Giral debate violência sexual na UFPE

Antigo, mas bem atual. Assim têm sido os fatos relacionados à violência sexual. O assunto foi pauta do Seminário Fortalecimento da Rede de Proteção para o Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizado no último dia 11 de maio, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde o Giral teve a oportunidade de refletir e socializar suas experiências.

O evento, realizado pela Rede de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes em Pernambuco, reuniu pessoas de diferentes movimentos da sociedade. O coordenador executivo do Giral, Leonildo Moura, que acumula o cargo de presidente do Conselho Municipal em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Glória do Goitá, falou sobre o momento. “A discussão foi muito rica, muitas pessoas de peso da área da criança e do adolescente estavam presentes no evento, muita experiência apreendida nesse momento”, relata Moura.

O tema do evento tomou notoriedade no Brasil a partir do histórico 18 de maio de 1973, quando uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. Seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado e os seus agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos. A data ficou instituída como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” a partir da aprovação da Lei Federal nº. 9.970/2000. O  “Caso Araceli”, como ficou conhecido, ocorreu há quase 40 anos, mas, infelizmente, situações absurdas como essa ainda se repetem.