O Projeto Jovens Empreendedores é uma iniciativa da Giral que oferece formação e capacitação para adolescentes e jovens, com foco em qualificação profissional, formação política e desenvolvimento de habilidades em liderança, comunicação e empreendedorismo. Com o patrocínio do BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará, a iniciativa busca promover autonomia, fortalecimento da autoestima e geração de renda, contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento sustentável dos territórios onde atua.
Seminário da Escola de Moda celebra formatura em evento que destaca empoderamento feminino

Em meio às celebrações do mês da mulher, a Escola de Moda da Giral promoveu, na última sexta-feira (14), um evento que marcou dois momentos importantes: a abertura das atividades para o ano de 2025 e a formatura das turmas de corte e costura de nível avançado. O evento destacou a força e resistência femininas, reunindo histórias inspiradoras de superação e conquista. “O que seria do mundo sem as mulheres?”, provocou Everaldo Costa, fundador da Giral, durante sua fala de abertura. O educador destacou a importância, força e presença feminina na sociedade, além da resistência e resiliência dessas mulheres frente às imposições sociais relacionadas aos papéis e deveres atribuídos a elas. Após a formação da mesa de abertura, composta pela equipe da escola, educadoras e coordenadoras de outros projetos da instituição, a estudante Deusamar Santos compartilhou um comovente testemunho. Aos 23 anos, ela enfrentou um acidente que resultou na perda de uma das pernas, mas não de sua determinação. Hoje, Deusamar é artesã e administra seu próprio ateliê em Feira Nova. “Mesmo antes do acidente eu já tinha vontade de costurar, mas não conseguia”, relatou. Ao falar sobre sua experiência na Escola de Moda, Deusamar elogiou a abordagem pedagógica inclusiva: “Você não precisa saber ler e nem escrever pra aprender a costurar. Jonne não é um professor, é um mestre”. “A formatura de hoje é muito especial, principalmente por se tratar do público que conseguiu chegar no seu resultado final”, destacou Jonne Cleibson, costureiro e educador da Escola de Moda. “São mulheres de idade um pouco mais avançada, que com a participação no curso, elas resgatam a sua autoestima, resgatam uma nova perspectiva de vida”. O evento promoveu dois momentos especiais de reflexão sobre o tema “Igualdade de Gênero e Empoderamento Feminino”. O primeiro foi conduzido pela educadora e assistente social Renata Uchôa. Em sua apresentação, a educadora abordou temas como direitos, oportunidades, crescimento econômico e qualidade de vida. Renata explicou como a Giral contribui nesse processo de empoderamento: “Como a gente faz isso aqui na Giral? Através da Educação. Tomando propriedade do que eu quero pra mim. Isso dá autonomia para mulheres decidirem pra onde querem ir”. Dando continuidade, Francisco Paiva, enfermeiro especialista em saúde da mulher Francisco abordou questões como empoderamento feminino e papéis de gênero. “Rompam as barreiras! Não deixem que as pessoas digam o que vocês podem ou não fazer!”, incentivou. Formatura e desfile: a concretização de sonhos O ponto alto do evento materializou-se na formatura das turmas de corte e costura de nível avançado. Em um desfile protagonizado pelas formandas, foram apresentadas com peças confeccionadas por suas próprias mãos nas oficinas da escola – a concretização dos conhecimentos adquiridos e a celebração da capacidade criativa de cada uma. Jonne destacou a emoção de ver mulheres participando ativamente do desfile com peças confeccionadas por elas: “Isso é muito bacana, principalmente falar da superação que elas tiveram para chegar até aqui”. Para Maria Aparecida, 65 anos, a formação representou a realização de um sonho antigo: “Quando eu era mais nova, eu queria muito fazer um curso de corte e costura e nunca tive oportunidade porque precisava trabalhar pra criar os filhos. Aqui foi essa oportunidade de realizar um sonho antigo”. Hoje, Maria Aparecida empreende: “Em agosto do ano passado eu aluguei um espaço e montei uma lojinha, um ateliê de costura. Minha filha é artesã, a gente se juntou, abriu essa lojinha. Eu costuro e vendo as peças que eu faço”. Já a trajetória de Verônica Oliveira, 57 anos, revela outra dimensão transformadora da Escola de Moda da Giral. Para além dos conhecimentos técnicos adquiridos, a formanda destacou o impacto profundo em sua saúde mental: “Essa Giral mudou muito a minha vida, porque eu entrei aqui com uma depressão muito forte, muito forte mesmo”. Suas palavras evidenciam como o aprendizado pode ser um poderoso instrumento de transformação pessoal. A coordenadora do projeto, Luciene Moura, enfatizou justamente como a dimensão formativa da Escola vai além do ensino técnico: “O dia de hoje foi muito enriquecedor na formação dessas mulheres, porque além do corte e costura, a gente também trabalha com essas outras questões”. A coordenadora ressaltou a importância de debater o empoderamento feminino: “Trazer esse tema para essa discussão, para elas perceberem o quanto são importantes, que precisam cada dia mais ocupar o espaço que têm na sociedade, é enriquecedor. Enquanto mulher, vivenciando o mês de março e dando ênfase a essa temática, vemos que no dia a dia muitas vezes a gente vive situações de exclusão. Então parar para pensar, debater esse tema, refletir, é muito importante”. A Escola de Moda da Giral segue cumprindo seu papel na formação técnica e humana, promovendo autonomia e desenvolvimento pessoal através do ensino da costura e do fortalecimento da autoconfiança. A iniciativa é uma realização da Giral e conta com o apoio do Ministério das Mulheres.
