Vivências Inclusivas leva leitura, arte e sustentabilidade a escolas municipais de Pernambuco

Em escolas municipais no interior e zona metropolitana, a cena se repete: crianças reunidas em roda, ouvindo com atenção as histórias lidas pelos personagens Duka e Gina. A cada página, o silêncio se rompe com risos e falas que revelam o deslumbramento e o aprendizado através da leitura. É o projeto Vivências Inclusivas, que têm transformado o cotidiano escolar em 7 cidades de Pernambuco. Resultado da expansão da antiga Biblioteca Itinerante, o projeto promove inclusão sociocultural por meio da leitura, arte e sustentabilidade em escolas públicas de Pernambuco. Focado em crianças — incluindo aquelas com deficiência, TDAH e autismo —, a iniciativa estimula a autonomia e o protagonismo infantojuvenil. Suas ações vão além das contações de histórias, incluindo oficinas criativas, jogos pedagógicos adaptados, implantação de hortas escolares e o Prêmio Literário Professora Graça Beltrão, que valoriza a produção literária dos próprios alunos. Os resultados de 2025 reforçam o impacto do projeto: até o momento foram 54 ações realizadas, 723 participantes diretos, 213 livros doados e 489 produções criativas, como textos e desenhos. Para o coordenador Duh Karamazoff, o trabalho é essencial para a inclusão. “O projeto tem criado um espaço de acolhimento, respeito às diferenças e estímulo às potencialidades individuais”, diz ele, destacando como o acesso a histórias “desperta a imaginação, favorece a comunicação e amplia o repertório cultural” das crianças. Duh também aponta mudanças perceptíveis nos alunos: “Observamos maior interesse pela leitura, aumento da concentração e desenvolvimento do vocabulário”. Ele ainda ressalta o fortalecimento da autoestima e da interação entre os estudantes, o que fortalece a criação de vínculos e o respeito à diversidade. Na prática, os efeitos nas escolas são evidentes. A gestora Ilka Porfírio, da Escola Santa Tereza em Camaragibe, considera as atividades fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem. “São ferramentas que traduzem a teoria em prática, tornando o processo mais significativo”, afirma. Na zona rural de Glória do Goitá, Joselma Vitor, da Escola Joaquim Coutinho Correia de Oliveira, destaca a humanização do processo educativo. “As atividades contribuem para que a escola seja um espaço prazeroso e de cidadania”. Ao integrar leitura, arte e sustentabilidade, o Vivências Inclusivas reafirma o papel da escola pública na construção de uma educação transformadora, capaz de preparar crianças e adolescentes para o futuro sem perder de vista o senso de coletividade e o cuidado com o território. O projeto é uma realização da Giral, com apoio do Programa Criança Esperança, da Rede Globo.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O Giral realiza processos que corroboram com os objetivos de desenvolvimento sustentável. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram adotados em 2015, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para unir forças em prol de uma Agenda Mundial de Desenvolvimento Sustentável, que deve ser cumprida até o ano de 2030. Entre eles, destacam nas ações da instituição, os compromissos com os objetivos: