Formação que abre caminhos: Escola de Tecnologia forma turmas em Pombos e Feira Nova

Estudantes da Escola de Tecnologia da Giral celebraram, no fim de julho, a conclusão de diferentes formações nos municípios de Pombos e Feira Nova. Mais do que marcar a finalização dos cursos, as formaturas representam novos conhecimentos e possibilidades para quem passa a lidar com a tecnologia com mais autonomia e confiança. Em Pombos, foram formadas quatro turmas da Trilha Tecnológica, duas turmas da Oficina Criativa e uma turma de Edição de Vídeo. Cada formação, a seu modo, aproxima os estudantes de ferramentas e conhecimentos que fazem parte da vida cotidiana, dos estudos e também do mundo do trabalho. Durante a formatura, Isabela Carvalho, coordenadora de projetos, em fala representando a diretoria da Giral, reforçou o sentido desse trabalho: “O que fazemos aqui não é um favor, mas é garantia de direitos.” A afirmação traduz uma perspectiva que está no centro da atuação da organização: ampliar o acesso à educação e criar oportunidades de desenvolvimento para os sujeitos e seus territórios. Em Feira Nova, a Escola de Tecnologia também celebrou a conclusão do primeiro semestre de 2026. Foram seis turmas formadas. Na Trilha Tecnológica, os alunos tiveram contato com conteúdos que vão desde o funcionamento do computador até atividades práticas do cotidiano, como realizar pesquisas na internet, criar documentos e apresentações. Para o educador Evandro Alves, acompanhar essa evolução é uma das partes mais importantes do processo: “Perceber que o aluno termina a formação um pouco mais preparado e mais autônomo para usar a tecnologia no seu dia a dia.” Entre diferentes idades e histórias, os resultados também aparecem na autonomia conquistada. Crianças, adolescentes, adultos e idosos chegaram aos cursos com objetivos distintos e encontraram, cada um à sua maneira, novos caminhos para se relacionar com a tecnologia. Para Camila Barbosa, estudante da formação em Feira Nova, a experiência deixou marcas que ultrapassam o conteúdo aprendido em sala. “Cada aula foi um aprendizado, cada ensinamento fortaleceu minha confiança, me mostrou que é possível aprender e evoluir”, disse a jovem. As formaturas reafirmam, assim, que qualificar para a tecnologia também é ampliar possibilidades. Ao aproximar pessoas de diferentes idades e trajetórias do conhecimento digital, a Escola de Tecnologia fortalece a autonomia, estimula novos sonhos e contribui para que mais pessoas possam ocupar, com confiança, os espaços de um mundo cada vez mais conectado. É nesse caminho que a Giral segue transformando educação em oportunidade e conhecimento em novos futuros.
Comitês contribuem e fortalecem projetos de vida de jovens empreendedores em quatro municípios

Os salões e as salas onde os comitês aconteceram pareciam minúsculos perto da dimensão dos sonhos que se manifestavam ali. Em cada encontro entre o jovem e os membros do Comitê, uma história de vida era contada. Há quem apresente um empreendimento que acabou de começar, quem já tenha colocado o negócio de pé e precise de novos recursos para avançar e quem ainda esteja descobrindo como transformar uma vontade antiga em projeto. Entre expectativas e um pouco de nervosismo, os jovens falavam sobre o que sabem fazer, de onde vieram e, principalmente, sobre onde querem chegar. Foi assim durante a primeira semana de agosto, quando os Comitês de Projetos de Vida aconteceram em Glória do Goitá, Feira Nova, Lagoa de Itaenga e Pombos, reunindo jovens empreendedores e integrantes de uma banca que, mais do que avaliar propostas, estiveram ali para fortalecer sonhos. A iniciativa faz parte do Projeto Empreender e Inovar para Transformar, desenvolvido pela Giral, e acompanha um processo de formação que envolve conhecimentos sobre planejamento, gestão, liderança, comunicação, geração de renda e construção de projetos de vida. O encontro começa com a apresentação dos jovens. Eles contam sobre seus empreendimentos, suas experiências e aquilo que pretendem construir. Do outro lado, os integrantes do Comitê perguntam, escutam, analisam e contribuem. Clareza da proposta, relevância, sustentabilidade, potencial de geração de renda, perfil empreendedor, justificativa dos investimentos e possibilidade de continuidade estão entre os aspectos observados. Mas algumas coisas não cabem em planilhas. É preciso entender quem é aquele jovem, o que o levou até ali e o que pode mudar em sua trajetória a partir daquela oportunidade. Por