Programa de Jovens Empreendedores inicia novo ciclo com foco em transformação social

“Nós queremos que vocês sonhem cada vez mais alto! A cada aula, eu sei que vocês sairão transformados.” Com estas palavras inspiradoras, Isabela Carvalho, coordenadora do Programa de Formação de Jovens e Adolescentes Empreendedores, deu o tom ao Seminário de Abertura da nova turma. O evento reuniu jovens das cidades de Feira Nova, Pombos, Lagoa de Itaenga e Glória do Goitá na sede da Giral, proporcionando o primeiro contato com a equipe e apresentando a metodologia do programa. Foi um momento de conexão e expectativas, alimentado pelo sonho e por uma proposta de empreendedorismo voltada a transformar não apenas a vida dos participantes, mas também suas comunidades e territórios. Em seu terceiro ano de execução, o Programa é uma iniciativa da Giral que oferece formação e capacitação para adolescentes e jovens através de qualificação profissional, formação política e desenvolvimento de habilidades em liderança, comunicação e empreendedorismo. Por meio de oficinas, mentorias e atividades práticas, os participantes são estimulados a desenvolver projetos com impacto social e econômico, fortalecendo sua autoestima e criando oportunidades para geração de renda e inclusão social. A iniciativa, que já formou mais de 200 jovens, busca empoderar esses sujeitos, fornecendo ferramentas para que transformem suas realidades e contribuam significativamente para o desenvolvimento local. Convidado para dar as boas-vindas aos novos participantes, o fundador da Giral, Everaldo Costa, trouxe uma reflexão sobre propósito e educação ao questionar: “Por que vocês estão aqui?”. Sua fala destacou a importância de pensar além dos negócios, buscando conhecimento e qualificação para um crescimento não apenas financeiro, mas integral. “Não pensem somente no empreendimento de vocês, mas num projeto de vida”, enfatizou. Histórias que inspiram Para recepcionar os novos empreendedores, egressas do projeto compartilharam suas experiências. Helena, Tainá, Cibele e Sara apresentaram suas trajetórias, conhecimentos e habilidades adquiridas durante o programa. “Eu cheguei perdida no projeto, mas a Giral foi me dando direcionamento até que eu chegasse aqui”, relatou Helena Mayara, que hoje empreende no ramo de moda feminina em Glória do Goitá. Cibele Araújo, outra jovem formada pelo programa, empreende na agricultura, no cultivo e na venda de coentro. “É gratificante saber que o alimento saudável que eu cultivo está na mesa das pessoas”, afirmou. Cibele representa um dos muitos casos de sucesso em empreendedorismo rural que o programa desenvolveu durante seus dois anos de implementação. Como ela, diversos jovens encontraram na Giral um espaço para desenvolver não apenas seus negócios, mas também autoestima e habilidades pessoais que os fortalecem como líderes em seus territórios. O bate-papo com as egressas contou com a participação dos educadores Alexandre Constantino, Jackeline Oliveira e Ana Paula, que interagiram com as jovens em um ambiente de descontração e aprendizagem. “Que vocês aproveitem cada um dos módulos e essa equipe maravilhosa”, incentivou a coordenadora Isabela. “Eles estão preparados para acompanhar vocês durante todo esse processo.” Empreendedorismo para o desenvolvimento sustentável Um dos destaques do evento foi a discussão sobre “Juventude e Autonomia: Contribuições para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”. Isabela conduziu uma reflexão sobre os ODS, empreendedorismo e desenvolvimento integral – proposta da Giral que visa desenvolver os participantes em sua totalidade, gerando impacto desde o nível individual até o coletivo, transformando realidades locais. Para ilustrar o tema, além de apresentar os ODS, Isabela compartilhou a trajetória de Cibele e seu empreendimento, destacando objetivos que se alinham com a proposta do programa. Na visão da Giral, o empreendedorismo social é ferramenta essencial para promover transformação e desenvolvimento sustentável nas comunidades e territórios. Ao capacitar jovens para identificar problemas locais e propor soluções criativas e viáveis, o Programa estimula o protagonismo e o compromisso com o bem comum. E, mais que gerar renda, busca formar líderes conscientes de seu papel social, capazes de mobilizar parcerias em prol de projetos que promovam justiça social, inclusão e bem-estar coletivo. A Giral acredita que o verdadeiro empreendedorismo nasce da criatividade, da empatia e da colaboração – valores que orientam sua metodologia educativa e potencializam o impacto de suas ações. A iniciativa conta com o patrocínio do BTG Pactual, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
