A Giral realizou no dia 03 de dezembro a culminância do Projeto Educação e Vivências Inclusivas. O evento reuniu apresentações de teatro e dança, encenações que representam uma pequena parte de tudo que foi aprendido e vivenciado ao longo do ano. O projeto, que oferta atividades educativas, culturais e artísticas no contraturno escolar, atende crianças e adolescentes com o objetivo de promover educação e inclusão social. Para além das oficinas de arte, as crianças e adolescentes recebem uma formação integral, trabalhando temáticas transversais como sustentabilidade, cidadania e garantia de direitos.
“O projeto atendeu em 2025, 185 crianças e adolescentes da zona rural e urbana de Glória do Goitá”, diz a coordenadora do projeto, Renata Uchoa. O projeto oferece oficinas de teatro e dança, artes e oficina do saber, que incentiva a leitura e a escrita, além de promover acompanhamento multiprofissional com as beneficiárias e suas famílias (psicologia, psicopedagogia e serviço social). Renata destaca que as ações vão além da sala de aula: “O projeto traz vivências para as crianças e para os adolescentes nos museus, nos intercâmbios, nas apresentações, nos festivais, nas exposições de artes realizadas nos museus”. Essa formação política, cultural e social visa o desenvolvimento integral, ampliando o acesso a direitos e enfrentando desigualdades educacionais.
O fundador da Giral, Everaldo Costa, reforçou a importância da arte na educação na abertura do evento: “Eu acredito muito no poder da educação e não existe educação sem arte! E se vocês estão aqui hoje, com seus filhos, é porque vocês acreditam nisso.” Ele chamou a atenção dos pais para a necessidade de valorizar o lúdico: “Precisamos tirar as crianças do celular, através da brincadeira, da arte e da educação, para que essas crianças usem a sua criatividade.” Essa sensibilidade é a chave para o desenvolvimento dos participantes.
O impacto dessas ações é atestado pelos depoimentos das famílias. Luciene Moura, mãe de Luiz Vitor, celebrou a mudança de comportamento do menino: “Ele é muito tímido e conseguiu se soltar muito. Além disso, ele era bem preguiçoso pra estudar, mas através das atividades do projeto, mudou o seu jeito de lidar com os estudos.” Já Dona Tereza Cristina, avó de Lucas Cauã, uma criança autista, destacou outros ganhos: “Ele era muito desorganizado, não prestava atenção nas atividades. Mas aqui ele se desenvolveu, não só na arte, mas aprendeu a socializar e interagir melhor. Só temos a agradecer por darem essa oportunidade pra ele realizar esse sonho através da arte.”
O arte-educador das oficinas de teatro e dança, Marcelo Henrique, reforçou que o objetivo final transcende o palco: “Além de tudo, a gente não forma só atores aqui, mas cidadãos.” Marcelo destacou que, mesmo que os jovens não sigam na carreira artística, as habilidades e vivências do projeto podem gerar “médicos, professores e os mais diversos profissionais humanizados.” Thayna Rayane, aluna de Marcelo nas oficinas de teatro e dança, descreveu a emoção de se apresentar: “A gente conseguiu dar o nosso melhor na apresentação e eu fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Por ter conseguido me apresentar de um jeito que nem eu imaginei que ia conseguir.” Thayna relata que o projeto a aproxima cada vez mais da realização do seu sonho de ser atriz.
“Esse projeto, além de atender crianças e adolescentes, também produz capacitação para as famílias, tratando do sistema de garantia de direitos e do cuidado com as crianças e adolescentes para que eles se desenvolvam felizes e saudáveis”, finaliza Renata. A culminância do projeo, ao celebrar seus resultados, reafirma o compromisso da Giral no uso da educação e da cultura como pontes para a inclusão social e a realização de sonhos. O Projeto Vivências Inclusivas é uma iniciativa da Giral e conta com o apoio do Programa Amigo de Valor, do Santander.