isso, cada apresentação também é um encontro com uma história. Em Glória do Goitá, Maria Eduarda levou para o Comitê um projeto de vida ligado à criação animal, construído a partir da realidade da zona rural e de uma história familiar que também atravessa seus sonhos. Ao falar sobre a proposta, lembrou a reação do avô ao saber do projeto: “Eu tenho muito orgulho da história da minha família e meu avô ficou muito feliz quando soube do meu projeto de vida.” A fala de Maria Eduarda revela uma dimensão presente em diferentes apresentações: os empreendimentos não nascem isolados. Eles carregam conhecimentos aprendidos em casa, referências familiares, experiências do território e desejos que vão sendo construídos ao longo do tempo. Em Feira Nova, essa relação entre trajetória e sonho aparece de outra maneira na história de Eliziane da Silva. Vinda da zona rural, ela foi morar em Recife e se deparou, pela primeira vez, com um trailer de comida. A cena despertou uma possibilidade que permaneceu viva mesmo enquanto ela buscava outros caminhos de formação. Eliziane estudou, fez cursos, experimentou possibilidades, mas não encontrou nesses caminhos aquilo que procurava. O sonho do trailer continuava ali. Até que decidiu apostar nele. “Sei de onde eu vim, sei o que eu fiz e o que eu quero”, conta. Para colocar o projeto em movimento, vendeu a própria moto e comprou o trailer. “Vendi minha moto, comprei o trailer, abdiquei de muita coisa, mas eu consegui. Faltam os equipamentos e é aqui que a Giral entra.” É justamente nesse ponto que o Fundo Semente se encontra com as histórias apresentadas pelo Comitê. O recurso pode representar a possibilidade de dar continuidade a algo que já começou, fortalecer uma iniciativa existente ou criar condições para que um projeto de vida saia do papel. O investimento, porém, não aparece sozinho. Antes dele, existe todo um processo formativo. E é essa combinação que Sabrina Medeiros, empreendedora de Feira Nova no ramo de doces, faz questão de destacar. “Tem gente que acha que é só o recurso, mas é a sala de aula, os aprendizados, os professores, os colegas, é muito mais do que o recurso. A Giral me fez aceitar e acreditar no meu propósito.” A frase ajuda a compreender o que acontece quando um projeto de vida encontra uma rede capaz de fortalecê-lo. O dinheiro pode comprar um equipamento, uma matéria-prima ou contribuir para uma estrutura. Mas o conhecimento adquirido ao longo do caminho permanece como ferramenta para as decisões que vêm depois.Em Pombos, Bianca Carvalho também apresentou um empreendimento que nasceu de uma necessidade profundamente ligada à própria vida. Artesã, ela trabalha com crochê e encontrou no empreendimento uma maneira de construir, aos poucos, melhores condições para ela e para o filho. O incentivo da avó também fez parte desse começo. “Meu empreendimento é uma forma de dar qualidade de vida para o meu filho. Eu ainda não consigo manter a casa, mas mantenho meu filho.” A trajetória de Bianca mostra que, para algumas jovens, empreender significa também encontrar uma forma de conciliar trabalho, cuidado e maternidade. O negócio é fonte de renda, mas também pode ser uma ferramenta de autonomia e de reorganização da própria vida. Essa dimensão apareceu com força durante os encontros. Para Isabela Carvalho, coordenadora do Projeto, falar sobre projetos de vida também significa criar espaço para que desejos que nem sempre encontram lugar possam ser verbalizados. “A gente é criada numa cultura que não é comum falarmos sobre nossos sonhos. Nós, mulheres, temos muitas vezes o nosso caminho já traçado, como mãe, companheira…” Ao ouvir essas histórias, o Comitê acaba olhando para muito mais do que a proposta de um empreendimento. A pergunta passa a ser também o que aquele investimento, aquele conhecimento e aquela oportunidade podem representar na vida de quem está diante da banca. Uma mesa onde histórias se reconhecemHá ainda outra particularidade nesses encontros: quem está do outro lado da mesa também carrega uma história de empreendedorismo. Em Glória do Goitá, Edísio Soares, barbeiro e membro do Comitê, conhece a experiência de construir e sustentar um empreendimento. Por isso, sua presença na avaliação representou também a possibilidade de compartilhar uma experiência concreta com quem está começando. Para ele, o empreendedorismo precisa crescer para além de quem iniciou o negócio. “Eu acredito que o empreendedor deve ser como uma árvore. Que deve crescer, criar raiz e dar