Vida e Sonhos: Seminário celebra reencontros e compromisso junto à terceira idade

O Seminário de Abertura dos projetos Sonhos Não Envelhecem e Vida Feliz foi marcado pelo sentimento de reencontro. Os participantes da edição anterior do projeto estavam ansiosos para reencontrar os outros participantes e a equipe. O momento foi de reafirmar o compromisso da Giral com a promoção de uma vida digna, ativa e feliz para a terceira idade. Realizado em Glória do Goitá, o evento reuniu participantes do município, do distrito de Apoti e do município de Pombos. O mestre de cerimônias, Alexandre Constantino, deu início ao encontro convidando todos a se saudarem com abraços calorosos, reforçando o espírito de união e pertencimento: “Que bom que você veio, que bom que você está aqui”, repetiam enquanto se saudavam os participantes. Na sequência, o fundador da Giral, Everaldo Costa, ressaltou o valor inestimável dos conhecimentos e saberes que cada um de nós traz em si: “A sabedoria a gente aprende com a vida, não é na escola. E cada um de nós carrega consigo esse tesouro”. Suas palavras destacaram a importância de valorizar a experiência dos participantes e sua valiosa contribuição para o coletivo. Os vídeos institucionais apresentados durante o evento trouxeram um balanço das atividades realizadas no ano de 2024, o primeiro ano de implementação dos projetos, além de compartilhar números e resultados alcançados. Recebendo com carinho os participantes de Apoti e Pombos, as turmas de Glória do Goitá demonstraram a força dos laços criados entre a comunidade e a Giral. Para a coordenadora dos projetos, Robervânia Costa, a palavra-chave para essa nova etapa é conexão: “Esse ano, nós queremos fazer muita coisa e só conseguiremos fazer isso juntos”. Em sua fala, a coordenadora ressaltou a importância da união e da escuta atenta para garantir que todos se sintam acolhidos e integrados ao processo. Quem também esteve presente no evento foi a coordenadora do Grupo da Melhor Idade de Glória do Goitá, Carmencita Araújo, manifestando seu apoio à iniciativa: “Eu como gloriense que sou, agradeço e parabenizo a Giral por esses projetos. Estou à disposição para o que precisarem.” O seminário contou ainda com uma palestra da assessora de imprensa e jornalista, Rose Maria, que trouxe uma reflexão sobre o tema “Envelhecimento: Descobertas e Oportunidades”. Para ela, “Envelhecer é uma dádiva”, e o processo de envelhecimento pode ser vivido com qualidade e aprendizado contínuo, desde que se tenha o apoio da família e da sociedade. “Com a mente aberta e o apoio da família e da sociedade, os idosos podem continuar contribuindo, aprendendo e vivendo com qualidade”, e completa “investir no bem-estar e na inclusão das pessoas idosas é um compromisso de todos nós.” As falas dos participantes evidenciaram o impacto positivo do projeto em suas vidas. Dona Lourdes, veterana no projeto, revelou seu entusiasmo: “Eu não gostei do projeto. Eu amei!” Revelando a saudade que estava das atividades, ela afirmou: “Eu queria que a Giral crescesse muito mais do que está, para abraçar mais gente.” Já Severina Cabral, que participa pela primeira vez, compartilhou suas expectativas: “Eu quero aprender aquilo que eu não aprendi na infância. Acredito que vai ser bom. Vou me esforçar para aproveitar tudo que o projeto oferecer.” O Seminário de Abertura dos projetos Sonhos Não Envelhecem e Vida Feliz foi, acima de tudo, um momento de celebração da vida e de renovação do compromisso com aqueles que têm tanto a ensinar e a compartilhar. Em 2025, a Giral segue fortalecendo o vínculo com a terceira idade, oferecendo oportunidades de aprendizado, convivência e bem-estar para todos os seus participantes. Sobre os projetos Os projetos Sonhos Não Envelhecem e Vida Feliz são iniciativas da Giral voltadas para o bem-estar, a inclusão e o desenvolvimento integral da pessoa idosa. Enquanto o Vida Feliz promove atividades culturais, educativas, terapêuticas e recreativas que estimulam a autoestima, socialização e autonomia dos participantes, o Sonhos Não Envelhecem foca em ações de valorização de saberes, geração de renda e fortalecimento de vínculos sociais, proporcionando momentos de aprendizado, lazer e resgate de memórias afetivas. O projeto Sonhos Não Envelhecem conta com o patrocínio da SulAmérica, Alura e Cia Muller. O projeto Vida Feliz conta com o patrocínio do BTG Pactual, BB Seguros, Electrolux, Perfect Automotive, Grupo Sabará e apoio do Programa Parceiro do Idoso, do Santander.
Seminário de Abertura: Projeto Educação e Vivências Inclusivas reflete sobre educação transformadora

Na última terça-feira(11), a nossa sede em Glória do Goitá foi palco de um momento especial de reflexão e acolhimento. Famílias, educadores e comunidade se reuniram para o Seminário de Abertura do Projeto Educação e Vivências Inclusivas, em um dia marcado por trocas significativas sobre o poder transformador da educação. O clima de acolhimento tomou conta do ambiente, integrando aqueles que já conhecem o trabalho da Giral e os novos integrantes que chegam cheios de expectativas. O evento contou com a participação de educadores, coordenadores e as famílias assistidas pelo Projeto, criando um ambiente de troca e aproximação. “Eu sempre fico emocionado em falar de educação, porque pra mim ela é uma coisa sagrada” disse o fundador da Giral, Everaldo Costa, compartilhando sua emoção ao falar sobre a temática. Em sua fala, Everaldo refletiu sobre a importância do tempo na educação, fazendo paralelos com o tempo da natureza e seus ciclos, e deixando um agradecimento às famílias presentes: “Obrigado por terem escolhido a Giral, por virem partilhar esse ano de aprendizados com a gente!” Renata Uchôa, coordenadora do projeto, destacou a importância do acolhimento e do compromisso coletivo com a educação. “A gente está nesse primeiro momento de acolhida para fazer com que as famílias se sintam pertencentes e mais próximas, porque o compromisso de educar é um compromisso coletivo”, explicou. Segundo ela, o objetivo do seminário é sensibilizar as famílias para que se sintam protagonistas no processo educativo: “Para que eles se sintam nesse espaço também, de produção de conhecimento, de responsabilidade com o cuidado e com a formação das crianças e adolescentes”. O momento dedicado ao tema “Educação e Transformação” foi conduzido por Claudisson Vieira, Secretário da Secretaria de Educação do Município de Feira Nova-PE, que abordou questões fundamentais como o direito à educação, os avanços e vantagens de uma educação transformadora, além da importância de espaços formais e informais de aprendizagem. “A família e a escola, no século XXI já não dão conta de educar a criança”, afirmou, referindo-se à necessidade de outros atores sociais e espaços informais de aprendizagem para prover uma educação completa. Claudisson também enfatizou o papel da família nesse processo: “Você quer que a sua criança seja transformada? Incentive, acompanhe, esteja próximo ao seu filho”. Entre as famílias presentes, Silvânia Veras, de 42 anos, compartilhou sua expectativa com o projeto. Mãe de três filhos, ela já tem um deles participando do projeto de empreendedorismo da Giral. “Eu busco a educação realmente para transformar a vida da gente”, afirmou. Silvânia revelou que seu filho Samuel, que é autista, irá participar das atividades de dança e arte. “Ele precisa de ajuda. Então acho que a arte, a música, a dança vai ajudar ele a se desenvolver, a socializar com as outras crianças”, explicou. Além disso, ela mesma pretende participar de cursos na Giral: “Vai me ajudar a botar minhas coisas na internet bonitinho, organizar as coisas da forma que tem que ser feita”. Ao encerrar sua participação, Everaldo Costa deixou uma mensagem sobre a educação que a Giral propõe: “Que nós, como instituição e como família, possamos dar espaço pra essa educação. Uma educação da escuta, do cuidado, da alegria e do amor”. Claudisson Vieira complementou ressaltando o poder transformador da educação na sua própria história: “A educação muda a vida de um filho de agricultor analfabeto. Muda a gente, muda as pessoas. Nos torna mais tolerantes, responsáveis, conscientes”. O Projeto Educação e Vivências Inclusivas busca promover uma formação integral e inclusiva para crianças e adolescentes, desenvolvendo habilidades socioemocionais e valorizando a diversidade. O projeto reforça o compromisso da Giral com a transformação social e a ampliação do acesso à educação de qualidade, especialmente para aqueles em situação de vulnerabilidade social. Iniciativa da Giral, o projeto é financiado pelo Programa Amigo de Valor do Santander.
Educação e Transformação: Projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento inicia atividades com Seminário

Com muito entusiasmo, as famílias iam se acomodando nas cadeiras do auditório Lúcia Maria de Moura, no topo da nossa sede em Glória do Goitá. Ansiosas pelo início do Seminário de Abertura do Projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, elas foram recebidas com uma programação marcada pela música e instigantes reflexões sobre educação. O momento foi de verdadeiro acolhimento, tanto para as famílias que retornam com seus filhos às atividades do projeto quanto para aquelas que chegam à Giral pela primeira vez. A abertura ficou por conta da orquestra Meninas e Meninos da Alegria, seguida pela composição da mesa com coordenações e equipes de projetos. Everaldo Costa, fundador da Giral, compartilhou reflexões sobre a importância da educação e seu papel transformador. “Sem educação a gente não muda nada!”, afirmou. Em seu relato pessoal, Everaldo trouxe um pouco de sua história de vida, atravessada e modificada pela educação, destacando o tipo de educação que a Giral propõe: “Uma educação transformadora é alegre, parte da escuta, da solidariedade!” Os maestros Leonardo Severino Oliveira e Jonatas Araújo apresentaram o projeto e explicaram o que as famílias podem esperar dessa jornada pela Giral. “A criança tem a vontade de aprender a tocar um instrumento, de dançar, mas o que a gente tem como missão vai muito além”, explicou Leonardo, destacando as habilidades socioemocionais desenvolvidas ao longo do processo de aprendizagem proposto pelo projeto. “São aprendizados para a vida! É desenvolvimento humano e integral”, completou. Jeisa Poliana, mãe da pequena Laura, matriculou a filha pela primeira vez nas aulas de balé do projeto. Ela afirma que, além da diversão e do aprendizado, o objetivo é desenvolver as habilidades da filha. “O balé é interessante porque se ela se interessar realmente, pode ter um futuro na área”, comentou. Já o jovem Estevam Ferreira, de 16 anos, disse estar animado para começar as aulas de música: “Eu já toco trompete, mas quero aprender a tocar contrabaixo”. Estevam conheceu o projeto através de amigos que já integram a orquestra e revelou que nutria o interesse de se juntar ao projeto há bastante tempo. O momento dedicado ao tema “Educação e Transformação” foi conduzido por Rinalda Arruda, professora adjunta da Universidade de Pernambuco (UPE). Rinalda propôs reflexões sobre o lugar da educação e suas possibilidades. “Como mãe eu também educo e ensino. Educação não se limita às disciplinas da escola, mas tem a ver também com a criticidade, a empatia”, ressaltou. Além de reforçar o papel da família como espaço educativo junto à escola e instituições como a Giral, a professora destacou como essa educação é importante, tanto para o futuro individual de quem se dedica a ela, quanto para a sociedade e o mundo em que vivemos. “Uma educação transformadora trabalha para impactar e mudar a sociedade”, concluiu. O Projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento é uma iniciativa da Giral que promove a formação artística de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social na região de Glória do Goitá. Por meio das oficinas de música e balé, o projeto busca fortalecer a autoestima e a autoconfiança dos participantes, desenvolvendo habilidades artísticas, sociais e emocionais. Em 2025 o projeto alcança outros espaços, chegando até a zona rural de Glória do Goitá, no distrito de Apoti e no município de Feira Nova. Ampliando nossa atuação e levando mais oportunidades para as crianças e adolescentes da região. Patrocinado pela BB Seguros, o projeto integra o compromisso da Giral com a transformação social e a democratização do acesso à cultura e à educação.
Música e Transformação: Projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento promove ações em Apoti

Na última sexta-feira (21), a música tomou conta de Apoti, na zona rural de Glória do Goitá. Para marcar a chegada do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento ao distrito, duas ações levaram música, arte e cultura à comunidade. Pela manhã, a Escola Municipal Intermediária recebeu uma aula concerto, e à tarde, a capela Santo Antônio foi palco do espetáculo musical “Aruana: Uma Vida em Canção”. Na escola, a aula concerto proporcionou às crianças e adolescentes um contato direto com a música clássica e os instrumentos de uma orquestra. Cada integrante do grupo apresentou seu instrumento, explicando seu funcionamento e executando uma peça musical. O momento mais especial ficou para o final, quando algumas crianças da escola foram convidadas a interagir com os instrumentos, tocando e descobrindo novos sons. Para a diretora Roberta Ferreira, a presença do projeto foi de grande relevância para a escola. “O dia de hoje foi grandioso porque vimos nossos alunos totalmente envolvidos. A música nos leva para outras direções: acalma, anima e nos acalenta. Precisamos de mais música na vida das pessoas para que esses alunos se inspirem também”, afirmou. Entre os estudantes, a experiência também despertou sentidos. Marina Barbosa, de 12 anos, compartilhou seu entusiasmo: “Eu senti muita inspiração, também quero ser musicista. Quero estudar pra isso”. Fascinada pela percussão, ela já tem alguma experiência e deseja se aprofundar no aprendizado musical. Já Mikaele Priscila, de 15 anos, também se mostrou impactada pelo projeto: “É difícil explicar o que senti, mas a música nos transforma. Eu gostaria que esse projeto fizesse parte da nossa escola”. Para ela, os instrumentos de sopro foram os que mais chamaram sua atenção. O evento contou ainda com a presença de autoridades, como o presidente da Câmara Municipal de Glória do Goitá, Wellington Andrade, que destacou a importância de projetos como esse: “A música transforma, alegra e modifica a vida do cidadão, especialmente dos nossos jovens. O projeto Meninas e Meninos da Alegria tem trazido um olhar diferenciado para Apoti, um lugar que agora está sendo lembrado e valorizado”. Empolgada com a aula concerto, a vereadora Lúbia Souza reforçou a relevância da iniciativa para a comunidade. “Apoti sempre foi um distrito desvalorizado, esquecido. Trazer a música, a cultura e a arte para cá é fundamental, principalmente para tirar os adolescentes de realidades difíceis. A porta do nosso distrito estará sempre aberta para iniciativas como essa”, afirmou. No fim da tarde, a pequena capela Santo Antônio acolheu a Orquestra Meninas e Meninos da Alegria, junto à comunidade de Apoti. Após circular por mais de 10 municípios em 2024, o espetáculo “Aruana – Uma Vida em Canção” retornou a Glória do Goitá, no coração de Apoti. O musical, que celebra a música popular nordestina, acompanha a trajetória de uma jovem que cruza o estado, do sertão ao litoral, em busca de seus sonhos e de seu amor. A iniciativa reafirma o papel essencial da música e da cultura, transformação realidades através de oportunidades e da educação. O projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento é uma realização da Giral e conta com o patrocínio da BB Seguros.
Costurando Sonhos: A recepção da Escola de Moda em Feira Nova

Uma salinha aconchegante abriga cerca de 11 máquinas de costura, dispostas em setores. Ao entrar, o silêncio é quebrado apenas pelo som da overlock e pela voz de Jonne, sentado à máquina. Com seu jeito espontâneo, ele explica como costurar as alças de uma blusa. Ao redor dele, um grupo com cerca de 30 mulheres ouvem atentas. Após a explicação, elas seguem animadas para continuar a confecção das peças. E assim têm sido as aulas da Escola de Moda da Giral em Feira Nova. “Fazer com que elas se sintam pertencentes, bem acolhidas e valorizadas tem sido o ponto chave”, diz Jonne Cleibson, costureiro e educador dos cursos de corte e costura da Escola. No novo espaço, Jonne apresenta as máquinas e as estudantes, além de explicar como as aulas funcionam. No dia em que estivemos lá, elas produziam blusas básicas com alças e babados, trabalhando em conjunto e por etapas, como em uma confecção comercial. Ao todo são 68 mulheres que tiveram o primeiro contato com a Escola de Moda ainda em 2024, durante um workshop em que aprenderam fundamentos básicos de modelagem e uso dos maquinários digitais disponíveis na Escola. Com o início de duas turmas do Curso Básico de Corte e Costura, as aulas acontecem às terças e quartas desde o começo de fevereiro. Fátima Calheiros, aposentada, conta que tentou participar dos cursos da Giral em Glória do Goitá, mas a distância a impediu. Influenciada pela mãe, ela traz consigo o sonho de costurar e relata uma grande diferença: “É completamente diferente do que ela aprendeu. A dificuldade que ela teve para aprender não existe aqui. As coisas se tornam muito mais fáceis e prazerosas”, afirma. “Se você não souber nada de corte e costura e não conseguir aprender com ele, não aprende com mais ninguém!”, diz Deusamar Santos, outra participante do curso. Ela trabalha com artesanato, já possui um conhecimento básico sobre a costura mas não tinha conhecimentos de modelagem e corte. Entusiasmada, Deusamar fala sobre a simplicidade com que Jonne repassa seus conhecimentos. “Se você não consegue aprender de um jeito, ele te ensina de outro. É encantador!” Jonne destaca a importância de uma abordagem humanizada e adaptada à realidade das estudantes. “Quatro centímetros são dois dedinhos, oito são quatro, aí vai pro palmo, pra tesoura, prum prato”, explica o costureiro, mostrando como adaptou o sistema métrico para que qualquer pessoa, em qualquer contexto, consiga entender e aplicar o que é ensinado. “Hoje eu entendo aquilo que Paulo Freire tanto pediu aos educadores: usar o cotidiano para educar”, completa. As aulas da Escola de Moda em Feira Nova acontecem no novo espaço da Giral, localizado próximo ao Estádio de Futebol O Gonzagão. Após a conclusão das primeiras turmas, serão abertas novas inscrições, desta vez para os cursos Básico e Avançado. A iniciativa é uma realização da Giral e conta com o apoio do Ministério das Mulheres e parceria com a Prefeitura Municipal de Feira Nova.
II Seminário Nossos Sonhos Movem o Mundo reafirma compromisso social da Giral

Entre os dias 12 e 14 de fevereiro, em Moreno-PE, a equipe da Giral esteve reunida na realização do II Seminário “Nossos Sonhos Movem o Mundo”. O evento serviu como um espaço de reflexão, alinhamento e planejamento das ações institucionais para 2025, reafirmando o compromisso da organização com a transformação social por meio de uma educação popular e contextualizada. “Que tipo de educação estamos ofertando?” A pergunta guiou boa parte das reflexões durante o seminário. Para a Giral, a resposta está na prática: educar é um ato coletivo, dialógico e emancipador. Como bem defendia Paulo Freire, a educação só é verdadeira quando há participação e transformação. A programação começou na manhã da quarta-feira (12) com um workshop de fotografia conduzido por Márcio Ribeiro, videomaker da Giral, com apoio da equipe de comunicação. O objetivo era aprimorar a sensibilidade e as técnicas das equipes na documentação das ações promovidas pela instituição. Em seguida, Everaldo Costa, fundador da Giral, apresentou uma análise dos diagnósticos e avaliações dos projetos desenvolvidos em 2024. Os dados coletados destacaram a relevância do trabalho da Giral e revelaram recortes sociais importantes como o de que 88% das famílias atendidas vivem com até um salário mínimo. Contudo, apontaram também os impactos positivos dos projetos nos participantes, como o aumento da autoconfiança, a melhoria na comunicação e o desenvolvimento de novas habilidades. Resgate Histórico e Identidade Institucional A discussão sobre o passado e o presente da Giral trouxe à tona questões fundamentais sobre a missão da organização. “Quem a gente educa? Por que e como educamos? Qual o nosso projeto político social?” Essas perguntas nortearam os debates. Everaldo relembrou as origens da Giral, destacando que a organização surgiu da luta pela comunicação como um direito humano, formando os primeiros Agentes de Desenvolvimento da Comunicação (ADC) e atuando na denúncia de violações de direitos. “A Giral surge desse lugar de busca por políticas públicas para as juventudes”, afirmou. Leonardo Oliveira, maestro e coordenador do projeto Meninas e Meninos da Alegria em Movimento, ressaltou o papel do educador: “Não é só sobre conhecimento técnico, mas sobre estar presente, em contato direto com os estudantes”. Falas como a de Diane Oliveira ecoaram esse compromisso: “Somos espelhos para as pessoas que participam das oficinas. É fundamental valorizá-las e reconhecer sua importância”. A reflexão sobre a metodologia freiriana esteve presente em diversos momentos, como nas palavras inspiradoras de Dona Severina, educadora da Escola de Moda. “Quando eu comecei na Giral, diziam: ‘ela não sabe ler, vai aprender o quê?’. Não sei ler nem escrever, mas sei fazer uma modelagem, sei cortar um tecido e agora tô ensinando e vou aprender muito mais!”, disse, sintetizando perfeitamente a pedagogia da prática e do saber-fazer. Cuidando de quem cuida No segundo dia, a psicóloga Larissa Tainá conduziu uma reflexão sobre autocompaixão e autocuidado. “Quem cuida de quem cuida?” foi a pergunta central que norteou as discussões. Adriana Bezerra, educadora, resumiu o sentimento compartilhado por todos: “Acredito que a proposta da Giral é justamente essa: olhar para as pessoas com carinho, cuidar e acolher”. À tarde, o educador Wemisson Araújo conduziu um exercício de percepção, incentivando os participantes a observar objetos cotidianos – como plantas, sementes e pedras – sob outras perspectivas. A atividade promoveu uma compreensão crítica e sensível do mundo, em sintonia com a visão freiriana de que “não existe educação popular sem escuta, participação e transformação”. Traçando rotas O último momento do seminário foi dedicado ao planejamento das ações para 2025. A partir dos objetivos estabelecidos em cada um dos projetos, as respectivas equipes estruturaram suas atividades para o ano. Nas apresentações dos grupos, ficou evidente – seja no trabalho com idosos ou crianças, ou em temas como incentivo à leitura e conscientização ambiental, no letramento ou na introdução a programação – como a Giral atua em múltiplos espaços, sempre guiada pelo princípio de uma educação popular e emancipadora, ligada à força e à possibilidade de transformação social. O encerramento do seminário se deu com um grande círculo, onde os participantes compartilharam sentimentos e impressões sobre o encontro. Everaldo sintetizou o espírito do evento: “Seguimos com a Giral, trabalhando pela transformação que desejamos para o mundo”. Como dizia Paulo Freire, “a educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Seguimos, mais uma vez, reafirmando nossa missão de ser parte desse processo.
Formação e Cuidado: Curso de Cuidador de Idosos do Projeto Vida Feliz têm sua aula inaugural

Com o crescimento da população idosa – segundo dados do IBGE, a quantidade de pessoas com mais de 60 anos duplicou em duas décadas -, a demanda por cuidadores qualificados tem se tornado cada vez maior. Diante desse cenário, a Giral através do Projeto Vida Feliz, oferta o Curso de Cuidador de Idosos, uma iniciativa que visa não só a capacitação técnica como a promoção de um atendimento mais humanizado e consciente. Com impacto direto tanto na vida dos participantes quanto na comunidade, o curso se apresenta como um caminho para a profissionalização e a melhoria na qualidade de vida da população idosa do território. A trajetória de Lourdes Nascimento ilustra bem a importância dessa formação. Técnica de enfermagem há 16 anos, ela sempre teve interesse em aprimorar seus conhecimentos na área, mas enfrentou dificuldades financeiras para ingressar em um curso específico. “Já fazia muito tempo que eu queria fazer esse curso. No ano passado, tentei, mas não consegui. Quando soube do curso da Giral, fiquei muito feliz, fiz minha inscrição e fui selecionada. Estou amando a experiência”, conta animada. Além de aprofundar seus conhecimentos, ela vê na formação uma nova oportunidade profissional. Para Wilbson Carlos, jovem de 21 anos e estudante do quarto período de enfermagem, o curso representa um complemento essencial à sua formação acadêmica e uma porta de entrada para o mercado de trabalho. “Eu vi essa oportunidade como um meio de adquirir mais conhecimentos e habilidades. Quero desenvolver um olhar mais humanizado sobre os idosos, entender melhor suas necessidades e garantir um cuidado de qualidade”, afirma. Célia Arlinda, moradora de Lagoa Itaenga, já atua no cuidado de idosos e viu no curso uma oportunidade de aprimorar suas práticas. “Eu moro perto da Associação Raio de Luz, que cuida de idosos, e também faço parte da Associação das Mulheres. Sempre estive envolvida com esse trabalho e quero aprender cada vez mais. Meu objetivo é saber lidar melhor com os idosos e entender suas necessidades de forma mais sensível e eficaz”, destaca. A psicóloga e educadora dos primeiros módulos do curso, Larissa Tainá, explica que a base do curso vai além das técnicas de cuidado. “O módulo inicial aborda os direitos humanos e os serviços disponíveis para os idosos. É fundamental que os alunos compreendam esse contexto para que possam prestar um atendimento de qualidade, sabendo a quais órgãos recorrer em casos de necessidade. Isso faz toda a diferença na prática profissional”, pontua. A alta procura pelo curso comprova a necessidade da formação. Segundo Robervânia Costa, coordenadora do projeto Vida Feliz, a demanda foi tão grande que a Giral decidiu ampliar a oferta de vagas. “Nossa turma inicial tinha previsão para 35 alunos, mas em apenas 24 horas todas as vagas foram preenchidas. Decidimos abrir uma nova turma para atender mais pessoas. Hoje, temos 41 alunos na primeira turma e já planejamos formar outra em seguida”, revela. A coordenadora ressalta que a capacitação beneficia tanto os participantes quanto os idosos assistidos pela Giral e a população idosa da Bacia do Goitá. “Muitas vezes, os cuidadores não têm formação e atuam sem o conhecimento necessário. Percebemos que os idosos relatam problemas como solidão e falta de um cuidado afetuoso. Esse curso veio para suprir essa necessidade, formando profissionais preparados não só tecnicamente, mas também emocionalmente para esse trabalho tão essencial”, explica. É nesse contexto que o Curso de Cuidador de Idosos da Giral se dá como uma resposta concreta à crescente necessidade de profissionais qualificados. Seja para quem busca ingressar no mercado, para quem já atua na área ou para quem deseja expandir suas oportunidades profissionais. A formação tem impactado vidas e transformado o cuidado com os idosos em uma missão de respeito, dignidade e compromisso social. Projeto Vida Feliz O Projeto Vida Feliz é uma iniciativa da Giral voltada para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida da pessoa idosa. Através de atividades culturais, educativas, terapêuticas e recreativas, o projeto fortalece a autoestima, a socialização e a autonomia dos participantes, proporcionando momentos de aprendizado e lazer. Com oficinas de artesanato, música, teatro, letramento, rodas terapêuticas e práticas físicas, o Vida Feliz estimula a memória, a coordenação motora e o desenvolvimento de novas habilidades, valorizando as histórias e experiências dos idosos. Além disso, o projeto reforça a importância do envelhecimento ativo e da participação social, promovendo um espaço de troca e acolhimento. Realizada pela Giral, essa iniciativa conta com o patrocínio da BB Seguros, BTG Pactual, Programa Parceiro do Idoso do Santander, Electrolux, Perfect Automotive e Grupo Sabará.
Costurando sonhos: Escola de Moda promove envelhecimento ativo em Glória do Goitá

O som mecânico e compassado das máquinas preenchem a sala de corte e costura da Escola de Moda. As mãos precisas e os olhos atentos conduzem tecido e linha, se fundindo em uma só peça. A costura tem se mostrado uma ferramenta de inclusão social, bem-estar e até mesmo uma oportunidade de renda. Para muitas alunas da terceira idade, aprender a costurar representa a realização de um sonho, momentos de interação e o estímulo que muitas estavam precisando. Sentada à máquina, Dona Josefa Mendes, conhecida como Dona Zefinha, de 79 anos, relata como a participação nas atividades da Giral trouxe melhorias para sua saúde. “Estou feliz da vida porque estou aqui. Só perco quando preciso ir ao médico, mas não gosto de perder não”, conta animada. Além do curso de corte e costura, ela também participa de atividades promovidas por outros projetos da Giral e relata mudanças significativas em sua rotina. “Meu colesterol era muito alto, mas desde que comecei a frequentar as atividades, minha saúde melhorou. Minha médica disse que meus exames estão muito melhores. Hoje, quando eu chego aqui, eu me sinto no céu. Me acordei às quatro da manhã para não perder a hora.” Francy Silva, uma de nossas educadoras, confirma as mudanças relatadas não só por Dona Zefinha, mas por outras participantes da Escola de Moda. “A autoestima melhora muito e também a agilidade mental. Muitas comentam que começaram a lembrar mais das coisas, então o aprendizado tem um impacto real na vida delas”. Francy explica que ensinar o corte e costura para pessoas da terceira idade exige uma abordagem diferente. “Elas aprendem mais devagar, com um pouco mais de dificuldade, então a gente precisa ir no ritmo delas, acompanhando de perto cada etapa do processo. Explico aqui na mesa, depois vou junto à máquina e volto à mesa de novo. É tudo bem minucioso.” E completa, “algumas chegam aqui sem saber nada e com calma, vão aprendendo.” Atividades manuais como a costura oferecem benefícios que vão além do aprendizado técnico, como destaca a psicóloga Larissa Tainá. “Além de desenvolverem uma nova habilidade, essas mulheres encontram um apoio social importante. O grupo e a própria instituição proporcionam uma rede de interação, algo fundamental para o envelhecimento ativo. Muitas vezes, são mulheres que já passaram por fases em que se dedicaram à família e agora buscam ressignificar seu papel na sociedade, seja aprendendo, fazendo novas amizades ou até mesmo empreendendo.” Para além da costura, outras atividades manuais e coletivas podem oferecer os mesmos benefícios. “Muitas mulheres buscam não só se manter ativas, mas também ter uma fonte de renda extra, algo que traga realização pessoal e independência financeira. Quando uma atividade manual acontece em grupo, os ganhos são ainda maiores, porque há troca de experiências e fortalecimento de vínculos”, explica Larissa. Aluna do curso básico de corte e costura, questionada se vai fazer o curso avançado, Dona Zefinha diz que só vai sair “quando estiver craque”. Ela arranca risadas das colegas de turma e volta sua atenção, novamente, para a peça que costura na máquina. A Escola de Moda da Giral tem sido esse lugar de acolhimento e realização de sonhos. Com paciência e dedicação, nossas educadoras acompanham de perto a evolução das alunas e testemunham histórias de transformação como a de Dona Zefinha, que encontrou na costura mais uma razão para acordar todos os dias com alegria e entusiasmo. Realizada pela Giral, essa ação conta com a parceria do Ministério das Mulheres.





